João Paulo II e a Vida Consagrada

1. Muitas vezes nestes 25 anos de pontificado João Paulo II se manifestou a respeito da vida consagrada. Falou às mais diversas Ordens, Congregações, Institutos, sobretudo, por ocasião dos Capítulos Gerais. Em todas essas oportunidades a preocupação do Papa tem sido com a fidelidade dos consagrados ao próprio carisma, à própria espiritualidade e à própria missão, tendo sempre em vista a evangelização do mundo de hoje. O mundo necessita do consagrado. É um dos preciosos elementos que leveda a massa toda.

2. Um resumo das palavras do Papa temos no documento pós-sinodal de 25 de março de 1995 “Vita Consecrata”. Trata-se de uma vida profundamente arraigada nos exemplos e ensinamentos de Nosso Senhor. Ela é um dom de Deus Pai à sua Igreja por meio do Espírito Santo. A profissão dos conselhos evangélicos, característica da vida consagrada, faz com que os traços de Jesus pobre, virgem, obediente, adquiram especial visibilidade no meio do mundo. A vivência dos conselhos evangélicos atrai o olhar dos fiéis para o mistério do Reino de Deus atuante na história com a sua plena realização no fim dos tempos.

É um caminho de especial seguimento de Cristo. É um deixar tudo para estar com Cristo e colocar-se com Ele ao serviço de Deus e dos irmãos.

A vida consagrada diz respeito a toda a Igreja; não é uma realidade isolada e marginal. Está colocada no próprio coração da Igreja. É elemento decisivo para a sua missão, já que exprime a íntima natureza da vocação cristã e a tensão da Igreja-Esposa para a união com o único Esposo. A vida consagrada faz parte da vida, santidade e missão da Igreja.

3. Quando em 1994, ano do Sínodo sobre a vida consagrada e a sua missão na Igreja e no Mundo, os jornalistas perguntaram se, no final do milênio, não havia assunto mais importante do que este, respondeu-se-lhes que este era um assunto importantíssimo para o mundo de hoje porque o que mais faltava ao mundo era um suplemento de alma, uma espiritualidade, uma mística. Ora, com a vida consagrada deseja-se ajudar o mundo neste suplemento de alma, nesta espiritualidade, nesta mística. A profissão dos conselhos evangélicos coloca os consagrados como sinal e profecia para a comunidade dos irmãos e irmãs e para o mundo.

4. O aprofundamento da vida consagrada deve acontecer em uma tríplice dimensão: a da consagração, da comunhão e da missão.

4.1. A consagração só pode ser bem entendida na luz da consagração eucarística. O que acontece na consagração eucarística? Aí temos a mudança total do pão no corpo de Cristo e do vinho no sangue de Cristo.

Ora, a consagração religiosa é mudança total da pessoa em Jesus Cristo. A existência humana da pessoa se transfigura, se transforma, se converte, se muda, totalmente em Jesus Cristo. É entrega total a Nosso Senhor: é acolhimento total de Cristo na própria vida e na vida da Igreja. O consagrado faz de Cristo o sentido total da própria vida; preocupa-se em reproduzir, na medida do possível, “aquela forma de vida que o Filho de Deus assumiu ao entrar no mundo” (Lumen Gentium, 44). Às pessoas de vida consagrada Cristo pede uma adesão total, que implica o abandono de tudo (cf Mt 19,27), para viver na intimidade com Ele e segui-LO para onde quer que Ele vá (Apc 14,4).

A vida consagrada é, por isso, ícone da Transfiguração de Jesus no monte Tabor. É configuração a Cristo, é cristiformidade, prolongamento na história de uma presença especial do Senhor ressuscitado.

