O sacrifício escolhido na quaresma e a nossa dor

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Caminhamos dentro da quaresma e a impressão comum é que o caminho estreita-se ainda mais em cada novo domingo. Parece-me que leva algum tempo para reconhecermos o mistério que nos sonda, e em larga medida, vamos compreendendo que esse mistério se descortina, irremediavelmente, na dor, na oferta incondicional.
Lembro, que com algum tempo de caminhada, questionei de Deus qual era a diferença da dor que sentia antes de conhecer a Jesus para a profunda, intensa, constante por dias, dor que experimentei depois.
A resposta é o selo que desejo imprimir neste artigo, amigo internauta. A resposta é uma única: O sentido que eu dou a ela (dor) e aproveitamento que dela eu tiro.

Passemos a clássica explicação!

Por vezes, depois da beleza e da intensidade da nossa experiência com Deus chegamos a imaginar, de forma até infantil ou romântica, que os nossos problemas, que as nossas dores, morreram naquele instante. A imaturidade da nossa alma, teima desafiar inclusive os exemplos dos grandes santos da Igreja e da sagrada escritura, que atestam, indubitavelmente, a necessidade do sofrimento como caminho de maturidade e autoconhecimento.
O passar do tempo, nos revela o inevitável. Ainda há dor em mim. Agora, esta nova dor, diferente da primeira, por muitas vezes eu até poderia remediar, sucumbindo a tentações, desprezando a vontade de Deus e tomando as atitudes que me dariam de certo, momentos de prazer e alegria. A dor agora consiste exatamente em abster-me de tudo isso, e por Amor, e só vale a pena se for por Amor mesmo, sofrer as renúncias, as demoras, os desertos e as fadigas que a dor impõe.
Mas olhando assim, sofreríamos ainda o risco de achar que se trata de um infrutífero masoquismo. Ou pior: Pensaríamos que Deus é sádico, a nos impor uma prova que nada fará florescer.
A dor descortina diante de nossos olhos o que há de mais verdadeiro. Atesta o que há de mais autêntico em nosso eu. Mais do que isso, estica-nos, pois de fato exige, e nos leva a alcançarmos estaturas antes nunca imagináveis.
Com certeza assim como eu, você já deve ter sido confrontado com dores que humanamente não acreditava que iria ser capaz de resistir, e hoje ao olhar para trás, assume que não resistiu sozinho. Ao seu lado resistiu Cristo, que por essas pérolas da sua história revigora sua fé. Ao olharmos a nossa caminhada, encontramos nas dores que sentimos pedras de toque da graça de Deus e da Sua poderosa manifestação em nossas vidas.
Se tivéssemos abortado a dor, o que nos restaria para ser tocado de expressão tão forte quanto os desafios que vencemos por Amor a Deus e com o Seu socorro?

A dor nos confronta, sobretudo, com nós mesmo. Confronta-nos com a disposição por permanecer firme, por querer lutar, por querer enxergar as nossas reais motivações. Talvez, como eu, você também tenha conseguido enxergar sob a lente da dor, o egoísmo e orgulho que rodeavam as suas motivações. Estas fraquezas só são purificadas no cadinho da dor, onde Deus gera em nós um coração humilde, para com o próprio Deus e para com o irmão.
O crescimento na dor nos conduz ao crescimento na Ressurreição, que nasce do coração de Cristo, cumulando-nos do Amor que o Príncipe da Paz doa a todos.

Marcela Mendonça

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

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Prisioneiros de nós mesmos

Como seres humanos temos vidas repletas de altos e baixos, e isso é absolutamente normal; no entanto, há pessoas com uma concepção diferenciada desse ponto de vista, pois têm uma “visão curta”, ou seja, somente enxergam os próprios problemas como se estes só ocorressem com elas, ficam tão obcecadas que acabam transformando sua vida em algo sem prazer. E quando uso a palavra “prazer”, refiro-me principalmente a tudo aquilo que nos acontece de bom, de alegre e que proporciona momentos únicos em nossas vidas.

É o próprio Deus que vem nos dizer em Eclo 30: 21 “não se deixe dominar pela tristeza nem se aflija com preocupações; alegria do coração é vida para o homem’’.

O Senhor nos criou à Sua imagem e semelhança para desfrutarmos do Seu amor infinito. No ato do nascimento, ele nos presenteou com o livre-arbítrio, que significa liberdade de fazer nossas próprias escolhas, tirar conclusões e agir como bem entendermos. É fato que a obra realizada por Deus em nós é perfeita, porque fomos criados à imagem e semelhança do Rei dos reis, mas, infelizmente, o mundo foi contaminado com o pecado, e este faz com que os homens tapem os olhos para as coisas do Pai e, automaticamente, deixem de cumprir Seus ensinamentos.

