Sangue de jovem não corre, revoluciona!

Li recentemente uma frase que me deixou bem impactado, a frase é esta: “Sangue de jovem não corre, tira racha!”

Realmente é assim, queremos as coisas para já e para agora! Só você imaginar a lentidão da tua net. Se o download demora com certeza a sua impaciência vem em banda larga!

Outros podem usar a frase adaptada: “sangue de jovem não corre, voa”. Prefiro usar:

Sangue de jovem não corre, revoluciona!

Temos uma força forte que corre em nossas veias. Parece redundante, mas não é!

Esta força é forte! Pois vem do próprio Deus. Tem gente demais querendo nos convencer que esta força é fraca! Não se deixe iludir!

Fizemos uma experiência com Jesus, ele nos olhou e mudou a nossa vida! Provocou Revolução! E se ainda não provocou, pare de ler este post e se permita ser olhado por Ele! Ele está perto e está com o olhar fixo em você!

Esta experiência foi e é tão forte que nos faz pegar a vida nas mãos e dá-la um destino, um sentido! Gastar a vida na construção de um mundo mais bacana!

Quero te convidar a se mexer, a provar uma Revolução, algo que vai além de ideologia, mas algo que parte do encontro com uma pessoa! Jesus!

Como você se encontra hoje? Tem vontade de mudar o mundo? Vamos anunciar com a vida que é possível ser outro Cristo!

Apesar das dificuldades, não se deixe desencorajar nem renuncie os seus sonhos!

A vida pode até ser dura e difícil, porém acredite: Ser jovem é ter uma visão além do alcance!

O sangue de Jesus nos libertou! Este sangue revoluciona nossa vida e nos leva a falar mais alto que antes e nos dá a certeza de que é preciso mudar esta realidade!

Está em nossas mãos o futuro! Ou vai viver de passado? Pegue cada chance que tem e faça desta chance a oportunidade de provocar a Revolução Jesus!

Se está no presente, viva-o como ele é, ou seja, um presente! Abra-se e se perceba como presente, como Dom.

Neste post, quero provocar você a uma radicalidade na santidade! A deixar-se atrair por Deus e assim fazer algo para mudar a realidade! Podemos anunciar a vida eterna, e que o céu é uma conquista já garantida com Jesus, mas falta nossa parte!

“Os santos são os verdadeiros reformadores. Só dos Santos, só de Deus provém a verdadeira revolução, a mudança decisiva do mundo.” ( Bento XVI)

E aí, vamos juntos provocar a Revolução Jesus?

Comente retuite, coloque no Orkut este texto, até se quiser imprimi-lo e queimá-lo e que a fumaça produzida possa anunciar Jesus. Provoque uma reação! Vamos fazer barulho, mas que este barulho tenha o conteúdo que gera sentido, gera vida!

Um conteúdo que é pessoa, é Jesus!

(Canção Nova ;D Adriano Gonçalves – blog.cancaonova.com/revolucaojesus)

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Qual o segredo para viver a santidade?

Quando temos a coragem de viver e fazer no momento presente a vontade de Deus, podemos dizer, sem medo, como o Salmista:

“É o Senhor quem me sustenta e me protege” ( Sl 3).

Nem sempre a vontade de Deus se manifesta como gostaríamos ou imaginamos, mas o segredo está em acolhê-la e render-se a ela de coração.

Quando nós vemos a vida dos santos, ficamos admirados, contudo, achamos que não é para nós. Quando o único caminho certo para a santidade é fazer a vontade divina em todos os momentos da nossa vida. Esta é a via mais segura para sermos santos.

Peçamos hoje ao Senhor, insistentemente, que Ele corte radicalmente tudo o que não for da vontade d’Ele na nossa vida.

Senhor, dá-nos a graça de estarmos inteiros na Tua vondate no dia de hoje e que nada e ninguém nos tire da Tua presença.

Jesus, eu confio em Vós!

(Canção Nova ;D Luzia Santiago – Formação)

Rezar, até quando?!

