Somos amados e podemos amar!

“O amor de Cristo nos constrange!” (2 Cor 4, 7). É esse amor que nos faz ficar de pé e reconhecermos que nossa meta é o céu. Assim, somos chamados a entregarmos livremente a vida no serviço aos irmãos, amando o Senhor em cada um. Isso não se dá por uma teoria, mas de forma muito concreta. Precisamos caminhar na via das virtudes extraindo força para vencermos o homem velho com seu egoísmo e individualismo. Só então é possível ser para os outros, testemunha feliz da nossa frutífera comunhão com Deus. A vida nova é dom de Deus e exige a nossa adesão, cultivo e perseverança. “Para exaltá-lo redobrai as forças e não vos canseis, pois não chegareis ao fim” (Eclo 43, 30).

Na vida cristã existe o aspecto da luta interior tão comum aos místicos, aos que querem fugir das ocasiões para praticar o mal e o pecado. A luta é necessária e pode trazer benefícios como diz Amedeo Cencini: “A luta religiosa, no entanto, é caracterizada pelo encontro e pelo confronto com Deus. (…) é luta sadia em relação ao desenvolvimento do homem, porque ninguém pode pedir ao homem aquilo que Deus lhe pede, ou seja, o máximo, a fim de que seja plenamente aquilo que é chamado a ser; é luta salutar entre as exigências de um Deus que primeiro dá tudo o que pede depois, e o medo do homem que hesita em se confiar, ou entre o amor gratuito de Deus e a pretensão ilusória do homem de merecer o amor; luta benéfica de quem é, de alguma forma, confrontado com a obstinada benevolência divina, com aquele Deus que fere e depois cura” (1).

Muitas das vezes as nossas constatações interiores fazem-nos sofrer, sem dúvidas, porque o processo do autoconhecimento não é fácil assim. O primeiro passo de cura é sempre o reconhecer e assumir termos tal fragilidade e começarmos um processo de cura, reconciliação e nova maneira de interpretarmos a situação. Tudo isso deve ser feito à luz da graça de Deus.

Dentro da sinagoga com Jesus e os presentes, imagino que tenha sido muito difícil para o homem da mão seca ir até o meio da sala diante de todos, após ser chamado por Jesus. O homem arriscou toda confiança em Jesus, atendendo o seu convite e expondo sua mão deficiente para ser curada. Ele correu o risco de ser ridicularizado, de ser um fracasso e assim vir a perder a fé como única segurança que tinha na sua vida. O homem da mão seca foi curado e uma nova vida começou naquele dia. Nada nesta vida pode ser vivido sem risco! O amor é exigente! Como disse de maneira tão profunda o Papa João Paulo II: “O amor torna fecunda a dor e a dor aprofunda o amor. Quem ama de verdade não recua diante da perspectiva de sofrimento: aceita a comunhão na dor com a pessoa amada” (2). Isso acontece com Deus, com os irmãos, com os amigos e com os homens.

Reconhecer-se como dom de Deus para os que nos querem bem, para os amigos, para os irmãos e para aqueles que, de certa forma, Deus quer que os sirvamos através da nossa vida e daquilo que nos foi confiado, é uma necessidade que exige confiança primeiramente em nós mesmos, pois Deus está conosco. Uma coisa é certa: as graças nas nossas vidas são sempre maiores que todos os desafios, como diz São Paulo: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5, 20). Reconhecer-se um dom é vital e indispensável para a vida. Quantas pessoas sofrem o definhamento das virtudes e da prática do bem, acabrunhados e tristes, porque foram feridos na autoestima, naquela certeza de que somos amados e que podemos amar, não obstantes nossas fraquezas.

Temos nossas fragilidades, limites, quedas e aspectos que precisam crescer, no entanto, não somos somente mazelas; Deus nos livre da tentação de pensar assim. Somos um dom maravilhoso que saiu do coração de Deus! Às vezes o erro nos deixa tristes porque nos vemos despidos, descobertos nas nossas fragilidades e limitações e, por tantas vezes não vivê-las em Deus, acabamos projetando nossas fraquezas nos outros. O amor de Deus é misericórdia, é justiça, é consolo, é plenitude. Somos capazes de amar gratuitamente, fazer o bem e servir aos outros.

