Reconciliai-vos com Deus – Convite a experimentar a Misericórdia

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Estamos nos aproximando da Semana Santa. O tempo da Quaresma, como caminhada de conversão e penitência rumo à Páscoa, tem como um belo e importante sinal visível dessa caminhada de “metanóia” a celebração do sacramento da Penitência. Somos chamados a fazer a experiência da misericórdia de Deus em nossas vidas. Para isso, somos iluminados pela Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo para que, aprofundando a nossa realidade de pecado, experimentemos ainda mais a graça que nos vem pelo amor derramado em nossos corações em Jesus Cristo, nosso Senhor.

O pecado é o ato voluntário de quem se afasta da comunicação com a graça divina. Mas o sacramento da Reconciliação, ou Confissão, como também se pode chamar, vem reatar os laços da pessoa com Deus. Quando Jesus inicia sua vida pública, anuncia um convite à penitência: “porque o Reino de Deus está próximo”. Isto já se dá no momento do seu batismo, e, convida o precursor, São João Batista, para que continue nesta pedagogia divina. Sabemos que as consequências do pecado vão longe, não só em nossas vidas, mas também na própria vida social.

A Penitência é a ação que nos conduz a uma vida nova e a viver em oração e fidelidade ao Evangelho e, por isso, somos chamados a uma vida de conversão para prevenir contra as faltas no futuro. Podemos ver nas cartas paulinas quão inúmeras vezes o Apóstolo Paulo exorta as comunidades à reconciliação. Vale lembrar das consequências do pecado na vida da pessoa humana, nos relacionamentos e no próprio tecido social.

A Igreja recomenda confessar-se pelo menos pela Páscoa da Ressurreição, mas este sacramento deve ser buscado sempre que houver alguma transgressão à Lei Divina. Ou seja, pelo exame de consciência, o ser humano saberá da necessidade de buscar a reconciliação. Quanto mais somos iluminados pela Palavra e quanto mais perto do Senhor, mais enxergamos nossos pecados. Deus não condena o pecador, mas repudia o pecado. Basta recordar o capítulo 15 de São Lucas e tantos outros trechos do Evangelho, que nos falam da alegria do pecador arrependido. Deus é sempre justo e misericordioso, e como Pai bondoso sempre espera o retorno de seu filho amado, obra de Sua vontade para você existir no mundo. Lembre-se: você é querido, amado e pensado por Deus! O retorno ao amor de Deus transforma os corações, os pensamentos e comportamentos daquele que caminha como uma nova pessoa, deixando para trás tudo o que fazia parte do velho homem.

Pela razão e pela fé, vemos no pecado o pior dos males; por isso há a necessidade de conversão e reconciliação, na busca do sacramento da Confissão, que religa a alma humana à graça divina. Na prática, após a confissão, o penitente deve ter a clara consciência de suas atitudes e/ou lugares que põem sua alma em risco. A nova vida o leva a ter novas atitudes.

Às vezes acontece que numa confissão regular, mensal, por exemplo, o “penitente” possa ficar preso em um impasse. Isso ocorre quando se nota que na confissão a rotina dos pecados é a mesma. Ele tem uma boa vontade, ele vê seus pecados, sempre se arrepende, e decide melhorar. E até agora nada. Cada vez é a mesma coisa. Esta situação pode causar frustração. Pois nada realmente mudou na minha vida espiritual? E o penitente se questiona: Eu sou moralmente tão corrupto? Ou talvez eu seja apenas um que não sirvo para nada?

Cada momento é uma nova oportunidade de caminhada, na direção à comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs. Torna-se necessário rever nosso estilo de vida. Encontrar as raízes de nosso pecado. É importante rezar todos os dias e, para isso, é necessário intimidade, um lugar que é o meu espaço pessoal para o encontro com Deus e comigo mesmo. Tendo um lugar de oração é mais fácil manter a regularidade e o tempo de meditação e reflexão. São Bento sempre dizia “Ora et labora”, que quer dizer: “oração e trabalho!”

E quem pode se esquecer do momento em que Jesus, pregado na cruz, dialoga com um famoso ladrão também pregado ao lado dele? “Mestre, quando estiver no Reino de Deus, lembra-se de mim!” e Jesus responde: “Ainda hoje estarás no paraíso comigo!” Existe maior prova de amor e misericórdia que isso? Mesmo sangrando e perfurado pelos pregos, lá na cruz, Jesus estende seu gesto de misericórdia. Daí, podemos perceber como que, de fato, o amor de Deus se estende e sua misericórdia transcende. E o soldado, aos pés da cruz, que exclama: “Este Homem é, de fato, o Filho de Deus!”

Por isso, o rito da Confissão é um ato que leva à justiça para com Deus, nos reincorpora em Jesus, retomando a nossa veste batismal, pois somos unidos como ramos à videira pelo próprio sacramento do Batismo.