Quando voltamos nossas atenções somente para as coisas negativas, obviamente as coisas boas ficam em segundo plano em nossas vidas; é justamente isso que o “coisinha lá de baixo” deseja, ele quer que nossos dias fiquem tomados pelo ódio, rancor, pela inveja e que, aos poucos, nos esqueçamos do amor de Deus que carregamos em nosso coração.

Quando estamos mergulhados em melancolia, o pecado nos torna escravos dos nossos sentimentos e desejos, desejo pela carne, dinheiro, drogas, fofoca ou até mesmo desejo do que é mal aos outros, ficamos acorrentados a um círculo vicioso que nos faz nunca estar satisfeitos com o que temos, quando nos entregamos ao pecado ficamos a mercê dos problemas. Como estamos com os olhos tapados para as coisas do alto, não conseguimos enxergar as soluções que, por muitas vezes, vem do Pai.

“Digo com toda convicção: Deus jamais nos dará um fardo que não sejamos capazes de carregar”

Como padre Léo cita no seu livro ‘Jovens Sarados’, “ele (demônio) não nos enfrenta, mas fica nos rondando e vamos nos acostumando com o pecado. O encardido tem muita paciência, ele sempre está disposto a realizar nossos desejos mais profundos com uma agilidade inacreditável, porque, quando não mantemos a nossa mente no Pai, acabamos caindo em tentação”.

Digo com toda convicção: Deus jamais nos dará um fardo que não sejamos capazes de carregar. Se hoje parece que seu mundo está desabando, se você acha que Deus o esqueceu e você está perdendo a vontade de viver, eu lhe digo, amigo, é justamente esse o desejo do encardido. Ele quer você no chão, quer pisar em você e rir das suas fraquezas; ele se utiliza de seus desejos e pecados para enfraquecê-lo. Mas acredite, não é essa a vontade de Deus, porque Ele nos ama e quer que sejamos cada vez mais completos pelo Espírito Santo. Ele é a solução de todos os problemas. Não há realidade que Ele não possa mudar, não a dor que Ele não possa curar e não há amor maior que o dEle.

O Senhor sofre a cada vez que nos estende a mão e nós simplesmente lhe viramos as costas. No entanto, Ele estará sempre ao nosso lado, olhando por nós, nos dando, todos os dias, a oportunidade da libertação e nos mostrando o caminho da santidade, mas cabe a cada um de nós abrir o coração para o Espírito Santo a fim de que Ele possa nos usar e, assim, possamos sentir a presença deste Deus vivo em todos os nossos gestos. Ele está a bater à porta do nosso coração e só nós podemos abri-la para que Ele possa entrar e realizar prodígios em nossas vidas. Basta dizer ‘sim’, acreditar que Ele pode mudar a nossa vida e dar mais um passo na fé a cada dia, porque, acredite, Deus tudo fará em nossas vidas e quando nos dermos conta, não seremos mais prisioneiros de nós mesmos e sim servos desse amor incontestável, inabalável, indestrutível, insuperável e inesgotável do Pai.

Erick Meneses

(Comunidade Canção Nova – http://www.cancaonova.com)

NOSSAS FERIDAS NOS LEVAM PARA DEUS

A nossa vida é uma constante busca. Mesmo que não pareça, passamos a vida inteira à procura de algo. Vivemos procurando por algo que nos realize e, muitas vezes, acabamos por preencher essa carência nas coisas materiais, em sentimentos e pessoas que possam nos fazer felizes e que nos completem. O ser humano precisa disso para viver, ou melhor, para sobreviver.
Perdemos o rumo de nossas vidas quando tentamos saciar a sede que há em nós nas pessoas. Nesse momento de imaturidade, não medimos esforços para nos realizar, para alcançar prazer, para satisfazer os nossos desejos. Transformamos o outro em um “estepe”, tratando-o como um objeto que vai “substituir” uma “peça” ainda não encontrada em nossa vida. Brincamos com o outro, mas, acima de tudo, com nós mesmos.
Quantos de nós já vivemos essa situação? Talvez, como ocorreu comigo antigamente, você tenha buscado ou esteja buscando preencher este vazio com uma vida afetiva e sexual desordenada, ou, quem sabe, esteja vivendo isso nas drogas, na bebida, nas compras no shopping, entre outros.
Chegamos ao fundo do poço. Não aguentamos mais, não queremos mais viver aquela vida de antes; nada nos preenche por inteiro. Mas é nesse momento, em um instante de graça, que encontramos o verdadeiro sentido das nossas vidas: Jesus. Por intermédio do sofrimento vivido por essa busca, acabamos por encontrar Aquele que esteve sempre ao nosso lado, somente esperando de nós um olhar em Sua direção para que Ele pudesse mudar as nossas vidas. Nosso Senhor vem e se apresenta a nós, leva-nos a uma experiência com Ele e muda a nossa vida totalmente.

