Bento XVI volta a explicar o motivo de sua renúncia

No início da audiência geral desta quarta-feira, 13, o Papa Bento XVI reiterou o motivo pelo qual renunciou ao ministério petrino. Acolhido por um longo aplauso dos fiéis presentes para a catequese, o Santo Padre voltou a explicar que examinou sua consiência diante de Deus e está consciente de que não está mais em condições de prosseguir como Bispo de Roma, ministério a ele confiado em 19 de abril de 2005. Veja abaixo o que disse o Papa:

“Caros irmãos e irmãs,

Como sabeis, decidi renunciar ao ministério que o Senhor me confiou a 19 de abril de 2005. Fi-lo em plena liberdade, para o bem da Igreja, depois de ter rezado longamente e de ter examinado diante de Deus a minha consciência, bem consciente da gravidade desse ato, mas também consciente de já não estar em condições de prosseguir o ministério petrino com aquela força que ele exige. Sustenta-me e ilumina-me a certeza de que a Igreja é de Cristo, O qual nunca fará faltar a sua guia e o seu cuidado. Agradeço a todos pelo amor e pela oração com que me tendes acompanhado. (aplausos). Obrigado, senti quase fisicamente nestes dias nada fáceis para mim, a força da oração que o amor da Igreja, a vossa oração, me traz. Continuai a rezar por mim, pela Igreja, pelo futuro Papa. O Senhor o guiará”.

Ainda nesta quarta-feira, à tarde, Bento XVI preside a Celebração das Cinzas, na Basílica Vaticana.

(Canção Nova – http://www.cancaonova.com)

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A oração e as almas do purgatório

Matéria retirada do Livro: A oração – Santo Afonso de Ligório

Pergunta-se: é útil recomendar-se às orações das almas do purgatório? Alguns dizem que as almas do purgatório não podem rezar por nós. São levados pela autoridade de Santo Tomás que afirma estarem aquelas almas em estado de expiação, e , por isso, inferiores a nós. Não se acham em condição de rezar por nós, mas, pelo contrário, necessitam de nossas orações.

Mas muitos outros doutores, como Belarmino, Sílvio, Cardeal Gotti e outros afirmam, com muita probabilidade, que se deve crer piamente que Deus manifesta-lhes nossas orações, a fim de que aquelas santas almas rezem por nós, como nós rezamos por elas. Assim se estabelecerá entre nós e elas este belíssimo intercâmbio de caridade. Não obsta, como dizem Sílivo e Gotti, o que diz o Angélico, isto é, que as almas padecentes não se acham em estado de rezar. Uma coisa é não estar em estado de rezar e outra é não poder rezar. É verdade que aquelas almas santas não se acham em estado de orar. Como diz Santo Tomás, estando no lugar de expiação, elas são inferiores a nós e por isso necessitam das nossas orações. Contudo, em tal estado, bem podem rezar, porque estão na amizade de Deus. Se um pai, apesar de seu grande amor ao seu filho, conserva-o encarcerado por alguma falta cometida, o filho, em todo o caso, não está em condições de pedir alguma coisa par si mesmo. Entretanto, por que não poderá pedir pelos outros? Por que não poderá esperar ser atendido no que pede, conhecendo o afeto que lhe tem o pai? Sendo assim, as almas do purgatório, muito mais amadas de Deus e confirmadas em graça, podem rezar por nós. Mas não é o costume da igreja invocá-las e implorar sua intercessão, porque segundo a providência ordinária, elas não têm conhecimento e nossas súplicas. Todavia, acredita-se piamente, como dissemos, que o Senhor lhes faz conhecer as nossas preces e, então, cheias de caridade não deixam de pedir por nós. Santa Catarina de Bolonha, quando desejava alcançar alguma graça, recorria às almas do purgatório e era imediatamente atendida. Até dizia que muitas graças, que não havia obtido pela intercessão dos santos, conseguia invocando as almas do purgatório.