Caríssimos, estamos já bem próximos da Páscoa do Senhor. Em todo o mundo é um período privilegiado para a aproximação ao sacramento da confissão. Não deixe de visitar sua paróquia ou comunidade e verificar o calendário dos mutirões de confissão. Reconciliação com Deus, neste sacramento, é o abraço Dele de acolhida ao filho ou filha. Sinta, depois disso, o alívio em seu coração e comungue com leveza de coração!

Santa Páscoa a todos! Rezem pela nossa santa Igreja e pelo nosso Papa Francisco, neste novo período que iniciamos. Deus dê a todos uma santa continuação da Quaresma e os abençoe!

Dom Orani João Tempesta
Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro

Fonte: Canção Nova – http://www.cancaonova.com

Quaresma, um novo recomeço

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A grande beleza do caminho da Quaresma é chegar à Pascoa renovados. Para isso é preciso uma decisão interior.
Nesse tempo, Jesus nos convida a amadurecermos nosso coração e olharmos para trás, a fim de ver que caminhamos em busca da perfeição e conseguimos alguma conversão.
Este tempo sempre tem algo novo. Assim, vamos continuar com as mesmas características, porém podemos viver uma conversão a partir da decisão interior.
Para recomeçar a caminhada em Deus, primeiramente precisamos nos levantar diante da queda, pois o demônio age de duas formas: na fraqueza e na fragilidade; depois disso, ele continua pisando  em nós para que continuemos caídos. Por isso temos de continuar firmes em Deus.
Fale para Deus: “Senhor, que mesmo diante das dificuldades, com Sua graça, eu possa me levantar”.
E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: ‘Filho, perdoados estão os teus pecados” (Marcos 2,5).
O Senhor vê o esforço que fazemos para nos encontrarmos com Ele, porque nossa alma anseia por Seu amor.
Muitas vezes, não temos fé nem trilhamos o caminho de santidade. Nesse tempo, somos jogados de um lado para o outro, mas não podemos viver assim, porque temos de amadurecer e buscar nosso Deus para que possamos permanecer firmes n’Ele.
Contudo, às vezes, perdemos a oportunidade de alicerçar nossa vida em Jesus Cristo. Ele é a medida para tudo.
Se temos uma fé adulta e madura, é porque estamos firmes na amizade com Cristo, pois o Cristianismo não é outra coisa senão um encontro com Deus, por isso precisamos colocá-Lo na nossa vida, no nosso trabalho e na nossa família. Ele é o centro de todas as coisas.
É preciso crer em Jesus, e para isso temos de ter um encontro com o Senhor, para que Ele possa resgatar nossas famílias.
Na nossa vida, muitas vezes, temos “paralisia interior”, ou seja, a alma já não sente nada, estamos sem emoção, sem fé. Temos de ter a coragem, nesta Quaresma, de nos decidirmos, interiormente, para que possamos crescer e progredir no Senhor. Portanto, se buscamos Deus e estamos inundados de Seu amor, temos de ter forças para levar a Luz para nossa casa e para o mundo. Afinal, o demônio nos aprisiona nos pequenos pecados como a inveja, o palavrão. É preciso buscarmos a reconciliação e a confissão. Neste tempo de Quaresma, Jesus quer nos podar para que possamos crescer e amadurecer em Cristo e, assim, dar mais frutos.
Se, neste tempo, Jesus caminhou 40 dias no deserto, vamos trilhar o caminho junto com Ele, pois precisamos ter a coragem de ser melhor. Neste ano, façamos o propósito de melhorar no casamento e na família,. Temos que pedir forças ao Senhor para cumprir nossas metas, porque, assim, teremos coragem de levantar e sair do comodismo para que Jesus Cristo possa renovar nossa vida.

Senhor, dê-nos a graça de levantar e sair do nosso comodismo!

Emanuel Stênio
(Canção Nova – http://www.cancaonova.com)

