“Deus nunca se cansa de nos perdoar”, disse o Papa Francisco.

Papa Francisco, 1º Angelus

Uma multidão de pessoas, mais de 150 mil, lotaram a Praça São Pedro e todas as ruas vizinhas, para assistir e rezar junto com o Papa a sua primeira oração do Angelus. Às 12h deste domingo (8h de Brasília), Francisco apareceu na janela de seu apartamento para rezar e abençoar os fiéis, turistas e romanos.

Desde as primeiras horas do dia, o movimento já era grande. Toda a área foi interditada ao tráfico e ao estacionamento. Francisco fez um discurso informal, falando de improviso e apenas em italiano.

Ele saudou com as mãos e um grande sorriso, recebendo em troca aplausos e muito entusiasmo. A popularidade de Francisco tem aumentado a cada dia desde que se tornou, quarta-feira passada, o primeiro Papa latino-americano da história. Chegou ao balcão com o seu modo simples, os braços ao longo do corpo e a mão direita ao alto, saudando o povo. “Bom dia!” – foram as suas primeiras palavras.

Lembrando o episódio da mulher adúltera que Jesus salva da condenação, Francisco ressaltou o valor e a importância da misericórdia e do perdão nos dias de hoje: “Deus jamais se cansa de nos perdoar. Nós é que nos cansamos de pedir perdão. Temos de aprender a ser misericordiosos com todos”, afirmou.

Antes disso, Francisco disse que estava contente de estar com os fiéis domingo, “dia do Senhor, dia de se cumprimentar, de se encontrar e conversar, como aqui, agora, nesta Praça, uma praça que graças à mídia, é o tamanho do mundo!”.

A propósito da leitura evangélica, Francisco encorajou os fiéis citou a atitude de Jesus, que não desprezou nem condenou a adúltera, mas disse apenas palavras de amor e misericórdia, que convidavam à conversão.

“Vocês já pensaram na paciência que Deus tem com cada um de nós? É a sua misericórdia: Ele nos compreende, nos recebe, não se cansa de nos perdoar se soubermos voltar a Ele com o coração arrependido. É grande a misericórdia do Senhor!”.

Dando andamento ao discurso, o Papa citou um livro lido nestes dias sobre a misericórdia, de autoria do Cardeal Walter Kasper, “um ótimo teólogo”. “O livro faz entender que a palavra ‘misericórdia’ muda tudo; torna o mundo menos frio e mais justo” – disse, ressalvando que com isso “não quer fazer publicidade ao livro do cardeal”. Depois, completou lembrando o Profeta Isaias, que afirma que “ser nossos pecados forem vermelhos escarlate, o amor de Deus os tornará brancos como a neve”.

Sem ler um texto preparado, Francisco contou à multidão um fato de quando era bispo, em 1992, e uma senhora de mais de 80 anos, muito simples (uma ‘vovó’, ele disse, ndr) quis se confessar com ele. Diante de sua surpresa, a idosa lhe disse “Nós todos temos pecados! Se Deus não perdoasse tudo, o mundo não existiria…!”. De seu balcão, Francisco brincou com os fiéis arriscando que a senhora “havia estudado na Universidade Gregoriana de Roma”.

Telões foram montados em toda a área para transmitir as imagens do Papa e helicópteros sobrevoavam o centro de Roma enquanto o Papa continuava seu discurso:

“É, o problema é que nós nos cansamos de pedir perdão a Deus. Invoquemos a intercessão de Nossa Senhora, que teve em seus braços a misericórdia de Deus em pessoa, no menino Jesus”.

O bispo de Roma, que é argentino, lembrou ainda que as origens da sua família são italianas, sublinhando, no entanto, que “nós fazemos parte de uma família maior, a família da Igreja, que caminha unida no Evangelho”.

Despedindo-se dos fiéis, Francisco disse palavras ainda mais simples: “Bom domingo e bom almoço!”.

Fonte: Canção Nova – http://www.cancaonova.com

São Joaquim e Santa Ana

Entre as muitas comemorações do mês de julho, celebramos, no dia 26, São Joaquim e Santa Ana, os santos padroeiros dos avós. Eles foram os pais de Maria Santíssima e os avós de Jesus Cristo. A celebração do Dia dos Avós tem como objetivo destacar e promover o papel do vovô e da vovó no seio familiar, onde eles são os suportes afetivos, religiosos e, por vezes, financeiros da família.