A obrigação que temos de rezar pelas almas do purgatório.

Seja-me permitido fazer aqui uma digressão em favor das almas do purgatório. Se quisermos o socorro de suas orações, é justo que cuidemos também de socorrê-las com nossas orações e boas obras. Disse que é justo, mas deve-se dizer ainda que é um dever cristão. Pois manda a caridade que socorramos o próximo em suas necessidades, mormente quando podemos fazê-lo sem incômodo de nossa parte. Ora, é certo que entre aqueles que caem debaixo da palavra “próximo”, devem-se compreender as benditas almas do purgatório. Elas, apesar de não estarem mais nesta vida, nem por isso deixam de pertencer à comunhão dos santos. “As almas dos fiéis defuntos, diz Santo Agostinho, não estão separadas da Igreja.”

E mais claramente declara Santo Tomás a este respeito, dizendo que “a caridade é o vinculo que une os membros da igreja ente si e não se limita tão somente aos vivos, mas também aos mortos, que partiram deste mundo na graça de Deus”. Portanto devemos socorrer, quanto possível, aquelas santas almas como a nosso próximo e, sendo a sua necessidade maior, maior também conseqüentemente deve ser a nossa obrigação de socorrê-las.

Os sofrimentos das almas do purgatório

Em que necessidade se acham estas santas prisioneiras! Certo é que seu sofrimento é imenso. “O fogo que as tortura, diz Santo Agostinho, é mais grave do que qualquer sofrimento que possa atormentar o homem nesta vida”. O mesmo diz Santo Tomás, acrescentando ser aquele fogo semelhante ao do inferno: “pelo mesmo fogo é atormentado o condenado, e purificado o escolhido”. Isto quanto ao sofrimento dos sentidos. Mas muito maior é o sofrimento que causa a estas santas esposas a privação da visão de Deus.

Aquelas almas, não só por natureza, mas ainda pelo amor sobrenatural em que ardem para com Deus, com tal ímpeto são impelidas para se unirem ao sumo Bem que, vendo-se impedidas por motivo de suas culpas, sofrem dor tão acerba que, se lhes fosse possível a morte, morreriam a cada momento. Pois segundo diz São João Crisóstomo, esta privação da visão de Deus as atormenta muito mais do que o sofrimento dos sentidos: “Mil fogos do inferno juntos não causariam tanta dor, como esta do dano!” Por isso aquelas santas almas prefeririam sofrer qualquer outro castigo do que serem destituídas, um só momento, da suspirada união com Deus. Diz, por isso, o Doutor Angélico que o “o sofrimento do purgatório excede todas as dores, que podemos sofrer nesta vida”. Refere Dionísio Cartusiano que certo defunto, ressuscitado por intercessão de São Jerônimo, disse a São Cirilo de Jerusalém que todos os tormentos desta terra são gozos e delícias em comparação com o menor sofrimento do purgatório: “Todos os tormentos desta vida, se comparados à menor pena do purgatório, seriam verdadeiros gozos”. E acrescenta que, se alguém tivesse experimentado aqueles sofrimentos, mais prontamente quereria sofrer todas as dores que sofreram ou sofrerão os homens neste mundo até o dia do juízo, do que sofrer por um só dia, o menor sofrimento do purgatório. Por isso escreveu São Cirilo que aqueles sofrimentos, quanto à aspereza, são os mesmos do inferno, apenas diferem porque não são eternos.