Partilha

Ainda extasiada com a homilia do Santo Padre, no dia 24 de Dezembro. Me fez recordar as palavras do Jornalista Huckabee no noticiário da Fox, onde fala sobre o massacre na escola americana, no dia 14 deste mesmo mês.
Huckabee diz que “Uma cultura sem Deus, reflete na verdade o que ela se tornou” porque tem-se tentado sistematicamente remover Deus da nossa sociedade. Nessa mesma linha, Bento XVI em sua homilia nos coloca diante de diversas reflexões quanto ao espaço que damos a Deus em nossas vidas. Diz o Papa que “Mesmo quando – Cristo – parece bater à porta do nosso pensamento, temos que arranjar qualquer raciocínio para O afastar; o pensamento, para ser considerado, deve ser configurado de modo que a se torne supérflua (…) Estamos completamente cheios de nós mesmos, de tal modo que não resta qualquer espaço para Deus”.
Pude contemplar tudo isso em outro fato ocorrido durante esta semana em um vídeo onde retratavam a “decapitação do Papa”, realizado por alguns alunos em determinada instituição de ensino. Em meio à minha indignação por aquele tipo de “protesto” tão desrespeitoso e imaturo, fui tomada por um profundo sentimento de compaixão, porque o que vi ali, na verdade, foram jovens que ainda não tiveram uma experiência com o amor de Deus, porque O desconhecem. Tem culpa os que não creem se hoje “a metodologia do nosso pensamento está configurada de modo que, no fundo, Ele – Deus – não deva existir”? Aos poucos uma nova mentalidade, intencionalmente, nos está sendo imposta e nela Deus não existe.
E tudo isso se reflete em todos esses cenários que estamos contemplando com mais intensidade a cada dia… Se reflete nos valores éticos e morais que estão se perdendo, na referência de família e, consequentemente, na educação e base cristã ensinada aos filhos, às novas gerações, se reflete na desesperança e falta de amor que hoje o homem traz em si, se reflete no rosto daqueles jovens que com um sorriso sarcástico escondem o imenso vazio que sentem pela falta de Deus. Sim, Ele “Veio para o que era Seu, e os Seus não O acolheram” (Jo 1, 11).
Peço a Deus que minha indignação dê lugar ao desejo de, com coragem e ousadia, anunciar Jesus Cristo a todos os que O desconhecem e que não tiveram uma experiência com o Seu amor. Que eu não permaneça ociosa diante das mentiras, hipocrisias, heresias que surgem contra Ele e a Igreja, mas que com Sua presença em mim possa combater. E sempre: no Amor, com Amor e por Amor.

Santo e feliz 2013 para todos nós!
E pleno… pleno do Deus vivo!

“Ano novo, luta nova!” São Josemaría Escrivá

Santo Inácio de Antioquia, trecho da “Epístola aos Romanos”

Escrevo a todas as Igrejas e insisto junto a todas que morro de boa vontade por Deus, se vós não mo impedirdes. Suplico-vos, não vos transformeis em benevolência inoportuna para mim. Deixai-me ser comida para as feras, pelas quais me é possível encontrar Deus. Sou trigo de Deus e sou moído pelos dentes das feras, para encontrar-me como pão puro de Cristo. Acariciai antes as feras, para que se tornem meu túmulo e não deixem sobrar nada de meu corpo, para que na minha morte não me torne peso para ninguém. Então de fato serei discípulo de Jesus Cristo, quando o mundo nem mais vir meu corpo. Implorai a Cristo em meu favor, para que por estes instrumentos me faça vítima de Deus. Não é como Pedro e Paulo, que vos ordeno. Eles eram após­tolos, eu um condenado; aqueles, livres, e eu até agora escravo. Mas, quando tiver padecido, tornar-me-ei alforriado de Jesus Cristo, e ressuscitarei n’Ele, livre. E agora, preso, aprendo a nada desejar.
(…) Oxalá goze destas feras que me estão preparadas; rezo que se encontrem bem dispostas para mim: hei de instigá-las, para que me devorem depressa, e não aconteça o que aconteceu com outros que, amedrontadas, me não toquem. Se elas por sua vez não quiserem de boa vontade, eu as forçarei. Perdoai-me: sei o que me convém; começo agora a ser discípulo. Coisa alguma visível e invisível me impeça que encontre a Jesus Cristo. Fogo e cruz, manadas de feras, quebraduras de ossos, esquartejamentos, trituração do corpo todo, os piores flagelos do diabo venham sobre mim, contanto que encontre a Jesus Cristo.

Santo Inácio de Antioquia (Trecho da “Epístola aos Romanos”)

Devota exortação à Sagrada Comunhão

Com quanta reverência cumpre receber a Cristo

Voz do discípulo:

1. São vossas essas palavras, ó Jesus, verdade eterna, ainda que não fossem proferidas todas ao mesmo tempo, nem escritas no mesmo lugar. Sendo vossas, pois, essas palavras e verdadeiras, devo recebê-las todas com gratidão e fé. São vossas, porque vós as dissestes; e são também minhas, porque as dissestes para minha salvação. Cheio de alegria as recebo de vossa boca, para que mais profundamente se me gravem no coração. Animam-se palavras de tanta ternura, atemorizam-me os meus pecados, e minha consciência impura me afasta da participação de tão altos mistérios. Atraime a doçura de vossas palavras, mas me oprime a multidão de meus pecados.

2. Mandais que me chegue a vós com grande confiança, se quero ter parte convosco; e que receba o manjar da imortalidade, se desejo alcançar a vida e glória eterna. Vinde, dizeis vós, vinde a mim todos que penais e estais sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Ó palavra doce e amorosa aos ouvidos do pecador: vós, Senhor meu Deus, convidais o pobre e indigente à comunhão de vosso santíssimo corpo, mas quem sou eu, Senhor, para ousar aproximar-me de vós? Eis que os céus dos céus não vos pode abranger, e dizeis: Vinde a mim todos!

