Jesus Nasce

”E ei-lo descido do céu a um estábulo; ei-lo criancinha, nascido por nós e feito todo nosso: Nasceu-nos um Menino, foi-nos dado um Filho. É precisamente isso que o anjo quis dar a entender quando disse aos pastores: Nasceu-vos hoje um Salvador; — como se dissesse: Ó homens, ide à gruta de Belém, e adorai o Menino que lá achareis deitado sobre palha, num presépio, tremendo de frio e chorando; sabei que é o vosso Deus; não quis mandar um outro para salvar-vos, mas quis vir em pessoa a fim de obter assim todo o vosso amor. Sim, nessa gruta achamos primeiro o que admirar. Que vejo? Um Deus num estábulo! Um Deus sobre a palha! Ó prodígio! Esse Deus onipotente que Isaías viu sentado num trono de glória e majestade no mais alto os céus; onde o vemos agora repousar? Num presépio! E desconhecido, abandonado, sem outros cortesãos que dois animais e alguns pobres pastores!
Lá encontramos também um objeto digno de nossos afetos: um Deus, o Bem infinito que quis aviltar-se ao ponto de mostrar-se ao mundo como pobre criança, e isso a fim de se fazer mais amável, mais caro aos nossos corações: “Quanto mais Ele se humilha por mim, diz ainda S. Bernardo, tanto mais eu o amo”. Lá encontramos enfim um modelo a seguir. O Altíssimo, o Rei do céu reduzido ao estado mais humilde! Uma criancinha em extrema indigência; nessa gruta em que acaba de nascer quer começar a ensinar-nos com seu exemplo, continua o mesmo Santo, aquilo que mais tarde nos ensinará dizendo: Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração. Peçamos a Jesus e Maria nos iluminem.
Vai, pois, pecador, ao estábulo de Belém, e agradece a Jesus Menino que treme de frio por ti naquela gruta, que geme e chora por ti sobre a palha. Agradece a teu divino Redentor que veio do céu para te chamar e salvar. Se desejas o perdão, Ele te espera no presépio para te conhecer. Apressa-te, pois, pede-lhe perdão e depois não percas a lembrança do amor que Jesus te testemunhou. Não te esqueças, diz o profeta, da imensa graça que te fez tornando-se fiador por ti junto de Deus e tomando sobre si o castigo que havias merecido. Não o esqueças e dá-lhe o teu coração.”

Santo Afonso Maria de Ligório – Encarnação, Nascimento e Infância de Jesus Cristo

“A Luz que provém da gruta de Belém resplandece sobre nós…”

"Te adoramos, Óh Menino, Tu que és a Luz do mundo!"

Tudo se torna mais colorido, as vitrines se enchem de brilho,
novas ofertas surgem a todo instante e pessoas correm de um lado para o outro
em busca de presentes e dos últimos preparativos para a ceia!

Sim, como é importante nos reunirmos!
Mas para juntos celebrarmos ao redor da majedoura o Natal de Cristo!
Verbo que se faz carne para habitar entre nós, em nós!
Luz Divina que resplandece sobre nós!
Deus que se abaixa para nos trazer a salvação!

Ao chegar na gruta de Belém e ver o Deus Menino em sua humilde manjedoura
nos aproximemos e nos prostremos! Adoremos somente!
Eis o plano de amor do Pai, a nossa salvação… Jesus Cristo!

Ele é o nosso maior presente! Portanto, o melhor presente que podemos dar uns aos outros é Ele próprio… deixando que esse amor que renasce em nós transborde e alcance também aqueles que ainda não permitiram que o verdadeiro Natal acontecesse em seus corações!

Que Nossa Senhora faça do nosso coração morada agradável ao Seu Menino!

Desejo a vocês um Santo e Feliz Natal!

Lara Vaz

Menino Jesus

Eis que se aproxima o Natal!

Partilho com vocês essa música que uma pessoa me enviou!
Façamos dela nossa oração no desejo de que nosso coração seja
a manjedoura praparada pelas mãos da Virgem Maria para que bem possamos
acolher, em toda a nossa pequenez, o Jesus Menino!

Que o Natal de Jesus se faça em nossos corações!