JESUS NOS AJUDA A REESCREVER NOSSA HISTÓRIA

Muitas vezes, depois do início de um processo de conversão, quando olhamos para a nossa história, sentimo-nos culpados por tudo aquilo que já fizemos de errado. Olhamos as nossas feridas e nos martirizamos, desejando nunca ter vivido nada daquilo. Desejamos, ardentemente, esquecer tudo o que aconteceu, passar uma borracha e apagar tudo isso das nossas mentes e corações. Por muito tempo, eu também desejei ardentemente isso para mim.
Chegou um dia em que Deus mudou o meu olhar sobre a minha história. Ele me fez enxergar que, sem que eu percebesse, em tudo o que aconteceu em minha vida Ele sempre estava comigo. E que, em cada ato desordenado, no fundo, era Ele a quem eu procurava encontrar. Mesmo sem saber, em cada momento que eu tentava preencher o vazio com os meus erros, eu somente buscava e ansiava por Deus. Quando Nosso Senhor me fez tocar nessa realidade, meu coração se encheu de uma gratidão profunda por Ele, que me esperou e nunca me abandonou. O Senhor sabia que, mesmo errando e vivendo uma vida de pecado, meu coração ansiava somente por Ele.
Talvez você esteja vivendo essa situação em sua vida hoje. Talvez você esteja buscando preencher o seu vazio com pessoas, ou, quem sabe, já tenha encontrado o Senhor, mas continua se culpando por tudo o que viveu. Entenda: você está buscando ou sempre buscou por Deus. É Ele quem vai completar a sua vida. Pare de buscá-Lo nos lugares errados. Pare de “dar murro em ponta de faca”, Ele só espera um olhar seu.
Hoje, eu olho para a minha história e posso dizer: Bendito “fundo do poço” ao qual eu cheguei, pois este me levou a Deus. Busquei tanto, feri-me tanto, mas encontrei Aquele que deu sentido a todas as coisas em minha vida.
O maior desejo de nossas almas é o Senhor. Os nossos corações anseiam por Deus. Foi Ele quem eu sempre busquei. E ao me encontrar com Ele, pude entender isso. Custou-me, mas achei-O. Hoje, eu sei disso; e, como Santo Agostinho, eu digo: “Tarde te amei!”

Entenda: você sempre buscou Deus! Vá ao encontro d’Aquele que pode dar sentido à toda sua vida. Lembre-se: Ele só espera por um olhar seu!

Estamos juntos!

Seu irmão,
Renan Félix

(Canção Nova – DESTRAVE – http://destrave.cancaonova.com)

Santa Rita de Cássia

“A Santa das Causas Impossíveis”

CONTEXTO DA VIDA DE SANTA RITA

Santa Rita viveu na segunda metade do século XIV e na primeira metade do século XV, época em que a barca de Pedro era agitada por tempestades que a teriam feito afundar se não fosse Deus.
Em 1305, subiu ao trono de Pedro, Clemente V que não quis residir em Roma, fixando a sede do papado na cidade francesa de Avinhão.
Os papas que lhe sucederam até Gregório XI, durante 73 anos deixaram a sede romana até que este último Pontífice, movido pelas insistentes exortações de Santa Brígida da Suécia e Santa Catarina de Sena, decidiu retornar a Roma em 1377, encontrando a cidade na maior desolação.
Com a morte de Gregório XI no ano seguinte começou então o cisma do ocidente. Desencadeado em 1378, terminou em 1417 com a eleição de Martinho V, feita pelo Concílio de Constança.
Após 73 anos em Avinhão e 40 anos de cisma, chegara-se a tal confusão que não mais se sabia qual era o verdadeiro vigário de nosso Senhor Jesus Cristo. A disciplina do clero diminuíra e o povo se tornava cada vez mais sem referências.
Entretanto, é maravilhoso observar como, nesses tempos tempestuosos, Deus não abandonou sua Igreja e enviou pessoas que pela palavra e pelo exemplo mantiveram aceso o facho da fé. Assim foram os santos Bernardino de Sena, Thiago della Marca, Antoninho de Florença, Lourenço Justiniano de Veneza e aqueles que tiveram grande influência nos destinos da igreja, como Santa Brígida da Suécia, Santa Catarina de Sena, e outros, enfim, que no silêncio do claustro foram surgindo nesta época. E nossa querida Santa Rita de Cássia nasceu em meio a todas estas turbulências e alegrias.

