Reconciliai-vos com Deus – Convite a experimentar a Misericórdia

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Estamos nos aproximando da Semana Santa. O tempo da Quaresma, como caminhada de conversão e penitência rumo à Páscoa, tem como um belo e importante sinal visível dessa caminhada de “metanóia” a celebração do sacramento da Penitência. Somos chamados a fazer a experiência da misericórdia de Deus em nossas vidas. Para isso, somos iluminados pela Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo para que, aprofundando a nossa realidade de pecado, experimentemos ainda mais a graça que nos vem pelo amor derramado em nossos corações em Jesus Cristo, nosso Senhor.

O pecado é o ato voluntário de quem se afasta da comunicação com a graça divina. Mas o sacramento da Reconciliação, ou Confissão, como também se pode chamar, vem reatar os laços da pessoa com Deus. Quando Jesus inicia sua vida pública, anuncia um convite à penitência: “porque o Reino de Deus está próximo”. Isto já se dá no momento do seu batismo, e, convida o precursor, São João Batista, para que continue nesta pedagogia divina. Sabemos que as consequências do pecado vão longe, não só em nossas vidas, mas também na própria vida social.

A Penitência é a ação que nos conduz a uma vida nova e a viver em oração e fidelidade ao Evangelho e, por isso, somos chamados a uma vida de conversão para prevenir contra as faltas no futuro. Podemos ver nas cartas paulinas quão inúmeras vezes o Apóstolo Paulo exorta as comunidades à reconciliação. Vale lembrar das consequências do pecado na vida da pessoa humana, nos relacionamentos e no próprio tecido social.

A Igreja recomenda confessar-se pelo menos pela Páscoa da Ressurreição, mas este sacramento deve ser buscado sempre que houver alguma transgressão à Lei Divina. Ou seja, pelo exame de consciência, o ser humano saberá da necessidade de buscar a reconciliação. Quanto mais somos iluminados pela Palavra e quanto mais perto do Senhor, mais enxergamos nossos pecados. Deus não condena o pecador, mas repudia o pecado. Basta recordar o capítulo 15 de São Lucas e tantos outros trechos do Evangelho, que nos falam da alegria do pecador arrependido. Deus é sempre justo e misericordioso, e como Pai bondoso sempre espera o retorno de seu filho amado, obra de Sua vontade para você existir no mundo. Lembre-se: você é querido, amado e pensado por Deus! O retorno ao amor de Deus transforma os corações, os pensamentos e comportamentos daquele que caminha como uma nova pessoa, deixando para trás tudo o que fazia parte do velho homem.

Pela razão e pela fé, vemos no pecado o pior dos males; por isso há a necessidade de conversão e reconciliação, na busca do sacramento da Confissão, que religa a alma humana à graça divina. Na prática, após a confissão, o penitente deve ter a clara consciência de suas atitudes e/ou lugares que põem sua alma em risco. A nova vida o leva a ter novas atitudes.

Às vezes acontece que numa confissão regular, mensal, por exemplo, o “penitente” possa ficar preso em um impasse. Isso ocorre quando se nota que na confissão a rotina dos pecados é a mesma. Ele tem uma boa vontade, ele vê seus pecados, sempre se arrepende, e decide melhorar. E até agora nada. Cada vez é a mesma coisa. Esta situação pode causar frustração. Pois nada realmente mudou na minha vida espiritual? E o penitente se questiona: Eu sou moralmente tão corrupto? Ou talvez eu seja apenas um que não sirvo para nada?

Cada momento é uma nova oportunidade de caminhada, na direção à comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs. Torna-se necessário rever nosso estilo de vida. Encontrar as raízes de nosso pecado. É importante rezar todos os dias e, para isso, é necessário intimidade, um lugar que é o meu espaço pessoal para o encontro com Deus e comigo mesmo. Tendo um lugar de oração é mais fácil manter a regularidade e o tempo de meditação e reflexão. São Bento sempre dizia “Ora et labora”, que quer dizer: “oração e trabalho!”

E quem pode se esquecer do momento em que Jesus, pregado na cruz, dialoga com um famoso ladrão também pregado ao lado dele? “Mestre, quando estiver no Reino de Deus, lembra-se de mim!” e Jesus responde: “Ainda hoje estarás no paraíso comigo!” Existe maior prova de amor e misericórdia que isso? Mesmo sangrando e perfurado pelos pregos, lá na cruz, Jesus estende seu gesto de misericórdia. Daí, podemos perceber como que, de fato, o amor de Deus se estende e sua misericórdia transcende. E o soldado, aos pés da cruz, que exclama: “Este Homem é, de fato, o Filho de Deus!”