E ai galera, paz e bem!

“Com toda a sorte de preces e súplicas, orai constantemente no Espírito. Prestai vigilante atenção neste ponto, intercedendo por todos os santos” (Efésios 6,18)

Quero partilhar com vocês a experiência que tenho vivido desde o meu batismo no Espírito Santo, e que hoje, ao passar o olhar e ruminar este versículo, acima citado, senti o meu coração vibrar.

Ao fazermos a nossa Experiência de oração, vivermos a grande graça do batismo no Espírito Santo e trilharmos um caminho dentro do movimento da Renovação Carismática, recebemos uma grande graça, um lindo dom, o dom de orar em línguas, de deixar o Espírito Santo orar em nós.

São Paulo, nessa exortação, nos pede para, constantemente, orarmos no Espírito. Isso nos conduz a dois pontos: primeiro, orarmos guiados pelo Espírito Santo; segundo, deixarmos o Espírito Santo orar em nós. Gostaria de me deter nesse segundo ponto.

Será que você nunca se encontrou cansado de rezar? Quantas vezes não conseguimos ter palavras para expressar a nossa oração, nem mesmo vontade de nos relacionar com Deus? Porém sabemos que se deixarmos de rezar estaremos colocando em risco a nossa vida espiritual. O que fazer então? Vou até à capela, ou no meu quarto ou outro lugar qualquer e recorro à oração no Espírito.

Tenho aprendido que todos os momentos são propícios para que eu esteja em constante oração. Quando me acordo, quando estou no banho, quando estou no ônibus indo para o trabalho, quando tenho um problema para ser resolvido e que não encontro solução, enfim, nos mais diversos momentos do dia, sou convidado a estar orando no Espírito, ainda que seja baixinho.

Posso garantir, a graça de Deus age e naquele dia, naquela circunstância posso tocar na ação do Senhor.

Como ministro de música, quando estou na animação do grupo de oração, ou da Santa Missa, sempre me coloco diante do Senhor pedindo o discernimento, a música certa para aquele momento, para aquela palestra que está sendo ministrada. Enquanto o pregador está no seu momento de profecia eu me coloco em oração, orando no espírito para que o Senhor suscite a Sua vontade para aquele momento de ministração, e coloque em meu coração a canção propícia.

Ao mesmo tempo, aquela minha oração no Espírito é uma intercessão para que o ministro da palavra possa ser conduzido pelo próprio Senhor. De fato orar no Espírito é uma forma eficaz e concreta de intercessão.

Hoje, meu irmão, seja você ministro de música ou não, eu te convido a orar constantemente no Espírito. Quando você precisar de respostas de Deus, ore no Espírito; diante das mais difíceis situações do seu dia-a-dia, ore no Espírito; quando as palavras não vierem em sua boca, ore no Espírito; para interceder pelos seus e por todos os “santos”, ore no Espírito. A oração não pode parar.

Faça a experiência! E se eu não sei rezar assim? Se ainda não vivi o batismo no Espírito Santo? Peça o batismo hoje, e em nome de Jesus seja uma pessoa nova, conduzida pelo Espírito Santo de Deus.

Vem Espírito Santo! Veni Creator Spirit!

Deus abençoe,

Tamo junto!

(Canção Nova ;D Emanuel Stênio – blog.cancaonova.com/emanuel)

Querer o que Deus quer é o maior bem

Quando temos no coração o desejo sincero de fazer a vontade de Deus, Ele sempre nos aponta por onde devemos caminhar. De maneia alguma podemos ter medo da vontade do Senhor, “porque querendo o que Deus quer, estamos querendo o nosso maior bem” (Santo Afonso de Ligório).

Não podemos reger a nossa vida a partir do que acontece, mas sim pela Sagrada Escritura, que nos ensina que Deus conhece todas as coisas e sabe o que é melhor para nós. A Palavra de Deus precisa ser o nosso alimento diário.