Quando o tempo dos pais para brincar com os filhos se torna escasso, os avós ocupam seu espaço, oferecendo carinho e afeto para os netos. Quando os pais não conseguem dar aos filhos os brinquedos que estes gostariam de ter, torna-se comum a intervenção dos avós que dão presentes especiais por ocasião do natal, da páscoa e do dia das crianças.

No dizer do beato João Paulo II, “os avós são os guardiões da fé, da vida de oração e da educação dos valores cristãos”. Muitas são as pessoas que devem sua iniciação na fé aos avós. Em muitas famílias, são eles que ensinam as primeiras orações às crianças, e é sempre maior o número de crianças que são levadas para a catequese pelas mãos dos avós.

Existem coisas que a escola não ensina e que não estão escritas em nenhum livro. Coisas que só a experiência de vida ensina. Celebrar o Dia dos Avós significa celebrar a experiência de vida e reconhecer o valor da sabedoria adquirida no convívio familiar, lugar especial para a aprendizagem das virtudes cristãs.

Ao lado dos avós que são felizes com suas famílias, lamentamos a existência de muitos idosos abandonados e mal cuidados. Em vez de receberem o afago dos filhos e netos, são jogados nos cantos das casas ou abandonados em asilos. Até o dinheiro que recebem na aposentadoria é confiscado a muitos deles. No Dia dos Avós, não podemos esquecer deles e, quem sabe, aproveitar o dia para uma mudança de atitude.

O espaço e o contexto celebrativo do Dia dos Avós, sem dúvida, é a família, onde eles aparecem como fundamentos e troncos das futuras gerações. A família que valoriza seus ancestrais se torna verdadeiramente um tesouro dos povos, o maior patrimônio da humanidade.

A você Vovô e a você Vovó damos os nossos parabéns. Rogamos as bênçãos de Deus para que continuem firmes na saúde e na alegria, servindo a família e a sociedade com sua experiência de fé e vida cristã.

Pela intercessão de São Joaquim e Santa Ana, desçam sobre vós as bênçãos de Deus. Amém.

Dom Canísio Klaus

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

A amizade que “sub-trai”

As amizades com o sexo oposto – quando não trabalhadas de maneira equilibrada – podem colocar em risco outros relacionamentos. Dependendo do tipo de vínculo que se estabelece com alguém, as partilhas e confidências tendem a levar a amizade para uma esfera de maior proximidade entre as pessoas. Assim, não será difícil retribuir, tamanha atenção, com outros gestos de carinho.

A interferência de uma situação ou pessoa em nossos relacionamentos pode gerar crises dentro da vida conjugal e da família, ganhando relevância e fugindo do controle se não evitadas de maneira preventiva e madura… Pois uma amizade – quando se torna mais intensa do que os laços existentes entre o casal – gera o ciúme e rouba a atenção da pessoa comprometida. Esse tipo de relacionamento provoca transtorno, sem que, de fato, haja uma maior intimidade entre os amigos.

Como sabemos, os contatos promovidos pela Internet – por meio dos “chats” e “messengers” – são caminhos que favorecem a aproximação entre as pessoas. De um modo especial, quando os propósitos – nesses contatos – não são tão puros quanto pode parecer para um dos internautas, não será impossível que, escapando do mundo virtual, venham a viver no mundo real tudo aquilo que foi anteriormente promovido e incitado pelos encontros cibernéticos.

Se a intenção do encontro não for estritamente a de conhecer um novo amigo, essa atitude torna-se uma ameaça à estrutura familiar, como verdadeiramente o é.

Uma traição conjugal é comumente definida como um relacionamento paralelo, no qual muitas vezes se vive intimidades sexuais. Na maioria das vezes, ouve-se dizer que a causa do envolvimento num relacionamento desse tipo originou-se de uma crise conjugal, entre outras coisas.

Não são poucos os casos que encontramos de pessoas solteiras ou até mesmo casadas que se envolvem em relações paralelas. Em muitas situações, as “desculpas” se fundamentam na dificuldade de se sentir compreendido ou de encontrar alguém que também compartilhe de seus sonhos e projetos; o que acreditam não possuir dentro da vida a dois. Mas nem sempre isso é a razão principal; tal envolvimento pode acontecer, também, quando a atenção dispensada a alguém é misturada com sentimentos e carências por parte do outro ou até de ambos.