Por isso, o rito da Confissão é um ato que leva à justiça para com Deus, nos reincorpora em Jesus, retomando a nossa veste batismal, pois somos unidos como ramos à videira pelo próprio sacramento do Batismo.

Caríssimos, estamos já bem próximos da Páscoa do Senhor. Em todo o mundo é um período privilegiado para a aproximação ao sacramento da confissão. Não deixe de visitar sua paróquia ou comunidade e verificar o calendário dos mutirões de confissão. Reconciliação com Deus, neste sacramento, é o abraço Dele de acolhida ao filho ou filha. Sinta, depois disso, o alívio em seu coração e comungue com leveza de coração!

Santa Páscoa a todos! Rezem pela nossa santa Igreja e pelo nosso Papa Francisco, neste novo período que iniciamos. Deus dê a todos uma santa continuação da Quaresma e os abençoe!

Dom Orani João Tempesta
Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro

Fonte: Canção Nova – http://www.cancaonova.com

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Somos amados e podemos amar!

“O amor de Cristo nos constrange!” (2 Cor 4, 7). É esse amor que nos faz ficar de pé e reconhecermos que nossa meta é o céu. Assim, somos chamados a entregarmos livremente a vida no serviço aos irmãos, amando o Senhor em cada um. Isso não se dá por uma teoria, mas de forma muito concreta. Precisamos caminhar na via das virtudes extraindo força para vencermos o homem velho com seu egoísmo e individualismo. Só então é possível ser para os outros, testemunha feliz da nossa frutífera comunhão com Deus. A vida nova é dom de Deus e exige a nossa adesão, cultivo e perseverança. “Para exaltá-lo redobrai as forças e não vos canseis, pois não chegareis ao fim” (Eclo 43, 30).

Na vida cristã existe o aspecto da luta interior tão comum aos místicos, aos que querem fugir das ocasiões para praticar o mal e o pecado. A luta é necessária e pode trazer benefícios como diz Amedeo Cencini: “A luta religiosa, no entanto, é caracterizada pelo encontro e pelo confronto com Deus. (…) é luta sadia em relação ao desenvolvimento do homem, porque ninguém pode pedir ao homem aquilo que Deus lhe pede, ou seja, o máximo, a fim de que seja plenamente aquilo que é chamado a ser; é luta salutar entre as exigências de um Deus que primeiro dá tudo o que pede depois, e o medo do homem que hesita em se confiar, ou entre o amor gratuito de Deus e a pretensão ilusória do homem de merecer o amor; luta benéfica de quem é, de alguma forma, confrontado com a obstinada benevolência divina, com aquele Deus que fere e depois cura” (1).

Muitas das vezes as nossas constatações interiores fazem-nos sofrer, sem dúvidas, porque o processo do autoconhecimento não é fácil assim. O primeiro passo de cura é sempre o reconhecer e assumir termos tal fragilidade e começarmos um processo de cura, reconciliação e nova maneira de interpretarmos a situação. Tudo isso deve ser feito à luz da graça de Deus.

Dentro da sinagoga com Jesus e os presentes, imagino que tenha sido muito difícil para o homem da mão seca ir até o meio da sala diante de todos, após ser chamado por Jesus. O homem arriscou toda confiança em Jesus, atendendo o seu convite e expondo sua mão deficiente para ser curada. Ele correu o risco de ser ridicularizado, de ser um fracasso e assim vir a perder a fé como única segurança que tinha na sua vida. O homem da mão seca foi curado e uma nova vida começou naquele dia. Nada nesta vida pode ser vivido sem risco! O amor é exigente! Como disse de maneira tão profunda o Papa João Paulo II: “O amor torna fecunda a dor e a dor aprofunda o amor. Quem ama de verdade não recua diante da perspectiva de sofrimento: aceita a comunhão na dor com a pessoa amada” (2). Isso acontece com Deus, com os irmãos, com os amigos e com os homens.

Reconhecer-se como dom de Deus para os que nos querem bem, para os amigos, para os irmãos e para aqueles que, de certa forma, Deus quer que os sirvamos através da nossa vida e daquilo que nos foi confiado, é uma necessidade que exige confiança primeiramente em nós mesmos, pois Deus está conosco. Uma coisa é certa: as graças nas nossas vidas são sempre maiores que todos os desafios, como diz São Paulo: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5, 20). Reconhecer-se um dom é vital e indispensável para a vida. Quantas pessoas sofrem o definhamento das virtudes e da prática do bem, acabrunhados e tristes, porque foram feridos na autoestima, naquela certeza de que somos amados e que podemos amar, não obstantes nossas fraquezas.