Que quer dizer essa condescendência tão meiga e esse tão amoroso convite? Como me atreverei a chegar-me a vós, quando não conheço em mim bem algum em que me possa confiar? Como posso acolher-vos em minha morada, eu, que tantas vezes ofendi a vossa benigníssima face? Tremem os anjos e os arcanjos, estremecem os santos e os justos, e vós dizeis: Vinde a mim todos! Se não fosse vossa essa palavra, quem a teria por verdadeira? Se vós o não ordenásseis, quem ousaria aproximar-se?

3. Noé, o varão justo, trabalhou cem anos na construção da arca para salvar-se com poucos: como me poderei eu preparar numa hora para receber com reverência o Criador do mundo? Moisés, vosso grande servo e particular amigo, fabricou a arca de madeira incorruptível, e revestiu-a de ouro puríssimo, para guardar nela as tábuas da lei; e eu, criatura vil, me atreverei a receber-vos com tanta facilidade, a vós, que sois o autor da lei e o dispensador da vida?

Salomão, o mais sábio dos reis de Israel, levou sete anos a edificar o templo magnífico, em louvor de vosso nome, e celebrou por oito dias a festa de sua dedicação, ofereceu mil hóstias pacíficas, e ao som das trombetas e com muito júbilo colocou a arca da aliança no lugar que lhe havia sido preparado. E eu, o mais miserável de todos os homens, como poderei receber-vos em minha casa, quando mal sei empregar meia hora com devoção? E oxalá que uma vez sequer a houvesse empregado dignamente!

4. Ó meu Deus, quanto se esforçaram esses vossos servos para agradar-vos! Ai, quão pouco é o que eu faço! Quão pouco o tempo que gasto em preparar-me para a comunhão! Raras vezes estou de todo recolhido, raríssimo livre de toda distração. E, todavia, na presença salutar de vossa divindade não me devia ocorrer pensamento algum impróprio, nem eu me devia ocupar de criatura alguma, pois vou hospedar, não a um anjo, senão ao Senhor dos anjos.

5. Demais, há grandíssima diferença entre a arca da aliança com suas relíquias e vosso puríssimo corpo com suas inefáveis virtudes; entre aqueles sacrifícios da lei, que eram apenas figuras do futuro, e o sacrifício verdadeiro de vosso corpo, que é o cumprimento de todos os sacrifícios antigos.

6. Por que, pois, se me não acende melhor o meu coração na vossa adorável presença? Por que me não preparo com maior cuidado para receber vosso santos mistério, quando aqueles santos patriarcas e profetas, reis e príncipes, com todo o povo, mostraram tanta devoção e fervor no culto divino?

7. Com religioso transporte dançou o piedosíssimo rei Davi diante da arca da aliança, em memória dos benefícios concedidos outrora a seus pais; mandou fabricar vários instrumentos musicais, compôs salmos e ordenou que se cantassem com alegria, e ele mesmo os cantava muitas vezes ao som da harpa; ensinou ao povo de Israel a louvar a Deus de todo o coração e engrandecê-lo e bendizê-lo todos os dias, a uma voz. Se tanta era, então, a devoção e o fervor divino diante da arca do testamento, quanta reverência e devoção devo eu ter agora, e todo o povo cristão, na presença do Sacramento e na recepção do preciosíssimo corpo de Cristo!

8. Correm muitos a diversos lugares para visitar as relíquias dos santos, e se admiram ouvindo narrar os seus feitos; contemplam os vastos edifícios dos templos e beijam os sagrados ossos, guardados em seda e ouro. E eis que aqui estais presente diante de mim, no altar, vós, meu Deus, Santo dos santos. Criador dos homens e Senhor dos anjos. Em tais visitas, muitas vezes é a curiosidade e a novidade das coisas que move os homens; e diminuto é o fruto de emenda que recolhem, principalmente quando fazem essas peregrinações com leviandade, sem verdadeira contrição. Aqui, porém, no Sacramento do Altar, vós estais todo presente, Deus e homem, Cristo Jesus; aqui o homem recebe copioso fruto de eterna salvação, todas as vezes que vos recebe digna e devotamente. Aí não nos leva nenhuma leviandade, nem curiosidade ou atrativo dos sentidos, mas sim a fé firme, a esperança devota e a caridade sincera.

9. Ó Deus invisível, Criador do mundo, quão maravilhosamente nos favoreceis, quão suaves e ternamente tratais com vossos escolhidos, oferecendo-vos a vós mesmo como alimento, neste Sacramento! Isto transcende todo entendimento, isto atrai os corações dos devotos e acende o seu amor. Porque esses teus verdadeiros fiéis, que empregam toda a sua vida na própria emenda, recebem muitas vezes deste augusto Sacramento copiosa graça de devolução e amor à virtude.