Para que ninguém viva no vácuo de um relacionamento ou tente preencher o seu vazio com aquela pessoa, que não poderá ser mais que um amigo verdadeiro, deve-se saber discernir e estabelecer as fronteiras para suas amizades.

Assim, para que outros relacionamentos externos não se tornem um perigo, os casais precisam se fazer, cada vez mais, inteiros para o outro e, dia após dia, mais cúmplices em pensamentos e atitudes. Dessa maneira, ambos devem se empenhar para desenvolver a segurança e a satisfação de viver o vínculo que extrapola a união física e que alcança a essência do seu cônjuge.

(Canção Nova;D Dado Moura – Formação)

Amigos são tesouros! (Breve partilha sobre amizade!)

As amizades feitas em Deus são livres de toda a maldade,
são puras e castas apesar de nossas fraquezas.

Um verdadeiro amigo sempre busca levar o outro mais pra perto de Deus!
Com seu olhar, com seu falar, com seus gestos, com seu jeito de ser trazem o Céu pra perto de nós!

O verdadeiro amigo respeita a condição do outro
– seja ele solteiro, casado, consagrado a uma vocação específica, … –
e os que fazem parte da vida do outro.

As vezes uma amizade desordenada, desequilibrada,
machucam os que estão mais próximos, como por exemplo a família!

Um verdadeiro amigo tem amor e zelo pelo outro!
Por isso o trata como se ao próprio Jesus que nele habita!

Tem cuidado com as palavras, com aquilo que tecla
com o/a “amigo/a virtual” para não ferir a amizade,
para não ferir ao próprio Jesus!

É preciso pedir a Deus que purifique as nossas amizades,
que purifique nosso ser amigo para o outro,
para que não firamos ao amigo, a nós e nem a Deus com nossas palavras,
com nossos maus pensamentos, com o nosso jeito de olhar e de falar,
com aquilo que digitamos ao amigo que está longe e ao amigo que está perto…

Pedir que Jesus seja o centro das nossas amizades,
ainda que apenas uma das partes NEle acredite…
pois ele também é um filho amado de Deus!

Devemos parar e repensar em nossas amizades!
Tenho sido realmente amigo?
O meu jeito de me relacionar com o outro é de um bom amigo?
Será que tenho dito palavras indevidas?
Tenho deixado a mente livre a correr com pensamentos que são impuros?

E também devemos nos questionar quanto ao que certas amizades nos oferecem!
Será mesmo amizade? Será que por trás de algumas palavras
não escondem certo interesse? Que me levam a pecar…?

Amizades só permanecem quando enraizadas e
edificadas em Jesus Cristo! Estas… são eternas desde que começam!

Se existem amizades desordenadas e desequilibradas,
“amizades perigosas”, como diria Pe. Zezinho,
é porque infelizmente Deus não é o centro…

Se Deus é o meu Primeiro e grande amigo, por quê não falar DEle…?

Que tal fazer a experiência de apresentar esse Amigo
tão especial aos nossos outros amigos e deixá-los
experimentar da alegria de uma verdadeira amizade?

Deus nos abençoe e nos santifique!

Lara Vaz

O amor à Igreja

É dever de todo católico amar a Igreja profundamente.

Ela é o meio que Deus Pai escolheu para salvar-nos, depois que o pecado entrou em nossa História. É o corpo Místico do seu Filho, no qual Ele nos reúne como uma só família de Deus. O Concílio Vaticano II nos ensina que:

“A Igreja é, em Cristo, como que o sacramento ou o sinal e instrumento da íntima reunião com Deus e da unidade de todo o gênero humano” (LG,1). “Ela é o instrumento da Redenção de todos os homens” (LG,9), “sacramento universal da salvação” (LG, 48), pelo qual Cristo “manifesta e atualiza o amor de Deus pelos homens” (LG,45). “Ela é o projeto visível do amor de Deus pela humanidade”, disse o Papa Paulo VI. “Pela Igreja, ensina o Catecismo, Deus quer transformar o gênero humano no único povo de Deus, consagrado no único templo do Espírito Santo” (CIC N° 776).

Falando da Igreja disse Santo Ambrósio: “Ela é esse navio que navega bem neste mundo ao sopro do Espírito Santo com as velas da Cruz do Senhor plenamente desfraldadas” (CIC, 845). Para mostrar-nos toda a sua importância, o Catecismo da Igreja diz que ela é: ‘a reação de Deus ao caos provocado pelo pecado’ (CIC,761).