Temos nossas fragilidades, limites, quedas e aspectos que precisam crescer, no entanto, não somos somente mazelas; Deus nos livre da tentação de pensar assim. Somos um dom maravilhoso que saiu do coração de Deus! Às vezes o erro nos deixa tristes porque nos vemos despidos, descobertos nas nossas fragilidades e limitações e, por tantas vezes não vivê-las em Deus, acabamos projetando nossas fraquezas nos outros. O amor de Deus é misericórdia, é justiça, é consolo, é plenitude. Somos capazes de amar gratuitamente, fazer o bem e servir aos outros.

Quando nos encontrarmos desanimados façamos memória e renovemos o amor de Deus nas nossas vidas. O Seu amor nos constrange sempre porque é sempre uma grande novidade. Este amor nos é primeiramente renovado mediante à Sua Palavra de Salvação. Tão belas são as palavras do profeta Jeremias: “Ao encontrar tuas palavras, eu as devorava. Tua palavra tornou-se meu gozo, e alegria para o meu coração. Teu nome foi proclamado sobre mim” (Jr 15, 16). Mais na frente um outro expresso exatamente o que acontece conosco quando estamos feridos, cansados ou mesmo na tentação de desistir da luta: “Quando eu digo, Senhor, não quero mais tocar no assunto, não falarei mais no seu nome, então a tua Palavra se transforma num fogo que me devora por dentro, não consigo contê-lo, sou inflamado e renovado” (Jr 20, 9).

Confiemos-nos diariamente à Virgem Maria, Mãe e Mestra do Amor. Nossa Senhora é o caminho mais seguro até o coração de Cristo, pois ela, mais do que ninguém, soube viver tão fecundamente suas alegrias e suas dores sem perder a esperança. Ela é também a Mulher da Palavra, pois guardou em seu coração todos os desígnios do Senhor. Toda a sua vida foi uma oferta de amor, doação, saída de si mesmo para servir aos outros. Ensina-nos, Mãezinha, a vivermos nesta certeza existencial de que somos amados e podemos amar.

Notas do Texto:

1- Amedeo Cencini. Quando Deus chama, p. 28-29, São Paulo, Paulinas, 2004.
2- Sua Santidade, Papa João Paulo II. Homilia por ocasião da canonização de Edith Stein, outubro de 1998.

Antonio Marcos

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

Onde mora a felicidade?

O fim da vida cristã é nos conduzir à felicidade. Esta é a nossa vocação. Deus nos pede para deixá-lo nos fazer felizes.

É verdade que às vezes temos medo de ser felizes. E é justamente aí que somos atingidos pela infelicidade, por acharmos impossível ao homem ser feliz. Encontrar o Cristo é encontrar a alegria e a coragem para ser feliz. A aspiração à felicidade é nutrida no fundo do nosso coração, os obstáculos exteriores e interiores parecem nos impossibilitar o acesso. O primeiro dentre eles somos nós mesmos. Nehru (primeiro presidente da Índia) disse um dia: “Eu tenho três inimigos. Meu primeiro inimigo é a China, o segundo é a fome e o terceiro sou eu mesmo”. Geralmente fabricamos para nós uma imagem de felicidade perfeita: uma carreira profissional de sucesso, uma bela família, uma casa ideal, muito dinheiro… Esta imagem é reescrita a cada dia quando nos olhamos no espelho. Guardamo-la em segredo, como um retrato de nós mesmos, e lutamos, com todas as nossas forças, para coincidir com essa imagem. Na verdade, para alcançar a felicidade que tanto desejamos, é necessário ir além dos obstáculos, responder a diversas questões das quais a primeira é: “Onde está a felicidade?”.

Nosso coração, um tabernáculo
A felicidade está primeiramente inscrita no fundo de nós mesmos. Não a procuremos fora de nós! Santo Agostinho, que viveu um momento caótico na sua existência, diz em seu livro “Confissões”: “Tarde te amei, durante muito tempo te procurei fora de mim e Tu estavas dentro de mim, próximo de mim, no interior de mim mesmo”. É o que a Bíblia chama de coração: a felicidade reside no coração. Se o nosso coração não é o primeiro a ser agarrado pela felicidade, não poderemos jamais ser felizes em todas as dimensões do nosso ser.

Somos assim levados a nos perguntar em que consiste a felicidade. A felicidade consiste em se unir a Deus! A felicidade é Deus! “Tu és meu Deus, eu não tenho outra felicidade senão em Ti” (Sl 15,2). Deus, que é fonte de nós mesmos, quis nos encontrar no nosso coração. O profeta Isaías escreve: “Escreverei minha lei em vosso coração, mudarei vosso coração de pedra, eu vos darei um coração de carne”. É a vontade mais profunda de Deus encontrar nosso coração como um tabernáculo onde Ele possa morar. Não uma residência pontual, de passagem, mas uma presença intensa e permanente através da qual Ele nos dá sua alegria. Ele age com sua presença viva. Deus quer habitar nosso coração e estender sobre ele toda sua “atividade”, toda a sua vida.