O NASCIMENTO DE UMA SANTA

Nascida em 22 de maio de 1381, filha de Antônio11 e Amata, Marguerita – do latim Margarita – que significa pérola ou pedra preciosa, recebeu o apelido de Rita. Esta santa nasceu na Itália, na província da Úmbria, mais propriamente em Rocca Porena, que em sua época era próxima à Cássia, mais tarde, porém Rocca Porena passou a ser parte integrante de Cássia. Onde nossa santinha fez morada no Convento de Santa Maria Madalena na cidade de Cássia. Por isso a denominação Santa Rita de Cássia.
Em um pequeno grupo de casas com uma centena de habitantes: aí nasceu Santa Rita. Hoje podemos considerar que Rocca Porena é o equivalente à um bairro ou vila de Cássia.
É bom sabermos que, todos os que descrevem a vida de Santa Rita relembram as belas virtudes de seus pais, os felizes pais de Santa Rita, foram admiráveis por seus costumes e por sua piedade. Desempenhavam a função de juízes de paz, de pacificadores em um lugar que era conhecido pela violência de seu povo e pelos propósitos de vingança pessoal pelo mesmo estabelecido.

AS ABELHAS BRANCAS DA INFÂNCIA DE RITA

Segundo antiga tradição de seu convento, Rita foi batizada na Igreja Santa Maria dos Pobres. Poucos dias após o batismo ocorreu um maravilhoso acontecimento, representado numa bela pintura do século XVII e também numa fonte em Rocca Porena; uma delicada história envolvendo abelhas brancas.
O fato das abelhas é relatado por todos os biógrafos da Santa. Quando Antonio e Amata saiam para trabalhar colocavam Rita em um cestinho e abrigavam-na à sombra das árvores. Um dia, um enxame de abelhas brancas envolveu a criança, muitas delas estavam em sua boca depositando mel, sem a ferroar.

“ Na literatura espiritual, as abelhas e o seu mel significam ‘doce conversação’, diálogo com Deus. Em outras palavras, mais doce que o próprio mel. A mesma história se narra de Santo Ambrósio, Bispo de Milão.”(Besen, Pe. José Artulino. Coleção: Os grandes santos. Santa Rita de Cássia. Jornal Missão Jovem. 2002. pg 9).

OS CINCO ESTÁGIOS DA VIDA DE SANTA RITA CÁSSIA

1.FILHA.

Antônio e Amata podiam dizer-se um casal feliz, entretanto faltava-lhes uma descendência. Casaram-se em 1339 e passaram-se 53 anos até a chegada de sua filha. Neste caso não é inútil lembrar que as afirmações destes fatos se deram após escrupuloso e consciencioso exame pela autoridade suprema da igreja e por esta sancionados. E a pergunta é: seria possível relatar a vida dos santos sem acabar tropeçando no que é sobrenatural ou fora do comum?
Felizmente neles tudo foge à vida comum.
Sendo Santa Rita, a filha única de pais muito idosos, podemos imaginar, que devido à idade avançada dos mesmos, à qual Rita era o único amparo, a santa deveria trabalhar da manhã à noite desde seus mais tenros anos.

“Além do trabalho, aplicava-se à obediência, ao sacrifício da própria vontade, coisas tão difíceis para as crianças, […] veremos como Rita, quando conseguiu entrar no convento, era já uma religiosa perfeita” (Marchi, Mons. Luís de . Santa Rita de Cássia. 17ª ed. Editora Paulus. 1994. pg 21)

2.ESPOSA.

Rita, certamente, desde criança havia aspirado à vida religiosa, mas, não podendo deixar seus velhos pais desamparados, e ainda, por ser uma filha obediente que sacrificava à própria vontade para atender a um pedido de seus pais, acabou unindo-se em matrimônio com Paulo Ferdinando, para atender a vontade de seus pais.
A respeito de Ferdinando conta-se que ele era um homem feroz, vingativo e agressivo, um homem daqueles que não leva desaforo para casa.
A virtude, a paciência e muita oração durante 18 anos fizeram com que o cordeiro vencesse o lobo. Paulo Ferdinando começou a refletir e admirar a incomparável paciência de Rita e teve vergonha de si mesmo. Assim, a graça divina triunfava sobre a natureza selvagem. Paulo agora, estava convertido. Entretanto, muitos daqueles que foram ofendidos por ele tiveram a grandeza de perdoar-lhe, mas não todos.

3.MÃE.

Os historiadores informam com exatidão que Rita teve dois filhos. Alguns dizem gêmeos, outros não. Alguns dizem que um deles se chamava Tiago Antonio, outros João Tiago. Todavia, estão de acordo com relação ao nome do outro filho, que era Paulo Maria.
Enquanto Rita se ocupava da educação de seus filhos, morreram seus pais. Eles faleceram em 1402, ele no dia 19 de março ( dia de S. José ), e ela no dia da 25 de março ( dia da Anunciação). Não há dúvidas do sofrimento de Rita com este acontecimento.
A vida de Rita foi assim, breves sorrisos e novas lágrimas. Desde que Paulo deixou de ser dominado pela paixão de vinganças, poderia-se dizer que a família da Santa era feliz.