Há muitas pessoas que, por ignorância, consultam práticas duvidosas para se direcionar no trabalho, na vida sentimental e até nas mais importantes decisões de suas vidas. Nós que aprendemos a colocar a nossa confiança no Deus vivo e verdadeiro necessitamos receber Suas instruções a cada dia, contidas na Sua Palavra. Precisamos nos alimentar dela para que o Senhor nos oriente em tudo o que formos realizar, de modo a fazermos somente o que é da vontade d’Ele.

Todos os dias, o Senhor sopra em nossos ouvidos: “Eu jamais te abandonarei, Eu jamais te esquecerei”, acredite!

Deus está com você e o ajuda até mesmo naquilo que hoje parece impossível aos seus olhos.

Hoje, de maneira especial, peçamos ao Senhor que nos faça conhecer o que Ele deseja de nós.

(Canção Nova ;D Luzia Santiago – Formação)

Só a Radicalidade tem Sentido

Lembro-me como se fosse hoje. Era o ano de 1986. Na pequena sala de tacos escuros da primeira casa comunitária, o Moysés, com o tradicional bermudão frouxo que os rapazes usavam naquela época, nos falava sobre o seguimento de Jesus de uma forma nova e surpreendente. Lembro-me de ter pensado: “Mas como é que ele conseguiu perceber tudo isso?” Era a graça especial dos primeiros tempos, tempos de fundação, tempo que vivemos ainda hoje e que viveremos enquanto o fundador e a co-fundadora estiverem vivos. Sim, vivemos tempos de graça. Somos bem-aventurados por vivermos este tempo na Igreja e na vocação.

O assunto do ensino daquela manhã quando nos sentávamos no chão por falta de cadeiras – e não éramos mais que cinco – era o seguimento de Jesus. O texto, Lc 14, 25-35:

“ Muito povo acompanhava Jesus. Voltando-se, disse-lhes: ‘Se alguém vem a mim, e não odeia seu pai, sua mãe,sua mulher,seus filhos, seus irmãos, suas irmãs, sim, até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo. Quem de vós querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, afim de ver se tem com que acabá-la? Para que,depois que tiver lançado os alicerces, e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele,dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pôde terminar. Ou qual é orei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz.Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia tudo o que possui não pode ser meu discípulo.

O sal é uma coisa boa; mas se ele perder o sabor, com que o recuperará? Não servirá nem para a terra nem para o adubo, mas lançar-se-á fora. O que tem ouvidos para ouvir, ouça!”

Naquela época, a radicalidade evangélica era – como será sempre em nossa vocação – essencial. Além de essencial, porém, era viva, muito viva. Viva e vivenciada sem descuido, à risca. Significava, antes de qualquer coisa, uma verdade evidente, embora tantas vezes descurada:

Seguir Jesus é deixar tudo e todos. Deixar todo o resto.

Deixar todos os outros que não Ele.

Muito povo acompanhava Jesus. Voltando-se, disse-lhes: “Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

Como isso era vivo para nós, os primeiros! Éramos os primeiros a sermos chamados a, literalmente, deixar para trás pai, mãe, mulher, marido, filhos, irmãos, irmãs e a própria vida. Ninguém antes de nós havia deixado tanta coisa para uma aventura completamente inesperada.

Hoje, sabemos muito bem o que é uma Comunidade Nova. João Paulo II falou desta realidade no Pentecostes de 98 em plena Praça de São Pedro e em seus documentos. A Igreja, hoje, reconhece várias comunidades novas a nível pontifício e a nossa está em processo de reconhecimento. Nosso fundador é convidado para o Sínodo sobre Eucaristia, para importantes eventos no Pontifício Conselho dos Leigos e para o lançamento do documento papal Deus Charitas Est.

Naquela época, iniciávamos uma aventura rumo ao desconhecido. Não sabíamos para onde estávamos indo, nem se a Igreja nos acolheria. Pelo contrário, por toda parte nos chamavam de loucos e setores da Igreja, alguns muito ligados a nós, desencorajavam nossa opção e não nos poupavam de perseguições e falatórios.