A terceira questão que precisamos resolver em relação à felicidade é conhecer a sua natureza. A felicidade é amor. Nós somos feitos para amar e para sermos amados. Toda a obra de Jesus é mostrar que Deus é Amor. É a definição de Deus dada por São João. É um amor extraordinário. A maior tentação do cristão é duvidar do extraordinário amor de Deus, é dizer: “O Bom Deus nos ama de maneira simpática e bondosa”. O amor de Deus é um amor extraordinário, vai além de tudo que o homem pode conceber, imaginar ou mesmo desconfiar. É um amor excepcional que se deposita em nosso coração. É um amor pessoal. Deus nos ama como somos, com toda a nossa história.

Recentemente vi, dentro de um trem, um mulçumano estender seu tapete e se colocar em oração de joelhos. Que audácia poder orar assim a Deus, que senso de sua grandeza e majestade! Mas a missão específica do cristianismo é revelar que Deus ama cada homem. “Tu és precioso a meus olhos”. Não existe nenhuma concorrência entre Deus e o homem. Se o que damos ao homem não nos priva de Deus. O amor do homem participa do amor de Deus. Tudo que toca, atinge ou fere o coração do homem tem importância para Deus. Tudo que é feito para o homem participa do amor de Deus.

A terceira característica deste amor é a misericórdia; Deus nos ama como somos. Tive a alegria de encontrar Marta Robin no dia em que completei 20 anos. Eu lhe falei da minha dificuldade de seguir o Senhor. Ela me contou esta pequena história da vida de São Jerônimo (Século IV), que traduziu a Bíblia do grego para o latim: “Um dia, o Senhor se manifestou a ele, que trabalhava em uma gruta em Belém: ‘Jerônimo, o que tu me ofertas?’ Jerônimo reflete: ‘Senhor, eu te oferto todo o meu passado, tudo o que fiz depois da minha conversão…’ Mas o Senhor lhe repete: ‘Jerônimo, o que me tu ofertas?’. Jerônimo reflete: ‘Senhor, eu te oferto todo meu presente, todo este trabalho de exegese para melhor conhecer tua Palavra’. ‘Jerônimo, o que tu me ofertas?’ Jerônimo, todo constrangido: ‘Senhor, eu te oferto todo o meu futuro, todos os meus projetos’. ‘Jerônimo, o que tu me ofertas?’ (Silêncio de Jerônimo) Jesus o olha e diz: ‘Jerônimo, oferta-me teus pecados’.”

Quando nos aproximamos de Deus, chegamos com nossos méritos, nosso trabalho, tudo que vamos fazer, o melhor de nós mesmos. Todas essas coisas o Senhor conhece. O que Ele vem procurar, não são as nossas qualidades e méritos, mas nossos pecados e pobreza. A missa começa por “Senhor, tende piedade”. Jesus veio, como Ele mesmo disse, para curar os doentes. Deus é amor misericordioso. A misericórdia é o movimento do coração que se inclina em direção à miséria. Os grandes santos têm consciência desta misericórdia porque têm consciência da sua pobreza. Quanto mais crescemos na santidade, mais sabemos que não somos nada. O santo não é aquele que não comete mais pecado (ele se considera o maior dos pecadores), mas aquele que sabe que a misericórdia é maior do que qualquer pecado. A misericórdia de Deus é como uma torrente transbordante que leva tudo a passar – diz o Cura d’Ars.

Enfim, não se pode ser feliz sozinho. Logo, se estou feliz comunico minha felicidade. Pensemos na Bíblia, a alegria de Maria que canta seu Magnificat e faz sua alegria visitar Isabel, levar-lhe a boa nova. A alegria, por definição, é comunicativa. O homem é um ser social. Desde a criação o homem não é só. Ele é chamado à existência como homem e como mulher, na dimensão do casal. O homem e a mulher não podem se realizar sem a dimensão de comunhão, porque Deus é comunhão de pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo) e o homem é imagem de Deus.

Como empregar a felicidade?
A felicidade está dentro de nós, é união a Deus, é amor, é comunhão. Mas como esperar essa felicidade? Em outros termos, qual é o modo de empregar a felicidade?

Se está inscrita em nós, nossa vida vai consistir em estender essa presença irresistível de Deus em nós. Por Ele vencemos todos os obstáculos: nossos medos, incertezas, ilusões, pecados, feridas. Um dia Celina, irmã de Santa Teresinha, lhe diz: “Quando te vejo, eu vejo tudo o que me resta adquirir”. Responde Teresinha: “Oh não, não diga adquirir, mas perder!”