10. Ó graça admirável e oculta deste Sacramento, que só dos fiéis de Cristo é conhecida, mas que os infiéis e escravos do pecado não podem experimentar! Neste Sacramento se dá a graça espiritual, recupera a alma a força perdida, refloresce a formosura deturpada pelo pecado. Tamanha é, às vezes, esta graça, que, pela abundância da devoção recebida, não só a alma, mas ainda o corpo fraco sente-se munido de maiores forças.

11. É, porém, muito para chorar e lastimar a nossa tibieza e negligência, o pouco fervor em receber a Jesus Cristo, em quem reside toda a esperança e merecimento dos que se hão de salvar. Porque ele é a nossa santificação e redenção, ele o consolo dos peregrinos e o gozo eterno dos santos. E assim é muito pra chorar o pouco caso que tantos fazem deste salutar mistério, sendo ele a alegria do céu e a conservação de todo o mundo. Ó cegueira e dureza do coração humano, que tão pouco estima esse dom inefável, antes, com o uso cotidiano que dele faz, chega a cair na indiferença!

12. Pois, se esse augusto Sacramento se celebrasse num só lugar e fosse consagrado por um só sacerdote no mundo, com quanto desejo imaginas que acudiriam os homens a visitar aquele lugar e aquele sacerdote a fim de assistir à celebração dos divinos mistérios? Agora, porém, há muitos sacerdotes, e em muitos lugares Cristo é oferecido, para que tanto mais se manifeste a graça e o amor de Deus para com os homens, quanto mais largamente é difundida pelo mundo a sagrada comunhão. Graças vos sejam dadas, bom Jesus Pastor eterno, que vos dignais sustentar-nos a nós, pobres e desterrados, com vosso precioso corpo e sangue, e até convidar-nos, com palavras de vossa própria boca, à participação desses mistérios, dizendo: Vinde a mim todos que penais e estais sobrecarregados, e eu vos aliviarei.

Do Livro “A Imitação de Cristo”

Santa Rita de Cássia

“A Santa das Causas Impossíveis”

CONTEXTO DA VIDA DE SANTA RITA

Santa Rita viveu na segunda metade do século XIV e na primeira metade do século XV, época em que a barca de Pedro era agitada por tempestades que a teriam feito afundar se não fosse Deus.
Em 1305, subiu ao trono de Pedro, Clemente V que não quis residir em Roma, fixando a sede do papado na cidade francesa de Avinhão.
Os papas que lhe sucederam até Gregório XI, durante 73 anos deixaram a sede romana até que este último Pontífice, movido pelas insistentes exortações de Santa Brígida da Suécia e Santa Catarina de Sena, decidiu retornar a Roma em 1377, encontrando a cidade na maior desolação.
Com a morte de Gregório XI no ano seguinte começou então o cisma do ocidente. Desencadeado em 1378, terminou em 1417 com a eleição de Martinho V, feita pelo Concílio de Constança.
Após 73 anos em Avinhão e 40 anos de cisma, chegara-se a tal confusão que não mais se sabia qual era o verdadeiro vigário de nosso Senhor Jesus Cristo. A disciplina do clero diminuíra e o povo se tornava cada vez mais sem referências.
Entretanto, é maravilhoso observar como, nesses tempos tempestuosos, Deus não abandonou sua Igreja e enviou pessoas que pela palavra e pelo exemplo mantiveram aceso o facho da fé. Assim foram os santos Bernardino de Sena, Thiago della Marca, Antoninho de Florença, Lourenço Justiniano de Veneza e aqueles que tiveram grande influência nos destinos da igreja, como Santa Brígida da Suécia, Santa Catarina de Sena, e outros, enfim, que no silêncio do claustro foram surgindo nesta época. E nossa querida Santa Rita de Cássia nasceu em meio a todas estas turbulências e alegrias.

O NASCIMENTO DE UMA SANTA

Nascida em 22 de maio de 1381, filha de Antônio11 e Amata, Marguerita – do latim Margarita – que significa pérola ou pedra preciosa, recebeu o apelido de Rita. Esta santa nasceu na Itália, na província da Úmbria, mais propriamente em Rocca Porena, que em sua época era próxima à Cássia, mais tarde, porém Rocca Porena passou a ser parte integrante de Cássia. Onde nossa santinha fez morada no Convento de Santa Maria Madalena na cidade de Cássia. Por isso a denominação Santa Rita de Cássia.
Em um pequeno grupo de casas com uma centena de habitantes: aí nasceu Santa Rita. Hoje podemos considerar que Rocca Porena é o equivalente à um bairro ou vila de Cássia.
É bom sabermos que, todos os que descrevem a vida de Santa Rita relembram as belas virtudes de seus pais, os felizes pais de Santa Rita, foram admiráveis por seus costumes e por sua piedade. Desempenhavam a função de juízes de paz, de pacificadores em um lugar que era conhecido pela violência de seu povo e pelos propósitos de vingança pessoal pelo mesmo estabelecido.