Deixávamos tudo por uma incerteza. Trocávamos nossos queridos por uma incógnita. Abandonávamos nossos estudos e trabalhos por uma aventura. Era isso, sim, mas aos olhos dos homens. Aos olhos de Deus – e, creia, naquela época estávamos cheios de Deus, cheios de entusiasmo, dispostos a dar a vida por Jesus! – aos Seus olhos e aos nossos, deixávamos todos e tudo por… Jesus, o Ressuscitado, o Cristo Vivo que havíamos experimentado no Batismo no Espírito Santo e que, através do Moysés nos propunha um seguimento radical, ainda que não soubéssemos para onde íamos ou se receberíamos alguma coisa em troca do que havíamos deixado. Era a fé a nos dar a certeza do incerto; a esperança a nos dar a certeza de que Deus tinha planos para nós, a caridade a queimar nosso coração de amor esponsal.

A exigência de Deus era clara: era preciso deixar tudo. A pregação do Moysés, muito explícita: a vocação Shalom exigia o deixar tudo, supunha o seguimento radical de Jesus Cristo. E isso ele pregava veementemente ungido, na pequena sala da República do Líbano para os seus cinco primeiros discípulos.

E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.

Como sempre, estava presente a eterna discussão acerca do que seria esta cruz. Em sua pregação, o Moysés deixava claro: era crucificar nossos planos, nossos desejos, nossa vontade, nossas afeições desordenadas, nosso amor a nós mesmos; crucificar tudo o que não fosse Jesus. Carregar tudo isso como uma cruz, renunciando a todo direito pelo privilégio incomparável de ser discípulo de Jesus.

Hoje em dia, de vez em quando me pego a comparar a qualidade do seguimento de Jesus que eu tinha naquela época e que tenho hoje. Que diferença! Hoje, cercada de seguranças, será que ainda é por Jesus que deixo tudo? Será que ainda carrego a cruz de morte de minha carne, desejos, planos, vontade, afeições desordenadas, amor a mim mesma? Cercada de milhares de irmãos pelo mundo inteiro, contando com o aval da Igreja e o reconhecimento da RCC, ainda vivo a radicalidade evangélica que requer absolutamente a prioridade radical de amor a Jesus Cristo deixando tudo e todos para trás?

Hoje, paparicada em meio a palestras, cursos, livros, rádio, tv, ainda mantenho a radicalidade de deixar tudo, absolutamente tudo para ser unicamente de Jesus e para segui-lo radicalmente, isto é, para ser radicalmente igual a ele? Cercada pelas estruturas da Obra e da Comunidade, tendo a identidade do Carisma melhor definida, com os pés nos Estatutos e nas Regras reconhecidas, já sabendo de onde vim e para onde vou, mantenho o mesmo nível de radicalidade, de amor esponsal, de desejo ardente de ser pobre como Jesus, casta como Jesus, obediente como Jesus, Paz como Jesus?

A grande surpresa da pregação do Moysés, entretanto, viria com o texto a seguir. Aliás, foi por este trecho que ele iniciou seu ensino, só depois voltando ao início da passagem. Vejamos:

Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários a fim de ver se tem com que acabá-la? Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la todos os que o virem não comecem a zombar dele, dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar. Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz.

O Moysés enfatizava bem que as ponderações de que fala o Evangelho, vinham antes de se tomar a decisão. Ou seja, antes de nos aventurarmos no desconhecido de seguir Jesus em uma comunidade, deveríamos pensar bem se estávamos dispostos a construir paredes imponderáveis sobre alicerces invisíveis, sem nenhuma segurança de que elas iriam sustentar-se de pé. Enfatizava, em sua pregação, que ainda que fôssemos reis todo-poderosos, deveríamos estar conscientes de que entrávamos para uma batalha humana e espiritual que não só duraria para sempre – e naquela época era comum citarmos Provérbios Se entrares para o serviço de Deus, prepara tua alma para a provação.