4.2. Comunhão… A vida consagrada é comunhão vista na luz da SS. Trindade. O Pai que, comunicando ao Filho a sua numericamente mesma natureza divina, comunga com o Filho por geração; o Pai e o Filho, comunicando ao Espírito Santo a sua mesma numericamente natureza divina, comungam com o Espírito Santo por espiração. Esta comunhão reflete-se na criatura racional através da Igreja que é povo de Deus a partir da unidade (=comunhão) do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Comunhão em Deus é abertura: o Pai está todo para o Filho; o Pai e o Filho estão todo para o Espírito Santo. Este “estar todo de um para o outro” é abertura de uma Pessoa Divina à outra. Assim também a comunhão eclesial é abertura das pessoas entre si, e isto especialmente na vida consagrada. A vida fraterna na vida consagrada apresenta-se como espaço humano habitado pela SS. Trindade, que difunde assim na história os dons da comunhão próprios das três Pessoas Divinas. A vida consagrada é um dos rastos concretos que a Trindade deixa na história para que os seres humanos possam sentir o encanto e a saudade da beleza divina.

4.3. Missão… A missionariedade está inscrita no coração mesmo de toda a forma de vida consagrada. Na medida em que o consagrado viver uma vida dedicada exclusivamente ao Pai (cf Lc 2,49; Jo 4, 34), cativada por Cristo (cf Jo 15, 16; Gal 1,15-16), animada pelo Espírito Santo (cf Lc 24,29; Atos 1,8; 2,4) ele coopera eficazmente para a missão do Senhor Jesus (cf Jo 20,21), contribuindo poderosamente para a renovação do mesmo.

As pessoas consagradas serão missionárias aprofundando continuamente a consciência de terem sido chamadas e escolhidas por Deus, para quem devem orientar toda a sua vida e oferecer tudo o que são e possuem, libertando-se dos obstáculos que poderiam retardar a resposta total do amor. Também o seu estilo de vida deve deixar transparecer o ideal que professam, sendo sinal vivo do Deus vivo e pregação persuasiva, mesmo que muitas vezes silenciosa, do Evangelho.

Conclusão

5. A vida consagrada faz parte intrínseca do Evangelho. Ela brota do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. É vivência a mais plena possível do Evangelho. Ela faz parte da estrutura carismática da Igreja, faz parte da vida e santidade da Igreja (Lumen Gentium, 44), santidade que é uma das notas essenciais da Igreja: Una Santa Católica Apostólica. Sem a vida consagrada a Igreja deixaria de ser Igreja, ver-se-ia privada de uma das notas essenciais do seu próprio ser íntimo. A Igreja produz santidade (a plenitude dos meios de salvação é confiada à Igreja) e ordena-se à santidade.

Não hesitemos! Trabalhando pela difusão da vida consagrada estamos trabalhando para uma nova primavera eclesial!

CNBB

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

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Pérola do dia

“Estimados jovens, vós compreendeis bem que não se pode ser “sal da terra” e “luz do mundo”, sem tender para a santidade. Como gostaria que jamais faltasse este excelso ideal espiritual na vossa vida! A humanidade do terceiro milénio tem necessidade de jovens fortes na fé e generosos no serviço aos irmãos. Precisa de jovens apaixonados de Cristo e do seu Evangelho.”