É o instrumento de Deus para destruir todo pecado e todo o mal e trazer toda a humanidade para Deus.

A Igreja é a nossa Mãe; é através dela que re-nascemos para Deus, através do Batismo; por isso, deve ser conhecida, amada, respeitada, obedecida e defendida.

Só ela perdoa os nossos pecados. É ela e somente ela, que nos dá o Corpo e o Sangue do Senhor na Sagrada Eucaristia, para remédio e sustento de nossas forças. É ela que nos dá a efusão do Espírito Santo pela Crisma. É ela que transforma em sacramento e benção a nossa união conjugal; é ela e somente ela, que nos dá os sacerdotes; é ela que, enfim, nos unge no leito da dor e da morte.

É ela que nos levará ao céu; e é por ela que viveremos a eternidade em Deus. Ela é a Noiva do Cordeiro. Quem a rejeita, conscientemente, rejeita a própria salvação e o próprio Deus que a instituiu, diz o Catecismo: “Apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, [o Concílio] ensina que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação. O único mediador e caminho da salvação é Cristo, que se torna nos presente no seu Corpo, que é a Igreja.

Ele, porém, inculcando com palavras expressas a necessidade da fé e do batismo, ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo batismo, como que por uma porta. Por isso não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja católica foi fundada por Deus através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disso não quiserem entrar nela, ou então perseverar ( LG 14)”, (CIC n.846). São João Roberts, uma das vítimas de Henrique VIII, após este se tornar o “Chefe” da Igreja na Inglaterra, antes de morrer na forca, pôde gritar para todos ouvirem, aquela frase que os Santos Padres repetiam nos primeiros séculos: “Fora da Igreja não há salvação” ( Um Santo Para Cada Dia, Ed. Paulinas, SP, 1983, pag 396) Cristo e a Igreja são uma só realidade. São Paulo diz: “Cristo é a Cabeça do Corpo que é a Igreja” (Cl 1,18).: “Vós sois o Corpo de Cristo e cada um, de sua parte é um dos seus membros” (1Cor 12,27). Santo Agostinho a chamava de “Cristo total” (“Christus totus”).

E dizia:“Alegremo-nos, portanto, e demos graças por nos termos tornado não somente cristãos, mas o próprio Cristo… Admirai e rejubilai, nós nos tornamos Cristo”(CIC, n° 795). “A Igreja é o lugar em que a humanidade deve reencontrar a sua unidade e a sua salvação” , ensina o Catecismo. Por isso tudo, declarou certa vez o Papa Paulo VI: “Quem não ama a Igreja, não ama Jesus Cristo”.

E amá-la implica em conhecê-la, respeitá-la, obedecê-la, serví-la, e dar a vida por ela. Santa Joana D’Arc disse a seus juízes: “Quanto a Jesus e à Igreja, parece-me que são uma só coisa, e que não há questionamento sobre isso”. São Bernardo, o Doutor melífluo, mostra todo o seu amor à Igreja nessas palavras memoráveis: “Permaneceremos na fé e combateremos até à morte, se for necessário, pela Igreja, nossa Mãe, com as armas que nos são permitidas: não com escudos e espadas, mas com as orações e as lágrimas a Deus” (Epist. 221, 3; Migne, P.L.; CLXXXII, 36,387). Todos os santos e santas amaram a Igreja com um amor imenso, dedicando a ela toda a sua vida.

Santa Tereza de Ávila, no seu Caminho de Perfeição, diz: “Procurai a limpeza de consciência e humildade, desprezo de todas as coisas do mundo e fé inabalável no que ensina a santa Madre Igreja” ( Ed. Paulinas, 2. ed., pag 129,1979, SP ). A Igreja é a Esposa de Cristo, e por ela, Ele derramou o seu Sangue (Ef 5,26). Os Santos Padres gostavam de compará-la à Arca de Noé, a única que salva do dilúvio (1Pe 3,20-21). Nela vive o Senhor. Ela é a nossa garantia de paz, verdade e salvação. Infelizmente essa boa Mãe é tantas vezes mau amada por muitos dos seus filhos. Muitos não a conhecem, e por isso não a amam. A desprezam, a criticam, a ofendem, sem perceber que estão ofendendo e magoando “o próprio Jesus”.