AS ABELHAS BRANCAS DA INFÂNCIA DE RITA

Segundo antiga tradição de seu convento, Rita foi batizada na Igreja Santa Maria dos Pobres. Poucos dias após o batismo ocorreu um maravilhoso acontecimento, representado numa bela pintura do século XVII e também numa fonte em Rocca Porena; uma delicada história envolvendo abelhas brancas.
O fato das abelhas é relatado por todos os biógrafos da Santa. Quando Antonio e Amata saiam para trabalhar colocavam Rita em um cestinho e abrigavam-na à sombra das árvores. Um dia, um enxame de abelhas brancas envolveu a criança, muitas delas estavam em sua boca depositando mel, sem a ferroar.

“ Na literatura espiritual, as abelhas e o seu mel significam ‘doce conversação’, diálogo com Deus. Em outras palavras, mais doce que o próprio mel. A mesma história se narra de Santo Ambrósio, Bispo de Milão.”(Besen, Pe. José Artulino. Coleção: Os grandes santos. Santa Rita de Cássia. Jornal Missão Jovem. 2002. pg 9).

OS CINCO ESTÁGIOS DA VIDA DE SANTA RITA CÁSSIA

1.FILHA.

Antônio e Amata podiam dizer-se um casal feliz, entretanto faltava-lhes uma descendência. Casaram-se em 1339 e passaram-se 53 anos até a chegada de sua filha. Neste caso não é inútil lembrar que as afirmações destes fatos se deram após escrupuloso e consciencioso exame pela autoridade suprema da igreja e por esta sancionados. E a pergunta é: seria possível relatar a vida dos santos sem acabar tropeçando no que é sobrenatural ou fora do comum?
Felizmente neles tudo foge à vida comum.
Sendo Santa Rita, a filha única de pais muito idosos, podemos imaginar, que devido à idade avançada dos mesmos, à qual Rita era o único amparo, a santa deveria trabalhar da manhã à noite desde seus mais tenros anos.

“Além do trabalho, aplicava-se à obediência, ao sacrifício da própria vontade, coisas tão difíceis para as crianças, […] veremos como Rita, quando conseguiu entrar no convento, era já uma religiosa perfeita” (Marchi, Mons. Luís de . Santa Rita de Cássia. 17ª ed. Editora Paulus. 1994. pg 21)

2.ESPOSA.

Rita, certamente, desde criança havia aspirado à vida religiosa, mas, não podendo deixar seus velhos pais desamparados, e ainda, por ser uma filha obediente que sacrificava à própria vontade para atender a um pedido de seus pais, acabou unindo-se em matrimônio com Paulo Ferdinando, para atender a vontade de seus pais.
A respeito de Ferdinando conta-se que ele era um homem feroz, vingativo e agressivo, um homem daqueles que não leva desaforo para casa.
A virtude, a paciência e muita oração durante 18 anos fizeram com que o cordeiro vencesse o lobo. Paulo Ferdinando começou a refletir e admirar a incomparável paciência de Rita e teve vergonha de si mesmo. Assim, a graça divina triunfava sobre a natureza selvagem. Paulo agora, estava convertido. Entretanto, muitos daqueles que foram ofendidos por ele tiveram a grandeza de perdoar-lhe, mas não todos.

3.MÃE.

Os historiadores informam com exatidão que Rita teve dois filhos. Alguns dizem gêmeos, outros não. Alguns dizem que um deles se chamava Tiago Antonio, outros João Tiago. Todavia, estão de acordo com relação ao nome do outro filho, que era Paulo Maria.
Enquanto Rita se ocupava da educação de seus filhos, morreram seus pais. Eles faleceram em 1402, ele no dia 19 de março ( dia de S. José ), e ela no dia da 25 de março ( dia da Anunciação). Não há dúvidas do sofrimento de Rita com este acontecimento.
A vida de Rita foi assim, breves sorrisos e novas lágrimas. Desde que Paulo deixou de ser dominado pela paixão de vinganças, poderia-se dizer que a família da Santa era feliz.

4.VIÚVA.

Quando tudo parecia calmo, o marido de Santa Rita é assassinado. Ferdinando, voltando uma noite para casa, ao passar pelo estreito caminho do rio Carno e não trazendo consigo arma alguma, foi atacado pelos seus inimigos que o mataram cruelmente. Segundo a tradição que foi recontada no processo de beatificação de Santa Rita, ela correu na frente com algumas pessoas, para esconder dos filhos a camisa ensangüentada de Paulo. Ela esconde as roupas manchadas de sangue porque temia que os filhos, à vista do sangue do pai, se sentissem chamados à vingança e mais tarde se tornassem criminosos.
Foi preciso muita oração daquela santa mãe para aplacar a sede de vingança dos corações de seus filhos, mas o ódio crescia em seus corações. Foi então que Rita ofereceu seus filhos à Deus porque preferia vê-los mortos que criminosos. Deus ouviu sua oração e dentro de um ano, os dois jovens foram atingidos por uma doença e faleceram. Foram sepultados junto a seu pai na Igreja de São Montano. Uma profunda dor atravessou o coração daquela viúva e mãe.