As almas do purgatório sofrem horrivelmente e não podem socorrer-se a si mesmas

São, pois, muito grandes as penas daquelas almas e, por outro lado elas não podem ajudar-se segundo Jó “estão presas e ligadas pelos laços da pobreza” (Jó 36,8). Já estão destinada ao Reino aquelas santas rainhas, mas dele não podem tomar posse, enquanto não chegar o fim de sua expiação. Portanto, não podem ajudar-se a si próprias, (ao menos suficientemente, se quisermos crer nos teólogos que admitem que aquelas almas, com suas orações, também possam impetrar para si algum alívio), para livrar-se daquelas prisões, em que estão detidas, enquanto não tiverem satisfeito inteiramente à justiça divina. Elas não podem quebrar essas cadeias, enquanto não tiverem satisfeito à justiça divina em todo o seu rigor. Foi o que disse, falando do purgatório, um monge cisterciense, aparecendo ao sacristão do seu convento: “Ajudai-me, pediu ele, com vossas orações, porque por mim nada posso obter!” Isto concorda com o que diz S. Boaventura: ”A pobreza impede o pagamento das dívidas”. Quer dizer que as almas do purgatório são tão pobres que não podem satisfazer por si próprias à justiça divina.

A obrigação que temos de rezar pelas almas do purgatório

É certo, entretanto, e até de fé, que nó, com os nossos sufrágios e, principalmente com as orações recomendadas pela igreja, bem podemos auxiliar aquelas santas almas. Não sei como poderá se isentar de culpa, quem deixa de oferecer-lhes qualquer auxílio, ao menos algumas orações.

Motivos que temos para rezar pelas almas do purgatório.

Se não nos mover a obrigação que temos mova-nos, ao menos, a alegria que causamos a Nosso Senhor Jesus Cristo, quando nos aplicamos em libertar aquelas suas esposas diletas, para se unirem com Ele no paraíso. Movam –nos, enfim, os grandes merecimentos, que podemos obter praticando este grande ato de caridade para com aquelas santas almas. Elas são gratíssimas e bem conhecem o grande benefício que lhes fazemos, aliviando-as daquelas penas e obtendo, por meio de nossas orações que mais depressa possam entrar na glória. Lá chegando, não deixarão de rezar por nós.

Se o Senhor promete ser misericordioso para com os que praticam a misericórdia: “Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7), com muita razão pode esperar a salvação quem procura socorrer as almas do purgatório, tão aflitas e tão caras a Deus. Jônatas, depois de ter salvado os hebreus pela vitória sobre seus inimigos, foi condenado à morte por seu pai, Saul, por haver provado o mel contra a sua ordem. Mas o povo apresentou-se ao rei e disse: “Como há de morrer Jônatas, o salvador de Israel?” (1 Sn 14,45). Ora, assim devemos também esperar que, se algum de nós obtiver, com suas orações, a salvação de uma alma do purgatório e a sua entrada no céu essa alma dirá a Deus: “Senhor, não permitais que se perca quem me livrou das chamas do purgatório”. E, se Saul concedeu a Jônatas a vida, a pedido do povo Deus não negará a salvação àquele por quem intercede uma alma do purgatório. Além disso, diz Santo Agostinho, quem nesta vida mais socorrer as almas do purgatório, Deus fará com que seja também socorrido por outro, quando estiver lá no meio daquelas chamas.

A Santa Missa pelas almas do purgatório .

Um grande sufrágio pelas almas do purgatório é participar da Santa Missa, e nela recomendá-las a Deus, pelos merecimentos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, dizendo: “Eterno Pai, eu vos ofereço esta sacrifício do Corpo e Sangue de Jesus Cristo com todas as dores que sofreu em sua vida e morte e, pelos merecimento de usa Paixão recomendo- vos as almas do purgatório e especialmente as de…” É ato também de muita caridade recomendar, ao mesmo tempo, as almas de todos os agonizantes.

(Blog Repórter de Cristo – http://reporterdecristo.com)

É questão de escolha

Somos chamados a escolher continuamente. O homem é a única criatura que leva nas mãos seu próprio destino. Viver bem é escolher continuamente.