4.VIÚVA.

Quando tudo parecia calmo, o marido de Santa Rita é assassinado. Ferdinando, voltando uma noite para casa, ao passar pelo estreito caminho do rio Carno e não trazendo consigo arma alguma, foi atacado pelos seus inimigos que o mataram cruelmente. Segundo a tradição que foi recontada no processo de beatificação de Santa Rita, ela correu na frente com algumas pessoas, para esconder dos filhos a camisa ensangüentada de Paulo. Ela esconde as roupas manchadas de sangue porque temia que os filhos, à vista do sangue do pai, se sentissem chamados à vingança e mais tarde se tornassem criminosos.
Foi preciso muita oração daquela santa mãe para aplacar a sede de vingança dos corações de seus filhos, mas o ódio crescia em seus corações. Foi então que Rita ofereceu seus filhos à Deus porque preferia vê-los mortos que criminosos. Deus ouviu sua oração e dentro de um ano, os dois jovens foram atingidos por uma doença e faleceram. Foram sepultados junto a seu pai na Igreja de São Montano. Uma profunda dor atravessou o coração daquela viúva e mãe.

5.RELIGIOSA.

Pais mortos, esposo e filhos mortos. Rita, retoma assim o ideal da vida religiosa, o desejo de ingressar no Convento de Santa Maria Madalena, convento agostiniano de Cássia. Diversas vezes bateu às portas do convento, mas foi rejeitada. Recorreu à oração, às mortificações, às boas obras e, embora vivendo no mundo, levava uma vida onde observava fielmente os preceitos evangélicos.
“Reza uma piedosa tradição que os santos padroeiros de Santa Rita, São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino a tomaram nos braços no Rochedo de Rocca Porena e a transportaram para dentro do convento, para espanto e convencimento da abadessa e de todas as religiosas. Claramente a lenda quer significar que Rita atribuiu a seus santos patronos a obtenção da graça.”(Besen, Pe. José Artulino. Coleção: Os grandes santos. Santa Rita de Cássia. Jornal Missão Jovem. 2002. pg 14).
Quando as religiosas desceram para se reunir ao coro, ficaram estupefatas ao encontrar a santa mulher que tinha sido insistentemente rejeitada. E o detalhe é que o convento era fortemente fechado, não havia como arrombá-lo. Isso explica o motivo pelo qual ela foi aceita e vestiu o hábito de monja agostiniana em Cássia, aqui ela já estava com 36 anos.
Rita mantinha suas características de obediência, esta à sua Madre Superiora era total, e a Madre, para lhe pôr à prova, ordenou-lhe que regasse de manhã e de tarde um galho seco, uma cepa de videira já destinada ao fogo. E Rita assim o fez, toda manhã e toda tarde desempenhava esta tarefa. Muito tempo durou isso, coisa aparentemente inútil, mas que alcançava à boa noviça méritos no céu. Certo dia, entretanto, da haste seca, surgiram brotos e folhas, e assim se desenvolveu maravilhosamente uma videira, dando a seu tempo deliciosas uvas. Rita ali viveu 40 anos.

OS FIGOS E AS ROSAS

Os historiadores contam que em pleno inverno, quando no campo havia uma espessa camada de neve, esteve no convento uma amiga de Rita para visitá-la, e ao se despedir perguntou se desejaria alguma coisa de sua antiga casa.
E Rita respondeu que gostaria de receber uma rosa e dois figos. A essas palavras a visitante empalideceu, pensando que Rita delirasse, mas para não entristecê-la , prometeu trazê-los.
E ao chegar no antigo jardim de Rita, teve uma grande surpresa, viu uma linda rosa num arbusto contraído pela geada, e o mesmo ocorreu com os figos, que eram belos e maduros.
Por isso a tradição de abençoar rosas nas festas de Santa Rita.

UM ESTIGMA DE CRISTO:

Em 1442, na Sexta-feira Santa, Rita ouvia o sermão de São Thiago della Marca sobre a coroação de espinhos de nosso Senhor. Voltando ao convento, profundamente emocionada com o que ouvira, prostrou-se diante da imagem do crucifixo que se achava em uma capela interior, próxima do coro, e suplicou ardentemente a nosso Senhor que lhe concedesse participar de suas dores.
À dor, Jesus quis juntar humilhação e o isolamento. A chaga de Rita converteu-se numa ferida purulenta e fétida, e ela teve de ser recolhida a uma cela distante, onde uma religiosa levava-lhe o necessário para viver. Durante 15 anos este estigma esteve consigo, até sua morte.
Em 1450, o Papa Nicolau V promulgou um jubileu, um Ano Santo. Rita queria ir à Roma, entretanto sua ferida a impossibilitava. A Santa não perdeu a esperança e pôs-se a pedir que Jesus lhe desse a graça, humanamente impossível, de fazer desaparecer a ferida até a volta de Roma, conservando-lhe a dor.
Desapareceu a ferida e Rita partiu com várias irmãs, quando ocorreu este fato, Rita já tinha 60 anos. Esta foi a única vez que a ferida cicatrizou. Retornando de Roma, a ferida reabriu, e assim permaneceu até sua morte.
Entretanto, a verdadeira doença de Rita começou no fim de 1453 e durou 4 anos, quando, a 22 de maio de 1457, um sábado, sua bela alma deixava este mundo e voava para o céu.
Apenas a Santa exalara o último suspiro, Deus quis, por repetidos prodígios, manifestar no mundo o grau de perfeição a que chegara.
Sua ferida estava cicatrizada e o semblante de Rita bonito e com aparência feliz. Além disso, exalava um suave perfume.
Conta-se que o transporte do corpo para a igreja foi um verdadeiro triunfo.