5.RELIGIOSA.

Pais mortos, esposo e filhos mortos. Rita, retoma assim o ideal da vida religiosa, o desejo de ingressar no Convento de Santa Maria Madalena, convento agostiniano de Cássia. Diversas vezes bateu às portas do convento, mas foi rejeitada. Recorreu à oração, às mortificações, às boas obras e, embora vivendo no mundo, levava uma vida onde observava fielmente os preceitos evangélicos.
“Reza uma piedosa tradição que os santos padroeiros de Santa Rita, São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino a tomaram nos braços no Rochedo de Rocca Porena e a transportaram para dentro do convento, para espanto e convencimento da abadessa e de todas as religiosas. Claramente a lenda quer significar que Rita atribuiu a seus santos patronos a obtenção da graça.”(Besen, Pe. José Artulino. Coleção: Os grandes santos. Santa Rita de Cássia. Jornal Missão Jovem. 2002. pg 14).
Quando as religiosas desceram para se reunir ao coro, ficaram estupefatas ao encontrar a santa mulher que tinha sido insistentemente rejeitada. E o detalhe é que o convento era fortemente fechado, não havia como arrombá-lo. Isso explica o motivo pelo qual ela foi aceita e vestiu o hábito de monja agostiniana em Cássia, aqui ela já estava com 36 anos.
Rita mantinha suas características de obediência, esta à sua Madre Superiora era total, e a Madre, para lhe pôr à prova, ordenou-lhe que regasse de manhã e de tarde um galho seco, uma cepa de videira já destinada ao fogo. E Rita assim o fez, toda manhã e toda tarde desempenhava esta tarefa. Muito tempo durou isso, coisa aparentemente inútil, mas que alcançava à boa noviça méritos no céu. Certo dia, entretanto, da haste seca, surgiram brotos e folhas, e assim se desenvolveu maravilhosamente uma videira, dando a seu tempo deliciosas uvas. Rita ali viveu 40 anos.

OS FIGOS E AS ROSAS

Os historiadores contam que em pleno inverno, quando no campo havia uma espessa camada de neve, esteve no convento uma amiga de Rita para visitá-la, e ao se despedir perguntou se desejaria alguma coisa de sua antiga casa.
E Rita respondeu que gostaria de receber uma rosa e dois figos. A essas palavras a visitante empalideceu, pensando que Rita delirasse, mas para não entristecê-la , prometeu trazê-los.
E ao chegar no antigo jardim de Rita, teve uma grande surpresa, viu uma linda rosa num arbusto contraído pela geada, e o mesmo ocorreu com os figos, que eram belos e maduros.
Por isso a tradição de abençoar rosas nas festas de Santa Rita.

UM ESTIGMA DE CRISTO:

Em 1442, na Sexta-feira Santa, Rita ouvia o sermão de São Thiago della Marca sobre a coroação de espinhos de nosso Senhor. Voltando ao convento, profundamente emocionada com o que ouvira, prostrou-se diante da imagem do crucifixo que se achava em uma capela interior, próxima do coro, e suplicou ardentemente a nosso Senhor que lhe concedesse participar de suas dores.
À dor, Jesus quis juntar humilhação e o isolamento. A chaga de Rita converteu-se numa ferida purulenta e fétida, e ela teve de ser recolhida a uma cela distante, onde uma religiosa levava-lhe o necessário para viver. Durante 15 anos este estigma esteve consigo, até sua morte.
Em 1450, o Papa Nicolau V promulgou um jubileu, um Ano Santo. Rita queria ir à Roma, entretanto sua ferida a impossibilitava. A Santa não perdeu a esperança e pôs-se a pedir que Jesus lhe desse a graça, humanamente impossível, de fazer desaparecer a ferida até a volta de Roma, conservando-lhe a dor.
Desapareceu a ferida e Rita partiu com várias irmãs, quando ocorreu este fato, Rita já tinha 60 anos. Esta foi a única vez que a ferida cicatrizou. Retornando de Roma, a ferida reabriu, e assim permaneceu até sua morte.
Entretanto, a verdadeira doença de Rita começou no fim de 1453 e durou 4 anos, quando, a 22 de maio de 1457, um sábado, sua bela alma deixava este mundo e voava para o céu.
Apenas a Santa exalara o último suspiro, Deus quis, por repetidos prodígios, manifestar no mundo o grau de perfeição a que chegara.
Sua ferida estava cicatrizada e o semblante de Rita bonito e com aparência feliz. Além disso, exalava um suave perfume.
Conta-se que o transporte do corpo para a igreja foi um verdadeiro triunfo.