A cada passo que damos… precisamos fazer escolhas. E o único dia pra escolher é o hoje, pois o ontem já passou e o amanhã ainda não chegou. Ao despertar de cada dia, eu preciso escolher, levantar da cama, fazer as higienes pessoais ou não. Escolher ir a missa, ao trabalho, a dar bom dia para aqueles com quem convivo ou passam por mim…

Somos dotados de liberdade, e esta é que define quais são as minhas escolhas.

O mundo secularista nos impõe a cada dia por meio da mídia e tantos outros meios infinitas possibilidades a nossa frente pra que escolhamos. Com a liberdade que Deus nos deu aos nos criar, também nos deu consciência. É por meio desta consciência que saberemos se “aquela” escolha é a correta ou não.

Quantas pessoas pagam o preço de escolhas erradas por intermédio de terceiros, ou até mesmo pelas próprias escolhas?

Só poderemos fazer boas escolhas se tivermos Nosso Senhor Jesus Cristo como centro de nossas vidas, porque Ele mesmo afirmou: Eu sou o caminho a verdade e a vida. Jo 14,6

E só Jesus é a resposta e a solução para a problemática humana define o documento da Igreja: GAUDIUM ET SPES 18. – Constituição Pastoral sobre a Igreja no mundo atual .

“Portanto, a fé, que se apresenta à reflexão do homem apoiada em sólidos argumentos, dá uma resposta à sua ansiedade acerca do seu destino futuro; e ao mesmo tempo oferece a possibilidade de comunicar em Cristo com os irmãos queridos que a morte já levou, fazendo esperar que eles alcançaram a verdadeira vida junto de Deus”.

Fundamentando nossa fé em Cristo Jesus possamos cada dia fazer boas escolhas, seja na vida profissional, nos relacionamentos, nos afetos, mas principalmente escolher a vida nova que nos espera na eternidade.

Eu tenho feito a experiência de rezar e pedir a Deus o dom do discernimento, antes de tomar qualquer decisão! Deixo pra você esta dica.

Por Adailton Batista

(Canção Nova – blog.cancaonova.com/metanoia)

Não há o que temer, Deus está conosco!

Somos casa de Deus, porque Ele mesmo quis que fosse assim.

Deus não habita em templos feitos de mãos humanas” (cf. Atos dos Apóstolos 17,24), mas sim em nossa alma feita à imagem d’Ele, por isso precisamos honrar e respeitar o nosso corpo, que é templo do Espírito Santo.

“Porque somos o templo de Deus vivo” (II Cor 6,16b)

O Todo-poderoso habita em nosso coração e convive constantemente conosco; não estamos sós. Não há felicidade maior do que esta. Ele faz tudo conosco e sempre está ao nosso lado, exceto quando pecamos. Não temos motivo para temer nem para nos deixar abater.

Ao tomarmos posse dessa verdade (de que Deus habita em nosso interior), a nossa vida ganha um novo sabor e um novo significado.

Façamos hoje a experiência de convidar Jesus para fazer todas as coisas conosco e de pedir-Lhe ajuda em todas as situações, perguntando a Ele como devemos agir, pensar e rezar diante das situações, principalmente das mais adversas.

(Canção Nova ;D Luzia Santiago – Formação)

Nossas casas precisam ser oásis de amor e oração

Tenha você juízo nessa sua cabeça! Nós precisamos transformar nossas casas e nossas famílias em oásis de amor e oração. Há muita coisa por fazer. Temos de fazer “faxina”, “limpeza geral”? Temos! Mas é necessário fazer algo muito positivo, pois é o amor que destrói uma multidão de pecados. Não existe outro caminho: nossas casas precisam ser oásis de amor e oração. As duas coisas. Talvez nós caprichamos mais na oração e o Senhor vá nos dar por acréscimo o amor. Talvez você priorize mais o amor… Mas o Senhor não o deixará somente no amor. Ele o levará também à oração.