A Igreja é divina e humana, por isso é santa, embora formada por pecadores; mas invencível e infalível quando ensina a fé e a moral, pois tem a assistência do próprio Senhor que nela vive continuamente. “Eis que estarei convosco todos os dias…“ Não nos desesperemos e nem desanimemos com os erros e com os pecados dos seus membros; por mais que eles sejam abundantes não conseguirão afundar a barca de Pedro, que recebeu do Senhor a garantia de que as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela. A parte humana, que somos nós, sempre será falha, mas a sua alma, o Espírito Santo, jamais permitirá que ela erre o seu caminho.

Jesus lhe prometeu, antes de sofrer a Paixão: ‘Muitas coisas ainda tenho a dizer-vos, mas não a podeis suportar agora. Mas quando vier o Paráclito, o Espírito da verdade, ensinar-vos-á toda a verdade…'(Jo16,12).

Pode haver garantia maior do que essa ? Se o Espírito Santo foi prometido e dado por Jesus para guiar a Sua Igreja, como, então, ela poderia errar o caminho da Salvação? Antes de pensar que a Igreja poderia ter errado o caminho da fé, seria preciso aceitar que as promessas que Ele fêz à Igreja não se cumpriram, ou que Ele mentiu para os seus apóstolos na última Ceia. Mas isto jamais! Jesus não pode errar porque é Deus. Desde Pedro a Igreja já teve 265 Papas, enfrentou até aqui 2000 anos de perseguições, heresias e outros tantos perigos que somente uma instituição divina poderia resistir. Esta é a maior prova. Se nem os pecados dos seus filhos: leigos, padres, bispos e papas, a destruiram, é porque de fato, ela é divina. Certa vez um jornalista perguntou a um cardeal da Tchecoslováquia, Frantisek Tomasek, em 1985, nos tempos difíceis da perseguição comunista naquele país: ‘Eminência, não está cansado de combater sem êxito?’ E o Cardeal respondeu: ‘Digo sempre uma coisa: quem trabalha pelo Reino de Deus faz muito; quem reza, faz mais ainda; quem sofre faz tudo.

Este tudo é exatamente o pouco que se faz entre nós na Tchecoslováquia'(Revista Pergunte e Responderemos, n°284, jan 86). Como disse Pascal, através da Igreja, “Cristo continua a sua paixão”. Outro exemplo maravilhoso de amor à Igreja, dado em nossos tempos, foi o de Monsenhor Ignatius Ong Pin-Mei, Bispo de Shangai, no dia seguinte de sua libertação, depois de passar trinta longos anos nos cárceres da China comunista, por amor a Cristo e à Igreja Católica.

Assim se expressou: ‘Eu fiquei fiel à Igreja Católica Romana.

Trinta anos de prisão não me mudaram. Eu guardei a fé. Eu estou pronto amanhã a voltar novamente à prisão para defender minha fé'(PR). Que estas palavras sirvam de estímulo para aqueles católicos de pouca convicção, que por qualquer erro dos homens da Igreja, já querem abandoná-la ou desprezá-la.

Que sirvam também àqueles que, conhecendo o ensinamento da Igreja sobre os assuntos da fé e da moral, no entanto, preferem ‘seguir a própria consciência’, ao invés de seguir aquilo que ensina a Igreja, com a assistência do Espírito Santo. Ele mesmo é a ‘Memória viva da Igreja’.

(Canção Nova ;D Felipe Aquino – Formação)

Quem não cuida da própria família renega a fé!

Antigo e sempre atual dilema: cuido das coisas de Deus ou da minha família ?

Quem já não se deparou com esta pergunta ?

Inicialmente, não vejo como a própria família não seja uma “coisa de Deus”. Aliás, é uma essencial “coisa de Deus” para quem vive o estado de vida do matrimônio, pois o casamento é uma vocação, um chamado de Deus.

Portanto, não há oposição entre “as coisas de Deus” e o cuidado da família. Na verdade, este cuidado faz parte daquelas “coisas”, do chamado de Deus para cada um de nós leigos que abraçamos a vocação ao matrimônio.

É triste, muito triste, ouvir pessoas que dizem frases do tipo: “Olha, deixe um pouco sua família e dedique-se mais à evangelização”, ou: “Você precisa estar mais na obra, mais presente aqui, mesmo que isto lhe custe tempo com a família”.

Sou bem sincero, meu irmão, minha irmã: Não consigo imaginar Deus, que é amor (cf. I Jo 4, 8), que une um homem e uma mulher no Amor, chamando-os à bela vocação do matrimônio, que cria filhos com a colaboração desse homem e dessa mulher e que, de repente, diz: “Não, você não deve ter muito tempo com os seus, com sua família!”
Seria uma tremenda incoerência!