O nosso desejo de encontrar a Deus é bom, mas não deve nos fazer esquecer que é primeiro Deus que nos encontra. A felicidade consiste em deixar Deus vir a nós. Isto implica uma atitude de despojamento. Estamos prontos para deixar Deus conduzir a nossa vida?

Se compararmos nossa maneira de conduzir nossa existência com a condução de um carro, estamos prontos para dar o volante ao Senhor, a fim que Ele tome a direção de nossa existência? Às vezes oramos o Pai-Nosso da seguinte maneira: “Pai-Nosso que estais no céu… seja feita a ‘nossa’ vontade…” e estamos prontos a fazer jejum e ascese para que esta oração se realize. E pedimos, de todo coração, ao Senhor que faça a nossa vontade, e nossa vontade é muito simples, é querer segui-lo conduzindo nós mesmos o nosso carro. Mas Jesus orou dizendo: “Que a tua vontade seja feita”. Isso implica em aceitar que o Senhor dirija nossa existência, que Ele nos conduza à felicidade. Isso implica abandonar nossas idéias sobre a maneira de chegar à felicidade e pedir ao Senhor que seja Ele que dirija, oriente e organize nossa vida.

Aceitar depender de Deus
Para viver esse abandono darei uns pequenos conselhos, simples e fundamentais.

Antes de tudo, uma conversão profunda de coração. No Salmo 1, que começa com “Feliz o homem”, a Bíblia confirma que o homem é feito para a felicidade e o salmista mostra duas vias: a dos ímpios – que procuram a felicidade nos seus desejos e paixões e a Bíblia os compara a folhas que são levadas pelo vento. Esta via não conduz à felicidade – e aquela que reclama precisamente uma conversão, a via do justo, que segue a lei do Senhor.

Nos convertemos quando descobrimos que a nossa felicidade consiste em aceitar depender de Deus. Não podemos ser felizes simplesmente aos pés de nossas idéias e paixões. É verdadeiramente uma conversão porque temos medo de depender de Deus, de perder nossa liberdade. A resposta ao Senhor é simples: “Quanto mais você depender de mim, mais você será livre”.

É preciso ainda se colocar na escuta da Palavra de Deus. Ela é ajuda preciosa para discernir e depois construir nossa vocação. Na oração, com efeito, nos abandonamos em Deus: a oração é, por definição, um abandono da nossa atividade, do nosso agir.

Para entrar na felicidade que Deus nos destina, é preciso crer que a felicidade é possível, que fomos criados para ela. Peçamos ao Senhor que nos conduza. Para isso, deixemos que Ele entre profundamente em nossa vida. Não desejando com palavras, mas, no silêncio do nosso coração, de uma maneira muito pessoal, dando nosso consentimento total em deixar o Senhor agir em nós e nos dirigir. Acolhamos esta dependência de Deus, ela nos levará à verdadeira felicidade.

Dom Dominique Rey – Bispo de Fréjus/Toulon – França

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

São João Maria Vianney

São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes, nasceu em 08 de maio de 1786, na França, numa cidade perto de Lyon.
Desde sua infância trazia em si um grande amor à Virgem Maria, quando pequeno ganhou de sua mãe uma imagem de Nossa Senhora da qual ele nunca se separava, onde quer que fosse, a levava consigo.
São João Maria Vianney tinha um amor preferencial pelos pobres, pelos abandonados, pelos excluídos, e a todos que encontrava pelas ruas, bosques, levava-os para casa, e seus pais admirados da sua caridade, à todos acolhiam.
Aos 13 anos fez sua primeira comunhão, e nesse dia em oração, disse a Deus e a si mesmo: Eu serei Padre! Eu serei Padre!
Trazia em si o desejo de ser padre, mas tinha muitas dificuldades com os estudos. Foi rejeitado três vezes no seminário, mas com a ajuda do padre Balley, teve uma segunda chance, e com grande esforço, venceu todos os desafios, e foi então ordenado, após se tornar sacerdote permaneceu como padre auxiliar ao lado do tão querido padre Balley, tempo onde pode rever a Teologia, e em seguida foi enviado como pároco para a cidade de Ars, onde ficou até sua morte.
A cidade de Ars, vivia uma grande indiferença referente à religião. São João Maria Vianney ao perceber o combate espiritual, pôs-se em luta, suas armas foram a oração, a penitência e as homilias.
Fixou residência na matriz e sua primeira ocupação era rezar pela conversão dos seus paroquianos. Desde a manhã à noite, com pequenas interrupções, ficava de joelhos diante do altar do Santíssimo Sacramento.
Em suas homilias, sempre denunciou o pecado, e proclamou a salvação em Nosso Senhor Jesus, e aos poucos pode ver a conversão dos habitantes de Ars.
São João Maria Vianney sofreu perseguição da parte dos homens, e também um grande e árduo combate espiritual, este combate durou cerca de 35 anos, a noite o santo sofria com pesadelos assustadores e até mesmo ataques diretos do demónio.
Sempre apoiado na graça divina, e recorrendo à especial proteção da Virgem Maria, São João Maria Vianney, saiu vitorioso de todos os assaltos do maligno.
A vida, a pregação, a humildade do santo pároco de Ars, começaram a atrair fiéis de todas as partes da França e do mundo, que desejavam ouvir o santo pároco e se confessar. Por duas vezes, para poder se isolar um pouco, e estar a sós com Deus, São João Maria Vianney tentou deixar a paróquia, mas os fiéis não permitiram indo o buscar e o levando de volta para a Igreja.
Em 04 de agosto de 1859 faleceu, foi beatificado por São Pio X, em 5 de janeiro de 1905, e canonizado por Pio XI no dia 31 de maio de 1925.
Seu corpo repousa na Igreja dedicada à Santa Filomena, sua santa de devoção, na cidade de Ars.
A cidade é hoje um dos grandes lugares de peregrinação no mundo.