Nós temos de fazer da nossa casa um santuário de oração. Ninguém reza na sua casa? Comece você! Faça da sua casa um santuário de oração, mesmo que você seja a única pessoa rezando ali. Há cinco, seis, oito pessoas em sua casa… E ninguém reza. Então reze você pelos outros. Vai ser uma dureza! Mas você precisa salvar a sua família. Reze por todos de sua casa.

E tenha certeza: se você começar a rezar, a rezar, a rezar… logo encontrará “mais alguém” (talvez seja apenas uma criancinha em casa que comece a rezar com você): talvez seja o vovô, a vovó, talvez seja depois um adolescente, e, assim, vai crescendo o número. A oração é “pegajosa”! A oração é como fogo: encostou e já vai queimando! Acredite nisso! Se os outros não rezam, comece você a fazê-lo e não desanime. […]

Gente, “rezar constantemente” significa constância na oração. É não deixar a “peteca cair”! Sem nunca desanimar. É rezar contínua e constantemente. Sempre. E nada nos desanimar! Nada.

“Ah! Os outros não rezam!” Não faz mal. Você faz a parte deles. E tenha certeza: a oração vai sendo passada para os outros e, em pouco tempo, sua casa se transformará num santuário de oração.

Além disso, uma vez que você vai fazer uma “limpeza geral”, faça também na sua casa um santuário de oração. Claro, escolha o melhor lugar da sua casa: talvez seja na sala, para que todos aqueles que chegarem a sua casa tenham aí uma demonstração clara de que ali se encontra um santuário. É muito simples: você coloca, em um local da casa, uma Bíblia, um crucifixo, ou um quadro, uma imagem (mesmo que pequena), podendo adornar tudo isso com flores. Pode-se colocar uma vela, ou uma luz acesa, de maneira que você reconheça ali como o seu santuário, o seu local de oração. É o santuário da família. O local de oração da família.

Este lugar vai se tornar atrativo. Será o “ponto de convergência” da sua casa. Talvez tenham existido muitos outros pontos de convergência em sua casa… Talvez o barzinho, a televisão… A churrasqueira onde todo o mundo se embebedava ou a piscina onde tantas coisas aconteceram… Que agora o ponto de convergência da sua casa seja o santuário. E se você ainda não pode colocar este santuário em sua sala para que todos vejam, coloque-o em outro local: talvez no seu quarto, próximo da cama, ali no seu “cantinho”. E ninguém vai impedir você. Comece mesmo que o seu santuário seja todo em “miniatura”, mas comece.

E é claro, se você pode fazer o santuário, não seja “sem-vergonha” de não fazê-lo no lugar de maior destaque de sua casa! No lugar mais caprichado. No melhor local, pois nenhum lugar da sua casa deve ter maior capricho do que o local do seu santuário. E saiba que os seus filhos adolescentes que não rezam, quando você menos perceber, na hora em que ninguém estiver ali no santuário, eles estarão rezando nesse lugar. Também o seu marido que não reza e não quer saber de oração estará ali, rezando, como que “atraído”, fascinado por este santuário de oração.

Trecho da palestra “Oásis de amor e oração” de 2 de janeiro de 2000

(Canção Nova ;D Monsenhor Jonas Abib – Formação)

Dez conselhos de Bento XVI aos jovens

Conversar com Deus

“Algum de vós poderia, talvez, identificar-se com a descrição que Edith Stein fez da sua própria adolescência, ela, que viveu depois no Carmelo de Colônia: ‘Tinha perdido, consciente e deliberadamente, o costume de rezar’. Durante estes dias podereis recuperar a experiência vibrante da oração como diálogo com Deus, porque sabemos que nos ama e, a quem, por sua vez, queremos amar”.

Contar-lhe as penas e alegrias

“Abri o vosso coração a Deus. Deixe-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o ‘direito de vos falar’ durante estes dias. Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso. Apresentai as vossas alegrias e as vossas penas a Cristo, deixando que ele ilumine, com a Sua luz, a vossa mente e toque com a sua graça o vosso coração”.