“ E tiveram início os milagres que não mais cessaram. Os primeiros são documentados e nos trazem à lembrança os nomes e sofrimentos de pessoas humildes de meio milênio atrás.
Ângelo Batista era completamente cego. Confiante, tocou na urna da Santa e ,imediatamente, ficou curado. Lucrécia Paoli, sofrendo de hisia, chegou apoiada num bastão. Aproximou-se do sepulcro de Santa Rita, rezou, tocou-o e saiu completamente curada.
Salimene Antonio, de Poggio, tinha um dedo paralisado, com ele tocou a urna da Santa e foi curado.
Giacomúcia Leonardi, de Oscese, velha e totalmente inchada, foi carregada nos braços para ver o túmulo de Santa Rita. Para espanto e alegria de todos, num instante estava curada e saiu andando.
Deus operava maravilhas pela sua intercessão, e ainda hoje continua manifestando sua predileção por esta sua filha da Úmbria.” (Besen, Pe. José Artulino. Coleção: Os grandes santos. Santa Rita de Cássia. Jornal Missão Jovem. 2002. pg 23 e 24).

AS ABELHAS

Ao falar da glorificação de Santa Rita, temos que contar um fenômeno que apareceu após sua morte e dura até hoje. Apareceram abelhas brancas ao redor do berço quando Rita estava no campo com seus pais. E então, após sua morte, aparecem outras abelhas, sem ferrões e antenas que fizeram morada junto ao muro do antigo mosteiro.

CORPO INTACTO

“No reconhecimento do corpo, feito por ocasião de sua beatificação, isto é, cerca de 200 anos após sua morte, os delegados emitiram a declaração seguinte, que damos, traduzida do latim:

‘No ataúde está o corpo da supracitada serva do Senhor, vestida com o hábito monástico da Ordem de Santo Agostinho, o qual parece tão intacto como se a dita serva de Deus tivesse morrido recentemente.
Vemos perfeitamente a carne branca, em parte alguma corrompida, a fronte, os olhos com as pálpebras, o nariz, a boca, o queixo e toda a face tão bem disposta, inteira como a de uma pessoa morta no mesmo dia.
Vêem-se igualmente brancas e intactas as mãos da dita serva de Deus e se pode perfeitamente contar os dedos com as unhas, semelhantes aos dedos de pessoas que acabaram de morrer. Assim também os pés.’

[…]

Mas o fato mais maravilhoso que acontece com o corpo de Santa Rita e que, de vez em quando, ele se move de diversas maneiras. Os atos autênticos da sua beatificação e da canonização o atestam, segundo testemunhos repetidos e dignos de fé, desde 1629 até 1899, sem contar os mais recentes, coligidos para a sua canonização, feita por Leão XIII em 1900.

[..]

É de notar, entre outros fatos, que a Santa abriu os olhos em 16 de julho de 1628 para apaziguar um tumulto enquanto Cássia e Roma celebravam a festa de sua beatificação. O processo regular deste fato se conserva no arquivo do arcebispado de Spoleto.” (Marchi, Mons. Luís de . Santa Rita de Cássia. 17ª ed. Editora Paulus. 1994. pg 110 à 112)
Hoje, o corpo de Santa Rita, repousa em uma urna de cristal na Basílica da Cássia onde é visitado diariamente.

CANONIZAÇÃO

O processo de canonização se deu 453 anos após sua morte, 272 anos após sua beatificação. Três milagres aconteceram antes da canonização:
Cura instantânea de Elisabet Bergamini de 7 anos;
Cura de Cosme Pelegrini, com 70 anos ( viu em sonhos Santa Rita e curou-se);
Cura de uma religiosa Clara Isabel Garófalo, monja do mesmo convento de Santa Rita. Estava a religiosa acamada e ouviu a Santa dizendo-lhe: “levante-se!”
Estes três milagres foram aprovados e assim a canonização de Rita ocorreu no dia 24 de maio de 1900, sendo o Papa Leão XIII quem incluiu Santa Rita de Cássia na lista de todos os santos da Igreja.