Lara Vaz

Natal X Natal

A salvação chega para todos, de graça. Deus abre seus braços para reencontrar homens e mulheres, seus filhos.

Há um mistério no Natal. A encarnação do Verbo. Deus se faz humano. Por amor. Mas, há um perigo neste Natal. A sociedade de consumo pode transformá-lo em mercadoria. Felicidade ao alcance de quem tem dinheiro. Deus feito mercadoria. Por dinheiro. Há uma finalidade no Natal. Deus veio morar conosco para liderar nossa caminhada humana para a sua plenitude. Nos faz mais humanos. Nos diviniza. Mas há uma meta pequena nesta Natal. Vender mais. Consumir emoções. Curtir o Natal como espetáculo. Beber todas. Faz-nos menos humanos. Desumaniza-nos. Há uma alegria infinita no Natal. A salvação chega para todos, de graça. Deus abre seus braços para reencontrar homens e mulheres, seus filhos. Os que não tinham chance são os que mais se alegram. Como os pastores. Os pobres. Mas, há uma tristeza pegando neste Natal. Há barulho de festa, música alta, luminosidade dos anúncios, muito corre-corre, tilintar de copos… mas está faltando alguma coisa. Ou alguém. Quem é mesmo que estamos festejando? Há uma estrela no Natal. A de Belém. Confirmando as profecias. Indicando o caminho aos peregrinos que buscam o Messias. Mas, há um Herodes no Natal. O mesmo que perseguiu a família de Belém. O que decretou a morte dos inocentes. Na noite do Natal, ele assina decretos que aumentam a fome, a mortalidade infantil e o abandono das crianças nas ruas. Há uma gruta iluminada pela lua no Natal. A de Belém. A dos animais. A da pobreza. O berço do príncipe da paz. No seu despojamento. Na sua simplicidade. Há palácios iluminados nesta Noite. Palácios herodianos. Ostentando luxo e riqueza. Debochando do natal magro da mesa do pobre. Jogando comida no lixo. Há um anjo no Natal. Muitos, aliás. Enchem a noite santa de aleluias e glória a Deus nas alturas. E paz na terra aos homens e mulheres de boa vontade. Anjos mensageiros das boas-novas. Anjos da paz. Há um diabo solto neste natal. Talvez se vista de anjo. Não anuncia ‘paz na terra’. O grito dele é de vingança e ódio. Fala de bombardeios, explosões de bombas e inocentes sacrificados. Anjo da guerra. Um diabo solto neste natal. Quer saber o que é o natal? Então siga o caminho da manjedoura. Siga a estrela. Os sinais que Deus colocou no seu caminho vão lhe levar direto à gruta de Belém. Quando o menino Deus, nos braços de Maria, sorrir para você, saberás o que verdadeiramente é o Natal. É ele mesmo sorrindo para você. No presépio. Feliz Natal!

Pe. João Carlos, SDB
(FONTE: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=467 )

(Canção Nova – http://www.cancaonova.com)

Notícia:: O Papa ensina: Mistério do Natal está em confiar em Deus para acolher a vinda de Cristo!

Do ACI Digital com inserções do Blog Dominus Vobiscum

Já estamos na semana do Natal. Ao contrário do que a mídia consumista prega, precisamos preparar nosso coração para comemorar a Encarnação do Verbo. O mundo motiva o ser humano ao consumo: Presentes, comidas, festas e superficialidades. Nós do Blog Dominus Vobiscum, nos unimos a Igreja e queremos que você cuide melhor do seu interior. Lembre-se que é no seu coração que o Senhor vai nascer. Ele é a manjedoura do Menino Deus. Por isso quero postar aqui as palavras do Santo Padre ditas antes do Ângelus de ontem. Segundo o pontífice, o mistério do Natal está em confiar no amor de Deus para acolher a vida divina do Menino Jesus. Leia agora na íntegra!

“Neste quarto e último domingo do Advento, a liturgia apresenta-nos a narração do anúncio do Anjo a Maria. Contemplando o ícone estupendo da Virgem Santa, no momento em que recebe a mensagem divina e dá a sua resposta, somos interiormente iluminados pela luz de verdade que emana, sempre nova, daquele mistério. Em particular, gostaria de deter-me brevemente na importância da virgindade de Maria, no fato de que Ela concebeu Jesus permanecendo virgem.