Beato João Paulo II

O escapulário da Virgem do Carmo

O Papa João Paulo II, a espiritualidade mariana dos carmelitas e a vivência da consagração a Nossa Senhora.
Em sua forma original, um escapulário é feito com dois pedaços de pano marrom unidos por um cordão. Um dos pedaços traz a estampa de Nossa Senhora do Carmo e o outro, a do Sagrado Coração de Jesus. Escapulário tem como origem a palavra scapulas (latim), que significa “ombros”, pois, sobre estes é feita a sua imposição. Os religiosos carmelitas usam o escapulário como símbolo da sua consagração religiosa à Ordem de Nossa Senhora do Carmo, mais conhecida como Ordem dos Carmelitas. Para os demais cristãos, o escapulário é símbolo de sua devoção à Virgem do Carmo.
A Ordem dos Carmelitas foi fundada no século XI, em Monte Carmelo. No dia 16 de julho de 1251, em meio a muitas dificuldades, São Simão Stock, superior geral da Ordem, rezava no convento de Cambridge, na Inglaterra. Em sua oração, o santo pediu a Nossa Senhora um sinal visível de sua proteção. Em resposta, ele recebeu da Virgem Maria o escapulário com uma promessa: “Recebe, filho amado, este escapulário. Todo o que com ele morrer, não padecerá a perdição no fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e pacto sempiterno”.
A festa de Nossa Senhora do Carmo, celebrada pelos Carmelitas, no dia 16 de julho desde 1332, foi estendida a toda a Igreja em 1726 pelo Papa Bento XIII. Por ocasião do aniversário de 750 anos da devoção mariana do escapulário, o Papa João Paulo II disse que a Virgem Maria “já vive em si o que cada fiel deseja realizar no mistério de Cristo e da Igreja” (cf. SC 103; LG 53). Por isso, os Carmelitas escolheram Maria como padroeira e mãe espiritual, aquela que guia a todos para o perfeito conhecimento e imitação de Cristo.
João Paulo II diz que a forma mais genuína da devoção à Virgem Maria, expressa pelo humilde sinal do escapulário, é a consagração ao seu Imaculado Coração (cf. Pio XII, Carta Neminem profecto; LG, 67). Pela consagração se realiza, no coração dos fiéis, uma crescente comunhão e familiaridade com Nossa Senhora. Trata-se de uma maneira nova de viver para Deus e de continuar aqui na terra o amor do Filho à sua mãe Maria.
Andrea Riccardi, historiador e acadêmico italiano, fundador da Comunidade de Santo Egídio, conheceu de perto o Santo Padre e escreveu sobre sua devoção no livro “João Paulo II: a biografia”. Nele, o autor fala sobre a vivência da consagração do Pontífice: “Esta piedade acompanhará toda a vida de João Paulo II que, desde jovem, anda com o escapulário de Senhora do Carmelo”. O Papa polonês uniu as duas espiritualidades: a devoção a Nossa Senhora do Carmo e a consagração segundo o método do “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort.
João Paulo II afirmava que o escapulário é sinal da “proteção contínua da Virgem Santíssima, não só ao longo do caminho da vida, mas também no momento da passagem para a plenitude da glória eterna”. No entanto, a devoção a Maria não pode se limitar a orações e oferecimentos em sua honra em algumas momentos, mas “deve constituir um hábito, isto é, um ponto de referência permanente do seu comportamento cristão, tecido de oração e de vida interior, mediante a prática frequente dos sacramentos e o exercício concreto das obras de misericórdia espiritual e corporal”.
O escapulário é sinal da aliança e da comunhão recíproca entre Maria e os fiéis. Ele traduz, de maneira concreta, a entrega que Jesus fez na cruz. Cristo entregou a João, e nele a todos nós, a sua mãe. Neste mesmo ato, confiou o seu apóstolo predileto e, também nós, a Virgem Maria, constituindo-a nossa mãe espiritual (cf. Jo 19, 25-27).
As palavras do Papa João Paulo II aos religiosos e às religiosas do Carmelo e aos demais fiéis que veneram filialmente a Virgem Maria são um convite também para nós, hoje, para “crescer no seu amor e irradiar, no mundo, a presença desta mulher do silêncio e da oração, invocada como mãe da misericórdia, mãe da esperança e da graça”.

Natalino Ueda

(Comunidade Canção Nova – http://www.cancaonova.com)

Beleza e importância da castidade

Gostaria de partilhar com vocês sobre a beleza e a importância da castidade. E dizer que realmente viver a castidade permite-nos percorrer um caminho seguro para o amor e para a felicidade plena.

Deus quando criou o Homem o fez à sua imagem e semelhança, por isso, quando olhamos para o ser humano deveríamos enxergar a imagem de Deus, e lembrar que o sobrenatural se apóia no natural. O Ser humano foi criado para eternidade, foi criado para amar. Criado para estar em comunhão com seu criador.