Tínhamos muito em mente que nos metíamos em uma batalha espiritual que duraria enquanto vivermos. O Moysés, por sua vez, deixava claro quem eram os inimigos que iríamos combater: a nós mesmos, nossa carne, nossos desejos, nosso amor próprio, nossos planos, nossas concupiscências, nosso desejo de ser como o mundo, nossa vontade de voltar atrás. Seria uma batalha desigual: dez mil contra vinte mil do inimigo.

“Quem amar a si mesmo”, dizia ele, “mesmo que seja só um pouco, não tem chances de vencer a batalha. Vai ter sempre a tentação de enviar embaixadores ao inimigo para conversações em vistas de uma falsa paz, de uma paz passageira que o inimigo e o mundo podem dar. No entanto, quem decidir não amar a si mesmo acima de Jesus, do mundo e de seus queridos, continuará na batalha, mas encontrará a Paz que é o próprio Jesus e que só ele dá. Cristo é a nossa paz!”, finalizava ele, citando passagem que, na época tínhamos como o texto de nossa vocação, uma vez que o Espírito não nos havia ainda inspirado e explicado Jo 20,19, o que só viria a ser registrado quando da elaboração dos Estatutos.

Hoje, vinte anos depois, é fácil constatar como ele tinha razão e como era profético seu ensinamento. Vemos que aqueles que antes de entrar para a comunidade tomaram a decisão pelo seguimento radical de Jesus Cristo têm nela o alicerce de sua casa e a vitória de sua batalha. Muitos, porém, que entram por fantasia ou com outras motivações, não terminaram de construir a casa ou acabam por contemporizar com o inimigo e com o mundo. Pouco a pouco os projetos pessoais, os desejos não crucificados, a amizade com os valores do mundo corroem seus poucos tijolos e tiram a força de seus soldados.

Uma blusa com ou sem manga, uma comunhão de bens doada ou retida, uma saída à noite para um lugar devido ou indevido, de per si parecem inofensivos. Vistos sob a perspectiva da radicalidade evangélica que nossa vocação exige, porém, tornam-se arma de batalha, argamassa forte que une tijolos sem deixar brechas. Uma simples renúncia a uma cava, à compra de um bem supérfluo, a uma diversão mundana, pode fazer a tremenda diferença entre uma vocação vivida até o final da vida ou abandonada pela metade da caminhada.

Decidir-se a não contemporizar ou, para utilizar a linguagem de São Paulo, não ter amizade com o mundo, com nossos projetos pessoais, com nossa carne, com as concupiscências, é o passo essencial para quem quer viver a vocação Shalom que exige, absolutamente, a radicalidade evangélica. Sem a radicalidade evangélica, sem o seguimento radical de Jesus em sua maneira de viver, em sua pobreza, obediência, castidade não existe a vivência da vocação Shalom. Sem seguir radicalmente a Jesus em sua incansável parresia; em seu tomar a cruz, renunciando, ao tomá-la por amor, a todos os seus direitos de Deus e de homem, não se vive a vocação Shalom.

A grande tentação é contemporizar. Tentar harmonizar o seguimento de Jesus e os projetos pessoais, gostos, desejos, reivindicações de direitos, desobediência velada, pobreza aparente, castidade mitigada. Sim, esta é a grande tentação. Ela começa a aparecer sorrateiramente, disfarçada de boas intenções e se instala em uma vivência morna e mitigada que ameaça a vocação de todos. Tudo o que é morno, tudo o que é mitigado, tudo o que é contemporizado vai de encontro à nossa vocação. Isso o Moysés já havia deixado bem claro ao escrever Obra Nova com sua admoestação aos covardes e sua exortação à radicalidade e à renúncia até o sacrifício dos belos galhos verdes.

Nos inícios, era bem mais fácil enxergar os perigos, contar os dez mil inimigos que ultrapassavam nossas tropas, contabilizar a quantidade de tijolos, medir a resistência dos alicerces. Com o crescimento da comunidade, tudo isso se dilui e nos coloca na contingência da re-escolha da radicalidade absoluta. Como finalizou o Moysés, há vinte anos:

Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.