Deus não é assim. Seus dons e o chamado que ele nos faz, inclusive ao matrimônio, são irrevogáveis (cf. Rm 11, 29).

Também não vejo que possa haver maior evangelização do que amar a própria família, dedicando tempo a ela.
O povo dos grandes eventos, onde casais evangelizam, não acreditará num pai de família que não convive com seus filhos, que não os ama passando tempo com eles e a esposa, mesmo que esse pai fale bem bonito do amor de Deus! O testemunho arrasta ou escandaliza!

Se você ainda tem dúvidas do que escrevi, deixo que o próprio São Paulo, um celibatário (alguém que não casou, que não constituiu família de sangue), fale, inspirado pelo Espírito Santo, ao seu coração:

“Se alguém não cuida dos seus, e sobretudo dos da própria casa, renegou a fé e é pior do que um incrédulo” (I Tm 5, 8).

Shalom!

Álvaro Amorim.
Consagrado na Comunidade Católica Shalom.

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

O alvo preferido pela tentação

A Palavra de Deus nos afirma que o “Reino de Deus está próximo”. Teremos Céus Novos e uma Terra Nova e, por isso também, uma humanidade nova, um mundo novo… Agora não é tempo de medo, mas de luta! Luta para que possamos estar – com nossa família toda – onde o Senhor nos espera: em Céus Novos e uma Terra Nova.

Você não pode continuar a decepcionar Deus, que está esperando por você. Continue lutando pela fidelidade a Ele e àquela pessoa a quem Ele uniu você em matrimônio. O Senhor quis unir à família da Trindade, uma família humana: a de Jesus, Maria e José! Jesus pertence à família do Pai e do Espírito Santo, mas, ao mesmo tempo, pertence à família de José e Maria. Lindo, não é? Jesus pertence à família divina, mas ao mesmo tempo quis pertencer a uma família: a família de Nazaré. O Todo-poderoso quer que também as nossas famílias, seguindo os caminhos da Sagrada Família, venham a participar da maravilhosa família d’Ele.

Para destruir o plano do Altíssimo, a tentação tem um alvo: os homens. Ela quer destruir a nós homens, levando-nos para as drogas, para a prostituição, para o jogo, para o adultério. Nós homens somos atacados exatamente porque Deus nos escolheu para ser “o cabeça” do lar, “o chefe da família”. Ele nos colocou para “governar”! O inimigo sabe que quando se mata o cabeça tudo morre. Mas, se o cabeça vence, tudo vence! É por isso que somos tão atormentados pela tentação.

Deus vê a sua luta, o seu sofrimento! Ele sabe que não é fácil ser um homem de Deus. Por isso, Ele o ama infinitamente, com amor de Pai e não quer perdê-lo. Ele o ama, assim como ama Seu Filho Jesus e tem por você o mesmo entusiasmo, o mesmo carinho, a mesma alegria. Quando você alcançar a vitória e chegar ao céu, Ele o receberá com um forte abraço de satisfação.

Nós homens precisamos muito das mulheres: da nossa mãe, das nossas irmãs, da nossa esposa. Nós homens precisamos nos unir, nos ajudar, para chegar aos Céus Novos e à Terra Nova! E, quando chegarmos lá, não poderemos estar sozinhos: nossa família inteira precisa chegar lá também.

Se até agora eram as mulheres – nossas mães, esposas, irmãs – que nos puxavam, é hora de mudar. A máquina é que puxa o vagão, não o contrário. Nós homens somos “a máquina”, e nossas mulheres trazem o “combustível” do amor! São elas que, com muito amor, paciência, sacrifício, bondade, entrega, abandono, têm realmente sustentado a nós e a toda a nossa família. Por isso, mulheres, rezem para que tomemos o nosso lugar e cumpramos a nossa obrigação!

Deus nos criou para irmos à frente, abrindo caminho e, assim, guardar, defender, proteger tudo o que vem atrás. Essa é a vontade de Deus Pai. Ele espera nossa reação, e precisamos dar-Lhe uma resposta de homens. Precisamos nos sustentar: carregar, não apenas os fardos uns dos outros, mas nos carregar uns aos outros! Juntos, chegaremos aos Céus Novos e à Terra Nova!

(Canção Nova ;D Monsenhor Jonas Abib – Formação)