Papa Francisco recebe cardeais em audiência no Vaticano

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O Papa Francisco recebeu, em audiência na manhã desta sexta-feira, 15, os cardeais presentes em Roma. O encontro, realizado na Sala Clementina do Palácio Apostólico, está entre os primeiros compromissos do Santo Padre desde que ele foi eleito Sucessor de Pedro na última quarta-feira, 13.

Apesar de ter um discurso preparado, Papa Francisco se manifestou diversas vezes de forma bem espontânea, expressando o que está em seu coração. Após a saudação inicial do decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Angelo Sodano, Francisco agradeceu aos cardeais pelo modo como conduziram a Igreja durante o período de Sé vacante.

O Santo Padre também recordou a emoção sentida durante o primeiro contato com o público reunido na Praça São Pedro há três dias. “De todos os ângulos da Terra, nós sentimos, de forma fervorosa, a oração pelo Santo Padre. Foi carregado de muita emoção meu encontro com aquela multidão presente na Praça São Pedro, ainda tenho na minha mente aquele momento de oração”, disse.

Além de agradecer a todos os cardeais, o Papa manifestou sua gratidão a todas as nações, a todos os que preparam o Conclave e dirigiu um pensamento “cheio de afeto e gratidão” ao seu predecessor, o Papa Emérito Bento XVI.

“Ele (Bento XVI) dedicou-se com muita força e vigor à Igreja através de seu magistério, sua humildade, sua piedade. Certamente, tudo isso permanecerá como patrimônio espiritual para todos. (…) Nós estaremos sempre em comunhão com ele através da nossa oração, do nosso reconhecimento”.

O Pontífice disse que o seu desejo é de que este encontro fosse realmente um prolongamento da comunhão vivida nesses dias. Para ele, esse conhecimento e mútua abertura facilitaram a docilidade dos cardeais à ação do Espírito Santo. “O Espírito Santo, o Paráclito, faz toda a diferença na Igreja, faz a diferença não na igualdade, mas na harmonia”.

E o Ano da Fé, instituído por Bento XVI, em 11 de outubro de 2012, também foi mencionado por Papa Francisco. “Estimulados também pela celebração do Ano da Fé, todos juntos, Pastores e fiéis, nos esforcemos em responder fielmente à missão de sempre: levar Jesus Cristo ao homem e conduzir o homem ao encontro com Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida”.

Por fim, Francisco fez uma menção especial à velhice, destacada por ele como sede da sabedoria da vida, que deve sempre ser transmitida aos jovens. “Devemos doar essa sabedoria ao jovem, como bom vinho que com o decorrer dos anos se torna ainda mais saboroso. Devemos doar aos jovens a sabedoria da vida que Deus nos deu”.

Antes de concluir e cumprimentar os cardeais, Papa Francisco confiou seu ministério e o dos cardeais à intercessão de Maria. “Sob seu olhar materno, cada um de nós possa caminhar conduzido pela voz de seu Filho Filho Jesus Cristo reforçando a unidade. Com estes sentimentos, concedo a todos vocês a minha bênção apostólica”.

Fonte: papa.cancaonova.com

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Pérola do dia

“Estimados jovens, vós compreendeis bem que não se pode ser “sal da terra” e “luz do mundo”, sem tender para a santidade. Como gostaria que jamais faltasse este excelso ideal espiritual na vossa vida! A humanidade do terceiro milénio tem necessidade de jovens fortes na fé e generosos no serviço aos irmãos. Precisa de jovens apaixonados de Cristo e do seu Evangelho.”

Beato João Paulo II

As mãos de Maria

No Calvário, junto à cruz, estava de pé Maria. Nessa hora, uma das últimas preocupações de Jesus foi a de confiá-la ao apóstolo João. : “Eis aí tua mãe”. O próprio evangelista nos testemunha que “dessa hora em diante… a levou para a sua casa” (Jo 19,27).
Segundo uma antiga tradição, após a morte e ressurreição do Senhor, quando cresceu a perseguição contra os cristãos, na Palestina, João levou Maria Santíssima para a cidade de Éfeso, na Ásia Menor – hoje, pertencente à Turquia. Não se sabe ao certo quanto tempo eles moraram ali. Dessa permanência temos hoje uma “relíquia”: parte da casa onde a Mãe de Jesus morou.