São João Maria Vianney, rogai por nos!

(Canção Nova – Ana Meneses, missionária da Canção Nova na França)

Selo Dominus Vobiscum 2011

Partilho com vocês, caros amigos e amigas do Sintonia, uma grande alegria!

O Sintonia foi um dos Blogs premiados com o Selo Dominus Vobiscum 2011 pelo Blog Dominus Vobiscum!

“Sempre no período de novembro e dezembro de cada ano, o Blog Dominus Vobiscum promove uma premiação para incentivar os blogueiros e internautas católicos: A distribuição do Selo Dominus Vobiscum. Esta premiação visa incentivar os blogueiros que mesmo na luta do dia a dia, continuam perseverantes, acreditando na força da evangelização pela internet.” (Saiba mais sobre o Selo Dominus Vobiscum)

Bom, gratidão a Deus que do meu pouco (quase nada), aqui no Sintonia, realiza o Seu muito! E gratidão também ao Cadú, pela iniciativa de promover uma maior comunhão entre blogs e internautas católicos e assim incentivar para que juntos perseveremos até o fim na evangelização, no anúncio do Cristo Ressuscitado e da Sua Igreja pelas redes sociais!

Confira a lista de blogs premiados com o Selo Dominus Vobiscum 2011:

http://domvob.wordpress.com/2011/12/30/confira-a-lista-dos-ganhadores-do-selo-dominus-vobiscum-2011

Tudo pela evangelização!
Deus nos abençoe!

Lara Vaz

Beleza e importância da castidade

Gostaria de partilhar com vocês sobre a beleza e a importância da castidade. E dizer que realmente viver a castidade permite-nos percorrer um caminho seguro para o amor e para a felicidade plena.

Deus quando criou o Homem o fez à sua imagem e semelhança, por isso, quando olhamos para o ser humano deveríamos enxergar a imagem de Deus, e lembrar que o sobrenatural se apóia no natural. O Ser humano foi criado para eternidade, foi criado para amar. Criado para estar em comunhão com seu criador.

Deus nos fez livres para tornar-nos Seus filhos e não para tornar-nos escravos… infelizmente pela desobediência, o homem outorgou seu poder ao maligno, destruindo a pureza. Mas Deus, na sua infinita bondade e misericórdia vem até nós, através de Jesus Cristo (o novo Adão), nos resgatando e nos capacitando através da graça santificante recebida no batismo. Devolvendo-nos a vida eterna e a santificação do nosso corpo.

Nosso corpo é capaz de expressar através de nossos gestos, palavras, olhares… o amor de Deus. Tal importância tem nosso corpo, que nosso amado e saudoso João Paulo II escreveu durante 10 anos, 129 catequeses sobre a Teologia do Corpo (um chamado para o amor).

Nosso corpo é templo do Espírito Santo, como diz São Paulo em 1 Cor 6, 12-20. Através do nosso corpo, manifestamos Deus… O amor de Deus se revela na vida matrimonial, na vida sacerdotal, na vida consagrada… O casal é sinal de comunhão, nos lembrando do amor de Deus para com sua Igreja, Jesus o esposo e a Igreja a esposa.

Nossa solidão originária nos aponta para o Céu, e nossa comunhão originária nos aponta para o verdadeiro banquete. Por isso, o amor esponsal é livre, total, fiel e fecundo. O celibatário é sinal do próprio Cristo, sinal do esposo que se doa totalmente pela sua igreja.

Deus nos devolveu o potencial de vivermos a castidade. Que maravilha!!! Que boa notícia!!!
Podemos descrever a Castidade como um caminho seguro que nos leva a Deus… um caminho estruturado na verdade e na responsabilidade, onde flui livre rumo a felicidade.