Você não conseguiria ouvi-lo dizer:

“Assim, pois, isto é, desta forma e somente desta forma, não de outra forma, mas desta forma, qualquer um de vós – qualquer um, você ou eu, qualquer um de nós – que não renuncia a tudo, tudo, não a metade, não a uma parte, mas tudo, tudo o que tem, tudo o que é… tudo! Não pode ser discípulo de Jesus. Não tem como segui-lo. Não tem como ser como Ele, que deixou tudo para seguir a vontade do Pai. Não tem como viver a magnífica vocação que Nosso Senhor nos deu! Esta vocação exige, exige a radicalidade evangélica, exige o sacrifício de nós mesmos, de tudo o que somos e temos, exige o seguimento radical de Jesus Cristo Nosso Senhor.

Por isso, pense bem antes para não desistir depois. Conte seus tijolos, verifique sua argamassa, conte suas tropas e jamais, jamais contemporize com o mundo, com a carne, com o mal, com você mesmo! Jamais! Do contrário, o sal perderá o seu sabor, pois:

O sal é uma coisa boa, mas se ele perder o seu sabor, com que o recuperará? Não servirá nem para a terra nem para adubo, mas lançar-se-á fora.

Não percamos nosso sabor. Ele não é nosso. É de Deus. É Deus quem no-lo dá. Não percamos a radicalidade evangélica. Do contrário, nossa vocação não servirá para a nada, nem para nós mesmos, nem para a humanidade e acabaremos, nós mesmos, por lançá-la fora, por desperdiçá-la tristemente.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

Amém. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!”

As palavras podem ser as que nosso fundador usaria atualmente. A memória pode me trair. No entanto, atesto que, há vinte anos, sob os arcos da Maria Tomásia, para a comunidade de Aliança e, anteriormente, na pequena sala da República do Líbano, para a comunidade de Vida, foi isso o que pregou o Moysés sobre Lc 14, 24-35, explicando que era preciso a decisão de tudo deixar antes de aventurar-se, repetindo o que havia escrito em Obra Nova. Sim, foi isso o que ele nos ensinou, afirmando que na vocação Shalom, ou vivíamos a radicalidade evangélica do seguimento de Jesus Cristo, ou não viveríamos a magnífica vocação a que Deus nos chama.

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

O louvor e a fé caminham juntos

Em todas as circunstâncias louve. A Palavra de Deus continuamente nos exorta:

“Vivei sempre contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo” (1Ts 5,16-18).

Quando estiver doente, louve ao Senhor, dê graças a Ele! Se é uma pessoa da sua família que está com uma doença grave, humanamente desesperadora, louve e adore ao Senhor. Agradeça a Ele! Não pela doença, mas porque Ele é o Senhor da doença, portanto, o Senhor da saúde. Ele, e somente Ele, pode transformar as circunstâncias. Em nossas orações, intercessões, entramos na Sala do Trono onde são tomadas as decisões. A nossa oração e o nosso louvor intervêm na solução.

O louvor é superior a qualquer pedido: ele nos dá a certeza. Lembre-se: se até os meus medos se realizam, muito mais o meu louvor se realizará.

Se há uma pessoa em sua casa longe de Deus, louve e bendiga a Ele! Louve a Deus porque Ele é o Senhor e porque Ele ama essa pessoa que está longe por mil circunstâncias – ela inclusive pode estar amarrada, presa, algemada pelo inimigo de Deus. O louvor chega ao Senhor e é decisivo na Sala do Trono, onde as decisões são tomadas e de onde as soluções vêm. E tudo se transforma.