No século treze, passando por Éfeso os cruzados construíram uma pequena capela ao lado dessa casa. O local ficou depois abandonado por muito tempo até que, no final do século dezenove, foi reencontrado por religiosos e religiosas que seguiam a espiritualidade de S. Vicente de Paulo († 1660). Haviam saído da França, pois tinham ouvido falar da existência dessa Casa de Maria, ali; depois de muito procurarem por ela, desanimados, já pensavam voltar a seu país, quando fizeram a descoberta. Então, no altar da capela construída pelos cruzados, colocaram uma imagem de Nossa Senhora das Graças – isto é, aquela imagem que foi feita a partir das descrições de Santa Catarina Labouré († 1876), também ela religiosa na Congregação fundada por S. Vicente: Maria pisa a serpente sobre o globo terrestre e de suas mãos estendidas desprendem-se raios de graças.

Do começo da Primeira Guerra Mundial, até alguns anos depois da Segunda, a Casa de Maria ficou novamente abandonada. Nessa época, pessoas desconhecidas tiraram as mãos da imagem e, segundo o que ali se conta, as jogaram no vale logo em frente. E é assim que ainda hoje se encontra a imagem de Nossa Senhora, em Éfeso: sem mãos.

De início, fiquei chocado com a cena: a imagem de Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, de braços abertos, acolhendo os peregrinos (cerca de um milhão por ano), mas sem as mãos! Não é fácil aceitar essa situação, mesmo em se tratando de uma imagem. Afinal, as mãos de Maria Santíssima acariciaram Jesus, prepararam sua comida e lavaram sua roupa. Foram elas que apoiaram o Filho de Deus para que ele aprendesse a andar, a comer e a escrever. As mãos de Maria estiveram sempre em função de Jesus e – supremo gesto de dor e de amor! – receberam seu corpo, quando foi tirado da Cruz. Por tudo isso, as mãos de Maria poderiam dar origem a um belo poema. Em Éfeso, contudo, sua imagem ficou semidestruída, amputada, sem mãos. Não sei o motivo por que nunca quiseram providenciar-lhe outras. E não será agora que o farão, já que os peregrinos se acostumaram a vê-la assim, e fazem questão de levar para suas casas uma reprodução que lhes lembra justamente isso: Maria está sem mãos!

Procurando fazer a leitura desse fato, concluí que ele é rico de ensinamentos, especialmente para as mães de nosso tempo.

As mãos de Maria, hoje, são as mãos das jovens que, no dia do casamento, esperam que seus esposos nelas coloquem a aliança. São as mãos das religiosas que se cruzam num gesto de consagração ao Senhor. São as mãos das enfermeiras que, num hospital, apertam o braço de um doente terminal, procurando transmitir-lhe conforto. São as mãos das mães que trocam a roupa dos filhos irrequietos. São, também, as mãos das operárias que cuidam do tear e as das agricultoras que preparam a terra para receber a semente.

A imagem de Maria, em Éfeso, não tem mãos. Mas ela própria tem milhares, tem milhões de mãos pelo mundo afora. Através delas, Maria continua abençoando, amparando e confortando a Jesus, que hoje tem o rosto do menino de rua e da criança da catequese, do aluno curioso e da criança que cedo ficou órfã, do filho brincalhão e da garota estudiosa.

Para algum peregrino de Éfeso poderá ser motivo de surpresa encontrar uma imagem de Maria sem mãos. Para cada mulher que assim a vê, e, particularmente, para cada mãe, é um renovado apelo a emprestar-lhe suas mãos para que, com elas, Maria continue hoje, pelos caminhos do mundo, servindo a seu Filho Jesus.

Dom Murilo Krieger
Arcebispo de Salvador

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

Uma reflexão cristã sobre o Carnaval

Aproxima-se o período do Carnaval e, automaticamente, desperta em nós a ânsia em estarmos reunidos com os amigos, buscando a diversão, a alegria, com direito a muita música e agitação! Para a maioria, é assim!

Mas, afinal, por que celebramos o Carnaval?

Etimologicamente, o termo Carnaval advém, dentre várias interpretações, de “carne vale” que significa “adeus carne” ou “despedida da carne”, pois que permitido o consumo de carne no tríduo que antecede a quarta-feira de cinzas, marco da Quaresma. (período durante o qual é recomendada a prática da penitência e abstinência de carnes vermelhas).
Desde a origem da festividade do Carnaval, há um contraste entre o carnaval cristão e o carnaval pagão. E, de fato, percebemos ainda hoje essa discrepância.