No pano de fundo do acontecimento de Nazaré está a profecia de Isaías. “Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco” (Is 7,14). Essa antiga promessa encontrou cumprimento superabundante na Encarnação do Filho de Deus. De fato, não somente a Virgem Maria concebeu, mas o fez por obra do Espírito Santo, isto é, de Deus mesmo. O ser humano que começa a viver no seu ventre partilha da carne de Maria, mas a sua existência deriva totalmente de Deus. É plenamente homem, feito de terra – para usar o símbolo bíblico –, mas vem do alto, do Céu. O fato de que Maria conceba permanecendo virgem é, portanto, essencial para o conhecimento de Jesus e para a nossa fé, porque testemunha que a iniciativa foi de Deus e, sobretudo, revela quem é o concebido. Como diz o Evangelho: “Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus” (Lc 1,35). Nesse sentido, a virgindade de Maria e a divindade de Jesus se garantem reciprocamente.

Eis porque é tão importante aquela única pergunta que Maria, “muito perturbada”, dirige ao Anjo: “Como se fará isso, pois não conheço homem?” (Lc 1,34). Na sua simplicidade, Maria é sapientíssima: não duvida do poder de Deus, mas quis compreender melhor a sua vontade, para configurar-se completamente a essa vontade. Maria é infinitamente superada pelo Mistério, mesmo que ocupe perfeitamente o lugar que, ao centro desse, lhe foi dado. O seu coração e a sua mente são plenamente humildes, e, exatamente pela sua singular humildade, Deus espera o “sim” dessa jovem para realizar o seu projeto. Respeita a sua dignidade e a sua liberdade. O “sim” de Maria implica o conjunto de maternidade e virgindade, e deseja que tudo n’Ela dirija-se para a glória de Deus, e para que o Filho que nascerá d’Ela possa ser todo dom de graça.

Queridos amigos, a virgindade de Maria é única e irrepetível; mas o seu significado espiritual diz respeito a cada cristão. Esse, substancialmente, está ligado à fé: de fato, quem confia profundamente no amor de Deus, acolhe em si a Jesus, a sua vida divina, pela ação do Espírito Santo. É esse o mistério do Natal! Desejo a todos vós que o vivam com íntima alegria”.

Para ajudar você a se preparar para este dia tão especial para nós cristãos, estou preparando um podcast muito especial para você amigo leitor e visitante do blog. Aguarde e confira!

Blog Dominus Vobiscum

(FONTE: http://domvob.wordpress.com/2011/12/19/noticia-o-papa-ensina-misterio-do-natal-esta-em-confiar-em-deus-para-acolher-a-vinda-de-cristo/ )

Como Teresinha, sejamos o brinquedo do Menino Jesus…

Ao aproximar-se o tempo do Natal percebemos que uma onda de ternura começa a perpassar a mente e o coração dos cristãos, especialmente daqueles que procuram levar sua vida espiritual mais a sério. Para os que estão engolfados apenas na realidade transitória da vida, pensando apenas no prazer, no ter e no parecer, talvez não parem para pensar no verdadeiro sentido do Natal e fiquem somente ocupados com a ceia, os presentes, a festa, a bebida, etc. Mas a onda de ternura existe e contagia os corações dos que crêem em Deus, pois podem mergulhar, com a fantasia e a meditação, no mistério de um Deus que deixa o céu e vem se fazer uma criança entre nós. A arte em todos os séculos e em suas diversas manifestações tem ilustrado esta realidade nos oferecendo presépios para todos os gostos e idades. A atenção da humanidade passa a se concentrar em uma criança – e que criança – e nela, singela e frágil, vê Aquele que sustenta o universo com seu poder e força.