Muitas pessoas vivem se lamuriando diante de Deus, mas o intercessor não é um lamuriento. Há circunstâncias que nos fazem chorar, porém, este não é o tipo de louvor ou de intercessão que devemos cultivar. Pelo contrário, cultivemos a alegria do coração em todas as circunstâncias: um filho viciado, um pai alcoólatra, um marido infiel, uma filha ou um filho vivendo na prostituição, tudo isso é terrível, mas “Em todas as circunstâncias, dai graças (…)”, ensina-nos a Palavra de Deus.

O louvor revela que cremos no Senhor e que Ele cuida de nós e de todas as coisas, e que nada escapa do Seu poder. Não louvamos pelo mal em si, mas pelas circunstâncias, sabendo e crendo que Deus nunca pode ser vencido e que no Seu amor por nós Ele sabe de todo mal tirar coisas boas.

Sabemos que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu desígnio: “Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (Rm 8,28).

(Canção Nova ;D Monsenhor Jonas Abib – Formação)

Fazer a vontade de Deus

O tema desta pregação é “Fazei tudo que Ele vos disser”. Muitas vezes, na nossa vida, essa frase vai nos soar como um desafio, um obstáculo. Mas somos convocados a viver essa verdade – dita por Nossa Senhora. Precisamos sair da inércia e deixar a preguiça de lado para seguir Jesus. Quantas vezes você disse: “Ah, hoje eu não vou à Missa” ou “Ah, está chovendo, vou ficar em casa, debaixo do cobertor ao invés de ir ao grupo de oração”.

Realizar a vontade de Deus vai exigir sacrifícios de nós. E você sabe qual é a vontade d’Ele para nós? “A vontade de Deus é a vossa santificação” (1 Ts 4, 3a). Abra sua Bíblia no Evangelho de João 2, 1-11:

“Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galileia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: ‘Eles já não têm vinho’. Respondeu-lhe Jesus: ‘Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou’. Disse, então, sua mãe aos serventes: ‘Fazei o que ele vos disser’. Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas.

Jesus ordena-lhes: ‘Enchei as talhas de água’. Eles encheram-nas até em cima. ‘Tirai agora’ , disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram. Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo e disse-lhe: ‘É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora’. Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galileia. Manifestou a sua glória e os seus discípulos creram n’Ele”.

Jesus já tinha discípulos nesta época, mas não tinha realizado ainda milagres públicos. Este acontecimento em Caná da Galileia foi Seu primeiro milagre. Antigamente, as festas de casamento duravam quatro dias, sete dias. Muitas pessoas de longe vinham para os casamentos. Neste, em especial, acabou o vinho, mas ainda haviam muitas pessoas na comemoração. Maria, percebendo o fato, chegou para o Senhor e pediu para Ele ajudar. Nossa Senhora levou o problema para Jesus, assim como faz conosco quando pedimos a sua intercessão. Isso é característica de mãe. Quando queremos alguma coisa, e o pai não deixa, não vamos correndo pedir para que a mãe o convença?

Qual é a mensagem desta passagem? Sempre pedir a intercessão de Nossa Senhora. Depois de um problema, um momento difícil que você vive na sua vida, leve seu problema para a Nossa Senhora, pois ela vai pedir clemência ao Pai.

Depois de pedir à Mãe, apenas faça o que o Senhor nos pediu: confie n’Ele. Muitas pessoas perguntam nessa hora: “Como saber o que Deus quer?” Abra a sua Bíblia, adore, faça silêncio para escutar. Maria não faz o milagre, ela leva os seus pedidos para o Senhor. Mas também depende muito de você para que ele aconteça.

Quero ressaltar que nem sempre é fácil fazer o que Jesus quer. Muitas vezes, dói muito. Antes do meu pai falecer, eu tinha uma missão importante em João Pessoa (PB). Mesmo muito doente no hospital, ele pediu para eu ir. Eu fui e ele morreu, não deu tempo de chegar nem para o enterro. Mas tenho certeza de que ele ficou feliz, porque eu era um drogado na juventude, e ele rezou tanto que hoje virei um missionário. Faça a vontade de Deus e prepare-se para ser muito feliz.

(Canção Nova ;D Dunga – Formação)