Deus nos fez livres para tornar-nos Seus filhos e não para tornar-nos escravos… infelizmente pela desobediência, o homem outorgou seu poder ao maligno, destruindo a pureza. Mas Deus, na sua infinita bondade e misericórdia vem até nós, através de Jesus Cristo (o novo Adão), nos resgatando e nos capacitando através da graça santificante recebida no batismo. Devolvendo-nos a vida eterna e a santificação do nosso corpo.

Nosso corpo é capaz de expressar através de nossos gestos, palavras, olhares… o amor de Deus. Tal importância tem nosso corpo, que nosso amado e saudoso João Paulo II escreveu durante 10 anos, 129 catequeses sobre a Teologia do Corpo (um chamado para o amor).

Nosso corpo é templo do Espírito Santo, como diz São Paulo em 1 Cor 6, 12-20. Através do nosso corpo, manifestamos Deus… O amor de Deus se revela na vida matrimonial, na vida sacerdotal, na vida consagrada… O casal é sinal de comunhão, nos lembrando do amor de Deus para com sua Igreja, Jesus o esposo e a Igreja a esposa.

Nossa solidão originária nos aponta para o Céu, e nossa comunhão originária nos aponta para o verdadeiro banquete. Por isso, o amor esponsal é livre, total, fiel e fecundo. O celibatário é sinal do próprio Cristo, sinal do esposo que se doa totalmente pela sua igreja.

Deus nos devolveu o potencial de vivermos a castidade. Que maravilha!!! Que boa notícia!!!
Podemos descrever a Castidade como um caminho seguro que nos leva a Deus… um caminho estruturado na verdade e na responsabilidade, onde flui livre rumo a felicidade.

Castidade é viver a vontade de Deus!!! É assumir os interesses do Reino de Deus! Muitos entendem que a castidade é não fazer sexo… mas… vejamos o que significa a palavra castidade:

Modo de ser casto! Casto é ser puro, sem mescla, é aquele que se abstém de relações sexuais ilegítimas ou imorais. Veja bem, viver a castidade é fazer sexo dentro do plano de Deus. Castidade engloba , um conjunto de virtudes… (fidelidade, honestidade, fraternidade, serenidade…)

Podemos exemplificar como uma rosa… ela é um conjunto de pétalas , por isso se torna tão bela … assim, a castidade não é só uma virtude, é um conjunto de virtudes… E essas virtudes nos ajudam a controlar nossas vontades… Nos ajudam a ter um domínio sobre nos mesmos… O verdadeiro Homem não é aquele que domina os outros, mas sim, aquele que é capaz de dominar a si mesmo.

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina muito a respeito da castidade.
Na citação 2339 diz exatamente o que acabamos de falar…
Ou o homem domina suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz…
No número 2337 diz: A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu corporal e espiritual… A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação.
Poderia citar aqui muitas frases lindas … mas deixo como tarefa para vocês pesquisar e estudar esta grande riqueza que é o Catecismo da Igreja Católica.
Bem…viver a castidade é fazer a vontade de Deus… E qual é a vontade e o sonho de Deus em relação ao sexo, por exemplo?

O sonho de Deus em relação ao sexo, é aquele realizado entre um homem e uma mulher, validamente casados… E que vivam o objetivo unitivo e procriativo inseparavelmente e que estejam totalmente abertos à vida! Salvo se existir um motivo grave, optando pelo método natural. Não sou eu que estou falando isso… O Catecismo diz a partir do número 2366, o documento da Igreja Humanae Vitae , Vaticano II… Trocando em miúdos, podemos entender o seguinte: O ato sexual expressa o amor de Deus, por isso deve ser livre, total, fiel e fecundo…

Deve ser realizado entre um homem e uma mulher, e jamais entre dois do mesmo sexo… o mesmo sexo não é fecundo, segundo a Palavra Deus abomina ( veja em Levítico 18, 22 ). Estão querendo por meio da ideologia do gênero (ideologia que diz que quem escolhe o sexo é a pessoa a hora que quiser) alterar a natureza sexual do homem e da mulher. Cuidado, porque isso não vem de Deus!!!