Santa Teresinha do Menino Jesus foi alguém que mergulhou neste mistério e hauriu dele muito de sua espiritualidade. Seu próprio nome traz a memória do Natal e em sua doutrina da infância espiritual podemos ver muitos frutos da meditação deste mistério da vida de Jesus. Ao falar com sua Madre Priora sobre seu “pequeno caminho” para a santidade Teresinha diz: “Minha Madre, o caminho que desejo trilhar é o caminho da confiança e do total abandono” (HA 12). E ao apresentar este caminho ela nos convida a sermos crianças, ou seja, como as crianças esperam tudo de seus pais e nada podem por si mesmas, assim também devemos esperar tudo do Pai do céu.

“Quanto a mim, diz Teresinha numa carta, acho a perfeição fácil de praticar, porque entendi que é só pegar Jesus pelo Coração… Veja uma criancinha que acaba de aborrecer a sua mãe, zangando-se ou desobedecendo-lhe; se ela se esconder num canto com ar amuado e gritar por medo do castigo, certamente, a mãe não lhe perdoará a falta; mas se lhe estende os seus bracinhos sorrindo e dizendo: ‘dê-me um beijo, não o farei mais’, poderá a mãe não apertá-la ao seu coração com ternura e esquecer as faltas infantis?… Todavia ela bem sabe que seu querido filho recairá na próxima ocasião, mas isso não importa, se ele a prende de novo pelo coração, jamais será castigado…” (Carta 191).

A espiritualidade da infância espiritual está inerente à vida de Santa Teresinha. Quando se pensa na santa, instintivamente se pensa no ser criança diante de Deus. E esta espiritualidade tem como característica básica sua devoção ao Menino Jesus. Esta devoção não foi apenas mais uma devoção na vida da carmelita de Lisieux, mas tem uma importância especial, pois traduz e aprofunda sua “pequena via”, onde a humildade, a pureza e a simplicidade da criança são elementos essenciais.

Brinquedinho do Menino Jesus

Ao entrar no Carmelo Santa Teresinha recebeu a incumbência de ornar com flores uma imagem do Menino Jesus e ficava feliz quando recebia flores para este fim, dizendo que era Ele, o Menino Jesus, quem pagava suas dívidas. Já doente Teresinha oferecia as uvas e o vinho ao Menino Jesus e gostava de acariciar a sua imagem. Não há dúvida que a infância de Jesus acompanhou Teresinha toda a sua vida, ainda que ela sempre a unisse à paixão do Senhor, daí o significado profundo de seu nome “do Menino Jesus e da Sagrada Face”.

Mas para mim uma das maiores provas da maturidade humano-espiritual de Teresinha foi o fato de ter-se oferecido para ser o “brinquedinho do Menino Jesus.” À primeira vista pode parecer uma atitude infantil e sem sentido, porém, se pensamos no que significa isto na prática vemos que ultrapassa em muito o infantilismo e nos lança numa verdadeira prova de fé.

Diz a Santa: “Havia algum tempo oferecera-me ao Menino Jesus para ser seu brinquedinho. Tinha-lhe dito para não me usar como brinquedo caro que as crianças só podem olhar sem ousar tocar, mas como uma bola sem valor que podia jogar no chão, dar pontapés, furar, largar num cantinho ou apertar contra seu coração conforme achasse melhor; numa palavra, queria divertir o Menino Jesus, agradar-lhe, queria entregar-me a suas manhas de criança… Ele aceitou minha oferta… Em Roma, Jesus ‘furou’ seu brinquedinho. Queria ver o que havia dentro e, depois de ver, contente com sua descoberta, deixou cair sua pequena bola e adormeceu… Que fez durante o sono e que foi feito da bola deixada de lado?… Jesus sonhou que continuava brincando com sua bola, deixando-a e retomando-a, e que, depois de deixá-la rolar muito longe, a apertou no seu coração, não permitindo mais que se afastasse de sua mãozinha… Compreendeis, querida Madre, quanto a pequena bola ficou triste ao ver-se largada… Mas eu não deixava de esperar contra toda a esperança.”(MA 64f)

Ser um brinquedo nas mãos do Menino Jesus não seria um belo convite para nos preparar para o Natal? Quantas vezes nos vemos num túnel escuro sem ver onde termina e sem uma fresta de luz, ou ainda vemos nossa vida se tornar um labirinto de problemas aparentemente sem solução, ou mesmo sentimo-nos mergulhados num mar de solidão e desânimo! Pensemos que este brinquedo está sendo “furado” para se ver o que tem dentro, está sendo aparentemente esquecido por um tempo, mas que tudo isto é sinal de que é um brinquedo amado e desejado pelo Menino Jesus. Ele joga com suas bolinhas como quer porque sabe que elas não são frágeis brinquedos de enfeite, mas possuem a força da fé suficiente para resistir e continuar sendo Dele.