Castidade é viver a vontade de Deus!!! É assumir os interesses do Reino de Deus! Muitos entendem que a castidade é não fazer sexo… mas… vejamos o que significa a palavra castidade:

Modo de ser casto! Casto é ser puro, sem mescla, é aquele que se abstém de relações sexuais ilegítimas ou imorais. Veja bem, viver a castidade é fazer sexo dentro do plano de Deus. Castidade engloba , um conjunto de virtudes… (fidelidade, honestidade, fraternidade, serenidade…)

Podemos exemplificar como uma rosa… ela é um conjunto de pétalas , por isso se torna tão bela … assim, a castidade não é só uma virtude, é um conjunto de virtudes… E essas virtudes nos ajudam a controlar nossas vontades… Nos ajudam a ter um domínio sobre nos mesmos… O verdadeiro Homem não é aquele que domina os outros, mas sim, aquele que é capaz de dominar a si mesmo.

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina muito a respeito da castidade.
Na citação 2339 diz exatamente o que acabamos de falar…
Ou o homem domina suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz…
No número 2337 diz: A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu corporal e espiritual… A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação.
Poderia citar aqui muitas frases lindas … mas deixo como tarefa para vocês pesquisar e estudar esta grande riqueza que é o Catecismo da Igreja Católica.
Bem…viver a castidade é fazer a vontade de Deus… E qual é a vontade e o sonho de Deus em relação ao sexo, por exemplo?

O sonho de Deus em relação ao sexo, é aquele realizado entre um homem e uma mulher, validamente casados… E que vivam o objetivo unitivo e procriativo inseparavelmente e que estejam totalmente abertos à vida! Salvo se existir um motivo grave, optando pelo método natural. Não sou eu que estou falando isso… O Catecismo diz a partir do número 2366, o documento da Igreja Humanae Vitae , Vaticano II… Trocando em miúdos, podemos entender o seguinte: O ato sexual expressa o amor de Deus, por isso deve ser livre, total, fiel e fecundo…

Deve ser realizado entre um homem e uma mulher, e jamais entre dois do mesmo sexo… o mesmo sexo não é fecundo, segundo a Palavra Deus abomina ( veja em Levítico 18, 22 ). Estão querendo por meio da ideologia do gênero (ideologia que diz que quem escolhe o sexo é a pessoa a hora que quiser) alterar a natureza sexual do homem e da mulher. Cuidado, porque isso não vem de Deus!!!

O homossexual é muito amado, acolhido como pessoa e filho de Deus, mas não podemos aceitar sua prática sexual, pois não vem de Deus, por isso o homossexual é convidado a se entregar totalmente a Jesus, vivendo uma vida casta, traçando um caminho de santidade com muito mérito por se sacrificar e dominar suas tendências.

O relacionamento sexual deve ser manifestado dentro de um casamento, está claro no nº 2390 do Catecismo da Igreja: O ato sexual deve ocorrer exclusivamente no casamento; fora dele, é sempre um pecado grave e exclui da comunhão sacramental.

O amor humano não tolera a “experiência”. Ele exige uma doação total e definitiva das pessoas entre si. O ato sexual deve ser totalmente aberto à vida… por isso cai por terra todos os métodos anticonceptivos, cai por terra a masturbação,sexo desordenado, sexo antinatural… Todo sexualismo, é considerado imoral. A impureza consciente e consentida é uma grave transgressão a lei de Deus…Em (1Ts 4, 3-8) diz: “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza”.( 1 Ts 4, 3-8 )

A sexualidade deve ser assumida e compreendida como dom de Deus que nos torna seres relacionais no desejo de encontrar alguém que nos complete plenamente e nos leve ao fim derradeiro, a comunhão total com nosso Criador.

Adolescentes e jovens estão sendo muito atacados pela mídia no que diz respeito ao sexo.
Dizem que tudo é normal… incentivam a vida sexual fora do casamento, distribuem camisinhas… como se fosse resolver todos os problemas, promovem a pornografia como se fosse algo certo…
Estão na verdade envenenando os pequeninos, para que não encontrem o caminho seguro e se percam em suas próprias atitudes desordenadas.

Quantos se acostumam a ficar, e não conseguem mais amar… Quantos que nesta história de ficar… acabam pagando um preço altíssimo… doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, e não poucas vezes o aborto. Como Deus se entristece em ver seus filhos se afundando no prazer desordenado…

Este não é o sonho de Deus…Deus quer nossa alegria, quer nossa felicidade, Ele quer a todos, ama a todos, Ele espera que todos se salvem… por isso Ele nos mostra este caminho seguro…
“Renovai sem cessar o sentimento da vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade”.(Ef 4,23-24).