O homossexual é muito amado, acolhido como pessoa e filho de Deus, mas não podemos aceitar sua prática sexual, pois não vem de Deus, por isso o homossexual é convidado a se entregar totalmente a Jesus, vivendo uma vida casta, traçando um caminho de santidade com muito mérito por se sacrificar e dominar suas tendências.

O relacionamento sexual deve ser manifestado dentro de um casamento, está claro no nº 2390 do Catecismo da Igreja: O ato sexual deve ocorrer exclusivamente no casamento; fora dele, é sempre um pecado grave e exclui da comunhão sacramental.

O amor humano não tolera a “experiência”. Ele exige uma doação total e definitiva das pessoas entre si. O ato sexual deve ser totalmente aberto à vida… por isso cai por terra todos os métodos anticonceptivos, cai por terra a masturbação,sexo desordenado, sexo antinatural… Todo sexualismo, é considerado imoral. A impureza consciente e consentida é uma grave transgressão a lei de Deus…Em (1Ts 4, 3-8) diz: “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza”.( 1 Ts 4, 3-8 )

A sexualidade deve ser assumida e compreendida como dom de Deus que nos torna seres relacionais no desejo de encontrar alguém que nos complete plenamente e nos leve ao fim derradeiro, a comunhão total com nosso Criador.

Adolescentes e jovens estão sendo muito atacados pela mídia no que diz respeito ao sexo.
Dizem que tudo é normal… incentivam a vida sexual fora do casamento, distribuem camisinhas… como se fosse resolver todos os problemas, promovem a pornografia como se fosse algo certo…
Estão na verdade envenenando os pequeninos, para que não encontrem o caminho seguro e se percam em suas próprias atitudes desordenadas.

Quantos se acostumam a ficar, e não conseguem mais amar… Quantos que nesta história de ficar… acabam pagando um preço altíssimo… doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, e não poucas vezes o aborto. Como Deus se entristece em ver seus filhos se afundando no prazer desordenado…

Este não é o sonho de Deus…Deus quer nossa alegria, quer nossa felicidade, Ele quer a todos, ama a todos, Ele espera que todos se salvem… por isso Ele nos mostra este caminho seguro…
“Renovai sem cessar o sentimento da vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade”.(Ef 4,23-24).

Deus é perdão! Estamos vivendo um tempo de misericórdia! Se arrependa! Arrependimento quer dizer: mudança na forma de pensar… Escolha o verdadeiro caminho, lembre-se que somos criados para eternidade, nossa alma almeja o sobrenatural.

A mente renovada é o resultado de um coração rendido ao Senhor. Só Ele pode lhe dar a Paz, só Ele pode lhe preencher plenamente. Jesus veio oferecer os benefícios de seu mundo a todos os que se rendem ao seu governo. Não perca mais tempo, faça uma boa confissão, sincera e com propósito, Deus purifica e todo aquele que se arrepende!!!

O céu faz festa com um filho que nasce de novo! Não tenha medo, Ele perdoa tudo… aproveite enquanto há tempo…Ele te ama com amor incondicional, ele passa uma borracha em todos seus pecados, acredite no perdão de Deus!!!

Ele te chama para viver a castidade, não importando o que você fez: prostituição, homossexualismo, aborto… Deus não perdoou Paulo, que foi um assassino?

Ele quer você… esta pregação não chegou a você sem propósito…Ele quer você… Cristo é modelo de castidade. Todos são chamados a levar uma vida casta, cada um segundo seu estado de vida .

E como viver a castidade no mundo de hoje?
Vigiando e orando… Em Mt 26,41 Jesus nos aconselha muito bem… “Vigiem e orem para que não sejam tentados”… Vamos dominar nossos sentidos… evitando ver sites pornográficos, leituras indecentes, novelas e filmes que incentivem a imoralidade sexual… lembrando aqui que São Paulo nos exorta, de forma bem explícita, dizendo em suas cartas, para ficarmos longe das imoralidades sexuais, inclusive em Efésios, ele diz que até mesmo conversas e palavras indecentes não nos convém.