Para nós hoje, o amor e devoção ao Menino Jesus não devem se basear apenas nos sentimentos. Os sentimentos são belos, necessários e nos estimulam, mas precisamos transformá-los em ações concretas. Amar o Menino Jesus é procurar em primeiro lugar imitá-lo em seu despojamento, simplicidade, confiança no Pai, em sua bondade e seu amor. Foi só por amor que Ele se encarnou e veio morar entre nós. Amá-lo é também procurar vê Sua imagem em toda pessoa pequena, pobre, sofredora, necessitada de nossa ajuda e nosso amor.

Santa Teresinha não só amava seu Menino Jesus, mas quis ser toda Dele e deixar-se brincar por Ele. Assim desejo que este Natal seja para todos nós: uma entrega total e incondicional nas mãos do Menino Jesus, traduzida em gestos concretos de fraternidade para com o próximo.

Por Irmã Maria Elizabeth da Trindade, ocd

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

Advento tempo por excelência de Maria, a Virgem da espera

É o tempo mariano por excelência do Ano litúrgico. Paulo VI expressa isso com toda autoridade na Marialis Cultus, nn. 3-4. Historicamente a memória de Maria na liturgia surgiu com a leitura do Evangelho da Anunciação antes do Natal naquele que, com razão, foi chamado o domingo mariano prenatalício.

Hoje o Advento recupera plenamente este sentido com uma serie de elementos marianos da liturgia, que podemos sintetizar da seguinte maneira:

– Desde os primeiros dias do Advento há elementos que recordam a espera e a acolhida do mistério de Cristo por parte da Virgem de Nazaré.
– a solenidade da Imaculada Conceição se celebra como “preparação radical à vinda do Salvador e feliz principio da Igreja sem mancha nem ruga (“Marialis Cultus 3).
– dos dias 17 a 24 o protagonismo litúrgico da Virgem é muito característico nas leituras bíblicas, no terceiro prefácio de Advento que recorda a espera da Mãe, em algumas orações, como a do dia 20 de dezembro que nos traz um antigo texto do Rótulo de Ravena ou na oração sobre as oferendas do IV domingo que é uma epíclesis significativa que une o mistério eucarístico com o mistério de Natal em um paralelismo entre Maria e a Igreja na obra do único Espírito.
Em uma formosa síntese de títulos. I. Calabuig apresenta nestas pinceladas a figura da Virgem do Advento:
– é a “Cheia de graça”, a “bendita entre as mulheres”, a “Virgem”, a “Esposa de Jesus”, a “serva do Senhor”.
– é a mulher nova, a nova Eva que restabelece e recapitula no desígnio de Deus pela obediência da fé o mistério da salvação.
– é a Filha de Sião, a que representa o Antigo e o Novo Israel.
– é a Virgem do Fiat, a Virgem fecunda. É a Virgem da escuta e acolhe.

Em sua exemplaridade para a Igreja, Maria é plenamente a Virgem do Advento na dupla dimensão que a liturgia tem sempre em sua memória: presença e exemplaridade. Presença litúrgica na palavra e na oração, para uma memória grata dAquela que transformou a espera em presença, a promessa em dom. Memória de exemplaridade para uma Igreja que quer viver como Maria a nova presença de Cristo, com o Advento e o Natal no mundo de hoje.

Na feliz subordinação de Maria a Cristo e na necessária união com o mistério da Igreja, Advento é o tempo da Filha de Sião, Virgem da espera que no “Fiat” antecipa o Marana thá da Esposa; como Mãe do Verbo Encarnado, humanidade cúmplice de Deus, tornou possível seu ingresso definitivo, no mundo e na história do homem.

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)