“ E tiveram início os milagres que não mais cessaram. Os primeiros são documentados e nos trazem à lembrança os nomes e sofrimentos de pessoas humildes de meio milênio atrás.
Ângelo Batista era completamente cego. Confiante, tocou na urna da Santa e ,imediatamente, ficou curado. Lucrécia Paoli, sofrendo de hisia, chegou apoiada num bastão. Aproximou-se do sepulcro de Santa Rita, rezou, tocou-o e saiu completamente curada.
Salimene Antonio, de Poggio, tinha um dedo paralisado, com ele tocou a urna da Santa e foi curado.
Giacomúcia Leonardi, de Oscese, velha e totalmente inchada, foi carregada nos braços para ver o túmulo de Santa Rita. Para espanto e alegria de todos, num instante estava curada e saiu andando.
Deus operava maravilhas pela sua intercessão, e ainda hoje continua manifestando sua predileção por esta sua filha da Úmbria.” (Besen, Pe. José Artulino. Coleção: Os grandes santos. Santa Rita de Cássia. Jornal Missão Jovem. 2002. pg 23 e 24).

AS ABELHAS

Ao falar da glorificação de Santa Rita, temos que contar um fenômeno que apareceu após sua morte e dura até hoje. Apareceram abelhas brancas ao redor do berço quando Rita estava no campo com seus pais. E então, após sua morte, aparecem outras abelhas, sem ferrões e antenas que fizeram morada junto ao muro do antigo mosteiro.

CORPO INTACTO

“No reconhecimento do corpo, feito por ocasião de sua beatificação, isto é, cerca de 200 anos após sua morte, os delegados emitiram a declaração seguinte, que damos, traduzida do latim:

‘No ataúde está o corpo da supracitada serva do Senhor, vestida com o hábito monástico da Ordem de Santo Agostinho, o qual parece tão intacto como se a dita serva de Deus tivesse morrido recentemente.
Vemos perfeitamente a carne branca, em parte alguma corrompida, a fronte, os olhos com as pálpebras, o nariz, a boca, o queixo e toda a face tão bem disposta, inteira como a de uma pessoa morta no mesmo dia.
Vêem-se igualmente brancas e intactas as mãos da dita serva de Deus e se pode perfeitamente contar os dedos com as unhas, semelhantes aos dedos de pessoas que acabaram de morrer. Assim também os pés.’

[…]

Mas o fato mais maravilhoso que acontece com o corpo de Santa Rita e que, de vez em quando, ele se move de diversas maneiras. Os atos autênticos da sua beatificação e da canonização o atestam, segundo testemunhos repetidos e dignos de fé, desde 1629 até 1899, sem contar os mais recentes, coligidos para a sua canonização, feita por Leão XIII em 1900.

[..]

É de notar, entre outros fatos, que a Santa abriu os olhos em 16 de julho de 1628 para apaziguar um tumulto enquanto Cássia e Roma celebravam a festa de sua beatificação. O processo regular deste fato se conserva no arquivo do arcebispado de Spoleto.” (Marchi, Mons. Luís de . Santa Rita de Cássia. 17ª ed. Editora Paulus. 1994. pg 110 à 112)
Hoje, o corpo de Santa Rita, repousa em uma urna de cristal na Basílica da Cássia onde é visitado diariamente.

CANONIZAÇÃO

O processo de canonização se deu 453 anos após sua morte, 272 anos após sua beatificação. Três milagres aconteceram antes da canonização:
Cura instantânea de Elisabet Bergamini de 7 anos;
Cura de Cosme Pelegrini, com 70 anos ( viu em sonhos Santa Rita e curou-se);
Cura de uma religiosa Clara Isabel Garófalo, monja do mesmo convento de Santa Rita. Estava a religiosa acamada e ouviu a Santa dizendo-lhe: “levante-se!”
Estes três milagres foram aprovados e assim a canonização de Rita ocorreu no dia 24 de maio de 1900, sendo o Papa Leão XIII quem incluiu Santa Rita de Cássia na lista de todos os santos da Igreja.

(Fonte: http://www.santuariosantaritadecassia.net/)

Intercessão pelo 85º aniversário do Papa Bento XVI

Queridos amigos e amigas do Sintonia,

com muita alegria e gratidão a DEUS, celebramos hoje o dom da vida do nosso querido Papa Bento XVI!
Como Igreja, nos unamos em oração de intercessão pela vida e por seu ministério sacerdotal, para que seja a cada dia mais abençoado e santificado por Nosso Senhor Jesus Cristo!

“Obrigado ao Santo Padre pelo seu ministério sacerdotal. Agradeçamos a Deus Uno e Trino que o chamou para a filiação divina pelo batismo e para ser ministro dos seus mistérios por meio do sacerdócio. Vida longa e profícuo ministério sacerdotal ao Papa Bento XVI.” Orani João Tempesta, O. Cist.

Nós te amamos, Santo Padre, doce Cristo na terra!

Lara Vaz