Devemos evitar os vícios, que nos causam morte física e espiritual. Por isso temos que fortalecer o espírito… para que a carne não vença!

E quais são os meios para fortalecer nosso espírito? Vida sacramental, vida de oração, ascese e mortificação, saúde, vida em família, vida em comunidade… pois, viver sozinho pode ser perigoso, podemos ser presa fácil!

Aqui … posso dar-lhes um testemunho… Na minha adolescência compreendi o valor da castidade, graças a Deus tive o privilégio de ter um exemplo de pais castos, de um Sacerdote comprometido com o Reino, de uma família e de uma comunidade fortalecida pela eucaristia.
Por isso, e pela Graça de Deus, consegui me manter casta.. mas me lembro que sempre pensei assim e penso até hoje: o que vejo, o que ouço,o que toco, o que como, o que bebo, Jesus faria junto comigo?

Isto me ajudou e me ajuda a viver a castidade, não como um peso, mas sim com leveza, pois quando amamos, não existe fardo, ao contrário se torna uma alegria.

Hoje sou casada, e pela graça divina, com um homem de Deus, que compartilha comigo o mesmo objetivo, de viver a vontade do Pai, buscando a santidade…
claro que temos muitos defeitos, limitações… mas buscamos o céu como meta, contando com a graça de Deus.
Agora, aqueles que não tiveram e não tem exemplo em casa, não tiveram e não tem orientador espiritual, o mérito de vocês será ainda bem maior, por isso agarrem com todas as forças este caminho seguro, não percam sua preciosa vida…
Jesus nos fala bem claro em Mt 16,26: “ O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder sua alma?”

O que nos motiva a viver a castidade?
Precisamos de motivação…não é mesmo?
Porque… um homem motivado vai até a lua, mas um homem desmotivado não atravessa a rua…
Por isso o que nos motiva! O que nos leva a buscar este caminho seguro?

Um amor apaixonado por Jesus Cristo que se fez carne, habitou entre nós, e está vivo!
Uma escolha pelo Reino de Deus, que é o dono de tudo! Uma luta pela eternidade, uma busca pela verdadeira felicidade, sofrendo sim algumas vezes… mas sofrendo junto com Cristo, na cruz de Cristo, abraçando o sacrifício da porta estreita, mas com a certeza da ressurreição!

Claro! Não existe vitória sem luta…
Mas foi exatamente isso que Ele nos disse: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem ! Eu venci o mundo.” (Jô 16,33).

Alegria irmão e irmã!!!

Viver a castidade é maravilhoso! Um caminho de abertura a Deus e ao próximo numa doação de amor… sem medidas!!!

Quem vive a castidade é livre, podemos voar bem alto como águias, correr e não perder nossas forças, andar e não se cansar…
Deus nos abençoe e nos guarde sempre.
Amém!!!

por pregação de Valdirene Carrera, site:castidade.org

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

ROSARIUM VIRGINIS MARIAE

“Eu mesmo não descurei ocasião para exortar à frequente recitação do Rosário. Desde a minha juventude, esta oração teve um lugar importante na minha vida espiritual (…) O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações. A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto. (…) Quantas graças recebi nestes anos da Virgem Santa através do Rosário: Magnificat anima mea Dominum! Desejo elevar ao Senhor o meu agradecimento com as palavras da sua Mãe Santíssima, sob cuja protecção coloquei o meu ministério petrino: Totus tuus!”

CARTA APOSTÓLICA
ROSARIUM VIRGINIS MARIAE
DO SUMO PONTÍFICE
JOÃO PAULO II
AO EPISCOPADO
AO CLERO E AOS FIÉIS
SOBRE O ROSÁRIO

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