(Fonte: http://www.santuariosantaritadecassia.net/)

Busque a maturidade espiritual

Nossos triunfos espirituais, muitas vezes, brotam com o sacrifício e a dor. Esse triunfo é estar na presença de Deus, independentemente da sua tristeza, da sua doença ou da sua depressão.

O pior fracasso espiritual que pode nos atingir é retirar Deus de nossa vida. E isso acontece quando idolatramos e adoramos falsos deuses. Na primeira leitura de hoje foi essa a experiência que o povo de Deus viveu, quando optou pelo imediatismo, buscando as respostas no Senhor só quando lhe era conveniente.

Talvez você, nesse tempo de Quaresma, também já tenha experimentado o imediatismo, abandonando Deus e buscando as respostas em outros lugares. Talvez você já tenha abandonado sua penitência e se desviado do propósito que é viver a fidelidade ao Senhor.

Mas esse fracasso só vem quando somos imaturos espiritualmente, porque ainda vivemos na dependência total d’Ele, esquecendo que Deus caminha à nossa frente nos guiando.

A vida espiritual passa por “noites escuras” e por “desertos”. Haverá dias em que você não terá vontade de sair de sua cama e ir à Santa Missa, mas, mesmo assim, você vai por uma decisão sua, por amor a Deus, porque compreende que na Celebração Eucarística você viverá um encontro com Ele. Essa pessoa, sim, pode dizer que atingiu a maturidade espiritual que o Senhor espera de Seus filhos.

Não podemos ficar presos ao passado, assim como o povo de Deus, que voltou a adorar um falso deus; pois ao agirmos assim, não seremos capazes de chegar à nossa “terra prometida”.

O imediatismo, a dependência espiritual [ao mal] e a prisão ao passado fazem de nós um povo fracassado. E quando nos deparamos com isso, estamos a um passo do sincretismo religioso, buscando aquilo que nos é cômodo só para ir ao encontro do que nos é conforável.

Não misture a sua fé com nada! Viva a sua fé pura, assim como a recebeu da Igreja! Defenda os seus valores, e isso precisa começar dentro do seu lar. Somos chamados a adorar a um só Deus, Aquele que é único e verdadeiro.

Moisés, no Evangelho de hoje, é a prefiguração do Cristo, que desce de Sua condição de intimidade com Deus para acolher o Seu povo corrompido pelo pecado. Assim Jesus fez, deixando Sua divindade, sendo obediente ao Pai e se entregando na cruz para nossa redenção.

Talvez o Altíssimo hoje esteja se queixando, assim como fez com Moisés, em relação a nós. Porque colocamos inúmeras coisas no centro de nossas vidas, mas nunca Aquele que deveria ser nossa prioridade. Nós assumimos a idolatria trocando Deus Pai, que foi capaz de dar o único Filho para nos salvar.

Mas, mesmo assim, Deus não nos abandona, Ele faz com que Sua misericórdia seja maior do que qualquer erro que podemos cometer.

Tudo parte do mistério da cruz. Deus Pai já se esqueceu de todos os erros que você cometeu, não importam mais. Mesmo as infidelidades que cometeu contra Ele, e em Jesus Cristo, redimiu todos seus pecados. Já não há mais “vales escuros”! Só dias claros. Creia nas promessas de Deus e permita que sua vida seja impulsionada pelo amor do Pai.

Padre Donizete Heleno

(Canção Nova – http://www.cancaonova.com)

Cruz: heróica lição de amor

Ele havia dado tudo: uma vida ao lado de Maria, em meio aos incômodos e na obediência. Três anos de pregação revelando a Verdade, dando testemunho do Pai, prometendo o Espírito Santo e fazendo todo tipo de milagres de amor.

Três horas na cruz, desde a qual perdoa os verdugos, abre o Paraíso ao ladrão, dá-nos a sua Mãe e, finalmente, seu Corpo e seu Sangue depois de ter-nos dado misticamente, na Eucaristia. Restava-lhe a divindade.

Sua união com o Pai, a dulcíssima e inefável união com Ele, que o havia tornado tão potente na terra, como Filho de Deus, e ainda na cruz mostrava sua realeza, este sentimento da presença de Deus, devia ir desaparecendo no fundo de sua alma, até não senti-lo mais; separá-lo de algum modo d’Aquele do qual disse que era uma só coisa com Ele: «O Pai e eu somos um» (Jo 10, 30). Nele, o amor estava anulado, a luz apagada; a sabedoria calava.