Não desconfiar de Cristo

“Queridos jovens, a felicidade que buscais, a felicidade que tendes o direito de saborear tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só ele dá plenitude de vida à humanidade. Dizei, com Maria, o vosso ‘sim’ ao Deus que quer entregar-se a vós. Repito-vos, hoje, o que disse no princípio de meu pontificado: ‘Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta’. Estai plenamente convencidos: Cristo não tira nada do que há de formoso e grande em vós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo”.

Estar alegres: querer ser santos

“Para além das vocações de consagração especial, está a vocação própria de todo o batizado: também é esta uma vocação que aponta para um ‘alto grau’ da vida cristã ordinária, expressa na santidade. Quando encontramos Jesus e acolhemos o seu Evangelho, a vida muda e somos impelidos a comunicar aos outros a experiência própria. A Igreja necessita de santos. Todos estamos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade. Convido-vos a que vos esforceis nestes dias por servir sem reservas a Cristo, custe o que custar. O encontro com Jesus Cristo vos permitirá apreciar interiormente a alegria da sua presença viva e vivificante, para testemunhá-la depois no vosso ambiente”.

Deus: tema de conversa com os amigos

“São tantos os nossos companheiros que ainda não conhecem o amor de Deus, ou procuram encher o coração com sucedâneos insignificantes. Portanto, é urgente ser testemunhos do amor que se contempla em Cristo. Queridos jovens, a Igreja necessita de autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros”.

Ir à Missa no Domingo

“Não vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai também os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la. Comprometamo-nos com isso, vale a pena! Descubramos a íntima riqueza da liturgia da Igreja e a sua verdadeira grandeza: não somos os que fazemos uma festa para nós, mas, pelo contrário, é o próprio Deus vivo que prepara uma festa para nós. Com o amor à Eucaristia, redescobrireis, também, o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre que a nossa vida comece novamente.”

Demonstrar que Deus não é triste

“Quem descobriu Cristo deve levar os outros para Ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo. É necessário transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo anda igualmente sem Ele. Mas, ao mesmo tempo, existe também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. Dá vontade de exclamar: Não é possível que a vida seja assim! Verdadeiramente não.”

Conhecer a fé

“Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo. Tratemos, nós mesmos, de conhecê-lo cada vez melhor para poder conduzir também os outros, de modo convincente, a Ele. Por isso é tão importante o amor à Sagrada Escritura e, em conseqüência, conhecer a fé da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura.”

Ajudar: ser útil

“Se pensarmos e vivermos inseridos na comunhão com Cristo, os nossos olhos se abrem. Não nos conformaremos mais em viver preocupados somente conosco mesmo, mas veremos como e onde somos necessários. Vivendo e atuando assim dar-nos-emos conta rapidamente que é muito mais belo ser úteis e estar à disposição dos outros do que preocupar-nos somente com as comodidades que nos são oferecidas. Eu sei que vós, como jovens, aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos com um mundo melhor. Demonstrai-o aos homens, demonstrai-o ao mundo, que espera exatamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo. Um mundo que, sobretudo mediante o vosso amor, poderá descobrir a estrela que seguimos como crentes.”

Ler a Bíblia

“O segredo para ter um ‘coração que entenda’ é edificar um coração capaz de escutar. Isto é possível meditando sem cessar a palavra de Deus e permanecendo enraizados nela, mediante o esforço de conhecê-la sempre melhor. Queridos jovens, exorto-vos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que seja para vós como uma bússola que indica o caminho a seguir. Lendo-a, aprendereis a conhecer Cristo. São Jerônimo observa a este respeito: ‘O desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Cristo'”

Em resumo:

“Construir a vida sobre Cristo, acolhendo com alegria a palavra e pondo em prática a doutrina: eis aqui, jovens do terceiro milênio, o que deve ser o vosso programa! É urgente que surja uma nova geração de apóstolos enraizados na palavra de Cristo, capazes de responder aos desafios do nosso tempo e dispostos a difundir o Evangelho por toda a parte. Isto é o que o Senhor vos pede, a isto vos convida a Igreja, isto é o que o mundo – ainda que não saiba – espera de vós! E se Jesus vos chama, não tenhais medo de responder-lhe com generosidade, especialmente quando vos propõe seguí-lo na vida consagrada ou na vida sacerdotal. Não tenhais medo; confiai n’Ele e não ficareis decepcionados.”