De um lado, muitos jovens aproveitam essa data para extravasarem seus desejos, influenciados pela sensação de ”liberdade”, em que tudo é permitido. É comum, portanto, vermos nos carnavais a presença do excesso: de bebidas, de drogas, do apelo sexual etc. Vale lembrar que estes “sintomas” são perceptíveis, também, em outras épocas do ano, não apenas no carnaval.

Tal comportamento vem acompanhado do vazio, da “ressaca moral”, da ausência daquilo que verdadeiramente é capaz de nos preencher: o amor, a paz no coração, a liberdade de poder dizer SIM e NÃO.

“Liberdade é ter O Amor pra se prender…”

Por outro lado, o carnaval cristão experimenta a verdadeira alegria de estar na presença viva e real do Amor. O dançar, o cantar, o comportar-se muda de feição. Aqui, tudo o que é do bem e para o bem é permitido. Todos somos chamados a viver e aproveitar o tempo do Carnaval, que é tempo de festejar, com a alegria própria que o momento requer, sem, no entanto, extremar os excessos.

Fomos criados para amar ao próximo como a nós mesmos; para propagar e incentivar aquilo que é bom e verdadeiro; para vivermos conforme nos exige o senso de responsabilidade social, respeitando os limites da coletividade. Não somos meros expectadores da vida, mas estamos aqui, para sermos os atores, exercendo fielmente nosso papel de cristãos, com alegria e entusiasmo, com música e dança, com amigos e familiares, com respeito e fraternidade. Com amor!

Vivemos, sim, no mundo; e o mundo precisa, sim, de nós: jovens de calça jeans que amam, que dançam, que se divertem, e que sabem, acima de tudo, viver e fazer suas escolhas com o olhar para o Alto!

Quantos jovens desejam encontrar a felicidade que o mundo não nos proporciona? Como é difícil, por vezes, aceitar e desejar as coisas do Pai! O mundo nos põe à prova a todo momento. O Carnaval alimenta em nosso espírito uma propensão ao pecado, a desejar o que não é saudável, tirando-nos do foco. Sim, isso acontece com muitos.

O momento é propício para que analisemos tudo aquilo que nos mancha, que nos tira a paz de estar em paz com Deus. É tempo, pois, de iniciar ou persistir no chamado à conversão, preparando nossos corações para a Quaresma.

Independente do local onde você for passar o Carnaval, o segredo é não perder o senso de responsabilidade cristã.

Proponho a todos, e a mim mesma, vivenciar um carnaval de paz, sem excessos…

Um carnaval de dentro pra fora, onde nós possamos aproveitar três dias de alegria plena e duradoura.

“Orai e vigiai, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 14, 38).

por Sabrina Tabatinga Araujo, Serva GSV (Grupo São Vicente) Paróquia de São Vicente/Fortaleza-Ce

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

Dom Bosco tinha um jeito especial de catequizar os jovens

Num sonho profético, aos 9 anos de idade, ele anteviu sua futura missão de educador da juventude. Este sonho levou São João Bosco a entregar sua vida aos jovens. Sendo um inovador no seu tempo, um grande modificador das realidades e vendo como estavam os jovens naquele período, não parou nas dificuldades e foi sempre além.

Ao visitar as prisões e verificar a situação em que se encontravam centenas de jovens, Dom Bosco foi se tornando consciente dos males que atormentavam a sociedade naquele período. Suas pregações eram um alerta à autoridade, aos ricos e aos patrões, mas sem colocar operários contra patrões, pois sabia bem que sua missão passava pelo Cristo humilde.

Começou, então, a realizar um trabalho concreto para a solução da crise existente. Criou escolas noturnas, buscando a promoção dos jovens da época.

A primeira parceria com uma tipografia foi um ponto marcante dos trabalhos e da história de Dom Bosco, pois, desta forma, os jovens puderam desenvolver trabalhos profissionais e continuar os estudos: “Prometi a Deus que até o meu último suspiro seria para os jovens”, dizia Dom Bosco.

Entre brincadeiras, conversas e muita diversão, Dom Bosco tinha um jeito especial de catequizar os jovens e ganhar a confiança deles.

Toda essa herança foi passada para a congregação fundada, chamada “Pia Sociedade de São Francisco de Sales” (Salesianos), aprovada em 1874 pelo papa Pio IX.