Ele se tornava nada, então, para tornar-nos partícipes do Todo; verme da terra (Salmo 22, 7), para tornar-nos filhos de Deus. Estávamos separados do Pai. Era necessário que o Filho, no qual todos nos encontrávamos, provasse a separação do Pai. Tinha de experimentar o abandono de Deus para que nós nunca mais nos sentíssemos abandonados. Ele havia ensinado que ninguém tem maior caridade que aquele que dá a vida pelos amigos. Ele, a Vida, dava tudo de si. Era o ponto culminante, a expressão mais bela do amor.

Seu rosto está detrás de todos os aspectos dolorosos da vida; cada um deles é Ele.
Sim, porque Jesus que grita o abandono é a figura do mundo: já não sabe falar.

É a figura do cego: não vê; do surdo: não ouve.
É o cansado que se queixa.
Aparece a desesperança.
É o faminto de união com Deus.
É a figura do desiludido, do traído, parece ter fracassado.
E medroso, tímido, desorientado.

Jesus abandonado é a treva, a melancolia, o contraste, a figura de tudo o que é raro, indefinível, que parece monstruoso, porque é um Deus que pede ajuda. É o solitário, o desamparado. Parece inútil, um descartado, transtornado. Podemos vê-lo em cada irmão que sofre. Aproximando-nos dos que se parecem com Ele, podemos falar-lhes de Jesus abandonado.

Aos que se descobrem semelhantes a Ele e aceitam compartilhar seu destino, Ele se converte, para o mundo, na palavra; para quem não sabe, a resposta; para o cego, a luz; para o surdo, a voz; para o cansado, o descanso; para o desesperado, a esperança; para o separado, a unidade; para o inquieto, a paz. Com Ele, as pessoas se transformam e o absurdo da dor adquire sentido.

Ele havia gritado o porquê, ao qual ninguém havia dado resposta, para que tivéssemos a resposta a cada porquê.

O problema da vida humana é a dor. Qualquer tipo de dor, por mais terrível que seja, sabemos que Jesus o fez seu e transforma, por uma alquimia divina, a dor em amor.

Por experiência, posso dizer que apenas nos alegramos por uma dor para ser como Ele e depois continuamos amando fazendo a vontade de Deus; a dor, se é espiritual, desaparece, e se é física, converte-se em jugo suave.

Nosso amor puro em contato com a dor a transforma em amor; de certa forma a diviniza, quase continuando em nós – por assim dizer – a divinização que Jesus fez da dor.

E depois de cada encontro com Jesus abandonado, amado, encontro Deus de um modo novo, mais face a face, mais evidente, em uma unidade mais plena.

A luz e a alegria voltam e, com a alegria, a paz, que é fruto do Espírito.

A luz, a alegria, a paz que nascem da dor amada causam impacto e conquistam as pessoas mais difíceis. Pregados na cruz se é mãe e pai de almas. A máxima fecundidade é o efeito.

Como escreve Oliver Clément, «o abismo, que por um instante abriu aquele grito se vê cumulado pelo grande sopro da ressurreição».
Anula-se qualquer tipo de desunião, a separação, e as rupturas são curadas, resplandece a fraternidade universal, há lugar a milagres de ressurreição, nasce uma nova primavera na Igreja e na humanidade.

Fonte: Zenit

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

Jesus experimentou a solidão

Estou como o pelicano do deserto, como pássaro solitário no telhado. E me deixareis sozinho: mas não estou só, porque o Pai está comigo”. (Salmo 102,7.8; João 16,32).

Ele era “como o pássaro solitário no telhado”. Nesses termos é ilustrada uma das características da personalidade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amava os homens e andava entre eles, mas exatamente por causa de Sua perfeição, foi incompreendido e rejeitado. Ainda outros versículos demonstram Sua solidão: “E cada um foi para sua casa. Jesus, porém, foi para o Monte das Oliveiras” (João 7,53; 8,1). “O Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Lucas 9,58). Seu povo não O reconheceu como o Messias prometido (João 1,10-11). Seus próprios discípulos O compreendiam muito pouco.

Nessa solidão Jesus Cristo vivia próximo de Seu Deus e Pai. “E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só porque eu faço sempre o que lhe agrada” (João 8,29). Contudo, por causa de nossos pecados, os quais foram expiados, teve de ser desamparado por Deus durante as três horas de total escuridão na dolorosa cruz. Porém o Senhor Jesus permaneceu perfeito em Seu amor.

Por isso, se tivermos de atravessar a dor e a solidão, pensemos no Senhor Jesus. Ele passou por circunstâncias semelhantes e sabe o que sentirmos. Ele está vivo e nos ama. Muitos cristãos têm experimentado isso. Quando estava na prisão, o apóstolo São Paulo escreveu: “Ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam… Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me” (2 Timóteo 4,16-17). Ao confiarmos nEle, passaremos a conhecê-Lo como o nosso Senhor e Salvador, e a Deus como o nosso Pai que nos ama e jamais nos abandona.

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)