Fonte: http://www.comunidadebeatitudes.com

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

Rezar, até quando?!

E ai galera, paz e bem!

“Com toda a sorte de preces e súplicas, orai constantemente no Espírito. Prestai vigilante atenção neste ponto, intercedendo por todos os santos” (Efésios 6,18)

Quero partilhar com vocês a experiência que tenho vivido desde o meu batismo no Espírito Santo, e que hoje, ao passar o olhar e ruminar este versículo, acima citado, senti o meu coração vibrar.

Ao fazermos a nossa Experiência de oração, vivermos a grande graça do batismo no Espírito Santo e trilharmos um caminho dentro do movimento da Renovação Carismática, recebemos uma grande graça, um lindo dom, o dom de orar em línguas, de deixar o Espírito Santo orar em nós.

São Paulo, nessa exortação, nos pede para, constantemente, orarmos no Espírito. Isso nos conduz a dois pontos: primeiro, orarmos guiados pelo Espírito Santo; segundo, deixarmos o Espírito Santo orar em nós. Gostaria de me deter nesse segundo ponto.

Será que você nunca se encontrou cansado de rezar? Quantas vezes não conseguimos ter palavras para expressar a nossa oração, nem mesmo vontade de nos relacionar com Deus? Porém sabemos que se deixarmos de rezar estaremos colocando em risco a nossa vida espiritual. O que fazer então? Vou até à capela, ou no meu quarto ou outro lugar qualquer e recorro à oração no Espírito.

Tenho aprendido que todos os momentos são propícios para que eu esteja em constante oração. Quando me acordo, quando estou no banho, quando estou no ônibus indo para o trabalho, quando tenho um problema para ser resolvido e que não encontro solução, enfim, nos mais diversos momentos do dia, sou convidado a estar orando no Espírito, ainda que seja baixinho.

Posso garantir, a graça de Deus age e naquele dia, naquela circunstância posso tocar na ação do Senhor.

Como ministro de música, quando estou na animação do grupo de oração, ou da Santa Missa, sempre me coloco diante do Senhor pedindo o discernimento, a música certa para aquele momento, para aquela palestra que está sendo ministrada. Enquanto o pregador está no seu momento de profecia eu me coloco em oração, orando no espírito para que o Senhor suscite a Sua vontade para aquele momento de ministração, e coloque em meu coração a canção propícia.

Ao mesmo tempo, aquela minha oração no Espírito é uma intercessão para que o ministro da palavra possa ser conduzido pelo próprio Senhor. De fato orar no Espírito é uma forma eficaz e concreta de intercessão.

Hoje, meu irmão, seja você ministro de música ou não, eu te convido a orar constantemente no Espírito. Quando você precisar de respostas de Deus, ore no Espírito; diante das mais difíceis situações do seu dia-a-dia, ore no Espírito; quando as palavras não vierem em sua boca, ore no Espírito; para interceder pelos seus e por todos os “santos”, ore no Espírito. A oração não pode parar.

Faça a experiência! E se eu não sei rezar assim? Se ainda não vivi o batismo no Espírito Santo? Peça o batismo hoje, e em nome de Jesus seja uma pessoa nova, conduzida pelo Espírito Santo de Deus.

Vem Espírito Santo! Veni Creator Spirit!

Deus abençoe,

Tamo junto!

(Canção Nova ;D Emanuel Stênio – blog.cancaonova.com/emanuel)