A missão dos Salesianos é presente em todo o mundo, de forma particular em países onde esse amor aos mais necessitados é visível. No continente africano lutam em favor dos jovens em dificuldades. Em muitas áreas rurais, as comunidades precisam da ajuda dos missionários na proteção e na tutela das crianças, sobretudo órfãs, para enfrentar novas problemáticas na difusão da AIDS, na urbanização incontrolada e nas sangrentas guerras civis.

No Brasil, eles foram criando escolas, paróquias, oratórios, obras assistenciais e sociais, escolas de nível infantil ao universitário, rádios comunitárias, editora, centros audiovisuais, além da obra missionária junto aos povos indígenas.

Monsenhor Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova, traz em si essa raiz salesiana.

Dom Bosco, ao falecer, deixou em seu testamento:
“Quem salva a alma, salva tudo. Quem a perde, perde tudo.”
“Quem protege os pobres será largamente recompensado pelo divino tribunal.”
“Que grande recompensa teremos de todo o bem que fazemos na vida!”
“Quem faz o bem em vida, encontra bem na morte: no Paraíso, gozam-se de todos os bens eternamente”.

Esse lema acompanha a missão da Canção Nova. Monsenhor Jonas apresentou à comunidade ao qual fundara o exemplo de Dom Bosco, o seu empenho em dar a vida; mais ainda, trouxe uma frase que lhe era costumeira, que norteava a sua vida: “Dai-me Almas e ficai com o resto”.

O fundador da Canção Nova explicou que, a partir daquele momento, o que toda a Comunidade iria viver era exatamente isso: dar a vida, o tempo, dar tudo o que Deus investiu em cada um; iria, na verdade, se sacrificar pelos outros, dando a vida para que outros vivam.

O carisma salesiano é presente em muitas gerações e contribui generosamente para a missão da Igreja frente os desafios: “Essa querida juventude foi sempre terno objeto de minhas ocupações, dos meus estudos, do meu ministério sacerdotal e da nossa congregação”, disse Dom Bosco.

Da Redação Canção Nova.Com – blog.cancaonova.com/redacao

(Comunidade Canção Nova – http://www.cancaonova.com)

Maria é modelo para viver Advento, diz Cardeal em mensagem

Prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Piacenza

O prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Mauro Piacenza, enviou uma Mensagem aos sacerdotes de todo o mundo por ocasião do Tempo do Advento. No texto, ele propõe particularmente uma atitude de Maria como modelo a se viver durante o Advento: a vigilância.

“Cristo guarda incessantemente a sua Igreja e a cada um de nós! A Santíssima Mãe de Jesus e nossa é constantemente vigilante e nos guarda! A atitude de vigilância à qual o Senhor nos chama é aquela apaixonada observação do real, que nos conduz a duas direções fundamentais: a memória do nosso encontro com Cristo e do grande mistério de sermos Seus sacerdotes, e a abertura à ‘categoria da possibilidade'”, escreve.

Mensagem do Cardeal Mauro Piacenza – Advento 2011

Piacenza recorda que a Virgem Maria continuamente “fazia memória” dos acontecimentos que Deus operou em sua vida e, ao mesmo tempo, vivia disponível e aberta ao “possível”, ou seja, à concretização da amorosa Vontade de Deus nas circunstâncias quotidianas e mais inesperadas.

“Peçamos a Ela que nos dê um coração que seja capaz de reviver o Advento de Cristo na nossa própria vida, que seja capaz de contemplar o modo em que o Filho de Deus, no dia da nossa ordenação, de forma radical e definitiva, marcou toda a nossa existência, imergindo-a no Seu Coração sacerdotal, e como Ele nos renova quotidianamente, na Celebração Eucarística, transfiguração da nossa vida no Advento de Cristo pela humanidade”, pede.

O Cardeal também pede um coração atento e capaz de reconhecer os sinais do Advento de Jesus na vida de cada homem e, de modo particular, na vida dos jovens confiados aos sacerdotes.

“A Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe dos Sacerdotes e Rainha dos Apóstolos, obtenha àqueles que lhe pedem humildemente, a paternidade sacerdotal necessária para acompanhar os jovens no alegre e entusiasmante seguimento de Cristo”.

Piacenza conclui sua mensagem pedindo a cada sacerdote um “apoio orante” ao ministério que ele, como Cardeal, desempenha. “Implorando ao Senhor, diante do presépio, que nos ajude a tornarmo-nos, a cada dia, aquilo que somos!”.

(Fonte: Canção Nova – Notícia)