Deus é perdão! Estamos vivendo um tempo de misericórdia! Se arrependa! Arrependimento quer dizer: mudança na forma de pensar… Escolha o verdadeiro caminho, lembre-se que somos criados para eternidade, nossa alma almeja o sobrenatural.

A mente renovada é o resultado de um coração rendido ao Senhor. Só Ele pode lhe dar a Paz, só Ele pode lhe preencher plenamente. Jesus veio oferecer os benefícios de seu mundo a todos os que se rendem ao seu governo. Não perca mais tempo, faça uma boa confissão, sincera e com propósito, Deus purifica e todo aquele que se arrepende!!!

O céu faz festa com um filho que nasce de novo! Não tenha medo, Ele perdoa tudo… aproveite enquanto há tempo…Ele te ama com amor incondicional, ele passa uma borracha em todos seus pecados, acredite no perdão de Deus!!!

Ele te chama para viver a castidade, não importando o que você fez: prostituição, homossexualismo, aborto… Deus não perdoou Paulo, que foi um assassino?

Ele quer você… esta pregação não chegou a você sem propósito…Ele quer você… Cristo é modelo de castidade. Todos são chamados a levar uma vida casta, cada um segundo seu estado de vida .

E como viver a castidade no mundo de hoje?
Vigiando e orando… Em Mt 26,41 Jesus nos aconselha muito bem… “Vigiem e orem para que não sejam tentados”… Vamos dominar nossos sentidos… evitando ver sites pornográficos, leituras indecentes, novelas e filmes que incentivem a imoralidade sexual… lembrando aqui que São Paulo nos exorta, de forma bem explícita, dizendo em suas cartas, para ficarmos longe das imoralidades sexuais, inclusive em Efésios, ele diz que até mesmo conversas e palavras indecentes não nos convém.

Devemos evitar os vícios, que nos causam morte física e espiritual. Por isso temos que fortalecer o espírito… para que a carne não vença!

E quais são os meios para fortalecer nosso espírito? Vida sacramental, vida de oração, ascese e mortificação, saúde, vida em família, vida em comunidade… pois, viver sozinho pode ser perigoso, podemos ser presa fácil!

Aqui … posso dar-lhes um testemunho… Na minha adolescência compreendi o valor da castidade, graças a Deus tive o privilégio de ter um exemplo de pais castos, de um Sacerdote comprometido com o Reino, de uma família e de uma comunidade fortalecida pela eucaristia.
Por isso, e pela Graça de Deus, consegui me manter casta.. mas me lembro que sempre pensei assim e penso até hoje: o que vejo, o que ouço,o que toco, o que como, o que bebo, Jesus faria junto comigo?

Isto me ajudou e me ajuda a viver a castidade, não como um peso, mas sim com leveza, pois quando amamos, não existe fardo, ao contrário se torna uma alegria.

Hoje sou casada, e pela graça divina, com um homem de Deus, que compartilha comigo o mesmo objetivo, de viver a vontade do Pai, buscando a santidade…
claro que temos muitos defeitos, limitações… mas buscamos o céu como meta, contando com a graça de Deus.
Agora, aqueles que não tiveram e não tem exemplo em casa, não tiveram e não tem orientador espiritual, o mérito de vocês será ainda bem maior, por isso agarrem com todas as forças este caminho seguro, não percam sua preciosa vida…
Jesus nos fala bem claro em Mt 16,26: “ O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder sua alma?”

O que nos motiva a viver a castidade?
Precisamos de motivação…não é mesmo?
Porque… um homem motivado vai até a lua, mas um homem desmotivado não atravessa a rua…
Por isso o que nos motiva! O que nos leva a buscar este caminho seguro?

Um amor apaixonado por Jesus Cristo que se fez carne, habitou entre nós, e está vivo!
Uma escolha pelo Reino de Deus, que é o dono de tudo! Uma luta pela eternidade, uma busca pela verdadeira felicidade, sofrendo sim algumas vezes… mas sofrendo junto com Cristo, na cruz de Cristo, abraçando o sacrifício da porta estreita, mas com a certeza da ressurreição!

Claro! Não existe vitória sem luta…
Mas foi exatamente isso que Ele nos disse: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem ! Eu venci o mundo.” (Jô 16,33).

Alegria irmão e irmã!!!

Viver a castidade é maravilhoso! Um caminho de abertura a Deus e ao próximo numa doação de amor… sem medidas!!!

Quem vive a castidade é livre, podemos voar bem alto como águias, correr e não perder nossas forças, andar e não se cansar…
Deus nos abençoe e nos guarde sempre.
Amém!!!

por pregação de Valdirene Carrera, site:castidade.org

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)