Quando nos encontrarmos desanimados façamos memória e renovemos o amor de Deus nas nossas vidas. O Seu amor nos constrange sempre porque é sempre uma grande novidade. Este amor nos é primeiramente renovado mediante à Sua Palavra de Salvação. Tão belas são as palavras do profeta Jeremias: “Ao encontrar tuas palavras, eu as devorava. Tua palavra tornou-se meu gozo, e alegria para o meu coração. Teu nome foi proclamado sobre mim” (Jr 15, 16). Mais na frente um outro expresso exatamente o que acontece conosco quando estamos feridos, cansados ou mesmo na tentação de desistir da luta: “Quando eu digo, Senhor, não quero mais tocar no assunto, não falarei mais no seu nome, então a tua Palavra se transforma num fogo que me devora por dentro, não consigo contê-lo, sou inflamado e renovado” (Jr 20, 9).

Confiemos-nos diariamente à Virgem Maria, Mãe e Mestra do Amor. Nossa Senhora é o caminho mais seguro até o coração de Cristo, pois ela, mais do que ninguém, soube viver tão fecundamente suas alegrias e suas dores sem perder a esperança. Ela é também a Mulher da Palavra, pois guardou em seu coração todos os desígnios do Senhor. Toda a sua vida foi uma oferta de amor, doação, saída de si mesmo para servir aos outros. Ensina-nos, Mãezinha, a vivermos nesta certeza existencial de que somos amados e podemos amar.

Notas do Texto:

1- Amedeo Cencini. Quando Deus chama, p. 28-29, São Paulo, Paulinas, 2004.
2- Sua Santidade, Papa João Paulo II. Homilia por ocasião da canonização de Edith Stein, outubro de 1998.

Antonio Marcos

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

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E “como celebraremos o nascimento de Maria?”

Essa pergunta, feita por São Pedro Damião em seu “Segundo Sermão sobre a Natividade de Nossa Senhora”, ainda surge hoje quando se trata de comemorar essa solenidade. O acontecimento é grande demais. E assim o santo justificou sua perplexidade:

“Às trevas do paganismo e à falta de fé dos judeus, representadas pelo templo de Salomão, sucede o dia luminoso no templo de Maria. É justo, portanto, cantar este dia e Aquela que nele nasceu. Mas como poderíamos celebrá-la dignamente? Podemos narrar as façanhas heroicas de um mártir ou as virtudes de um santo, porque são humanas. Mas como poderá a palavra mortal, passageira e transitória exaltar Aquela que deu à luz a Palavra que fica? Como dizer que o Criador nasce da criatura?”

Uma Festa de Alegria

Está inteiramente de acordo com o espírito da Igreja festejar com alegria a Festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria. Sua comemoração é feita no dia 8 de Setembro. “A celebração de hoje é para nós o começo de todas as festas”, afirma o Calendário Litúrgico Bizantino. O nascimento de Maria Santíssima traz ao mundo o anuncio jubiloso de uma boa nova: a mãe do Salvador já está entre nós. Ele é o alvorecer prenunciativo de nossa salvação, o início histórico da obra da Redenção.

São Pedro Damião afirma em sua homilia para essa festa:

“Deus onipotente, antes que o homem caísse, previu a sua queda e decidiu, antes dos séculos, a redenção humana. Decidiu Ele encarnar-se em Maria.” “Hoje é o dia em que Deus começa a pôr em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Casa linda, porque, se a Sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio de Maria está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo. Salomão celebrou de modo soleníssimo a inauguração de um templo de pedra. Como celebraremos o nascimento de Maria, templo do Verbo encarnado? Naquele dia a glória de Deus desceu sobre o templo de Jerusalém sob forma de nuvem, que o obscureceu.O Senhor que faz brilhar o sol nos céus, para a sua morada entre nós escolheu a obscuridade (1Rs 8,10-12), disse Salomão na sua oração a Deus. Este mesmo templo estará repleto pelo próprio Deus, que vem para ser a luz dos povos.”

***

A Natividade de Maria era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Ela tem provavelmente sua origem em Jerusalém, em meados do século V. Foi em Jerusalém que se manteve viva a tradição que a Virgem teria nascido junto à Porta da Piscina Probática.

Nessa festa o mundo católico admira Nossa Senhora como sendo Ela a aurora que anuncia o Sol de justiça que dissipa as trevas do pecado. Nela, a Igreja convida a “contemplarmos uma menina como todas as outras, e que ao mesmo tempo é única, pois, Ela é a “bendita entre todas as mulheres” (Lc 1, 42), a Imaculada “filha de Sião”, destinada a tornar-se a Mãe do Messias”.(João Paulo II,  Audiência de 8/9/2004)

Alegria até para os Anjos

A alegria nas comemorações da festa litúrgica do nascimento de Nossa Senhora é justificadamente incentivada a todos, até aos anjos:

“Alegrem-se os Patriarcas do Antigo Testamento que, em Maria, reconheceram a figura da Mãe do Messias. Eles e os justos da Antiga Lei aguardavam há séculos, serem admitidos na glória celeste pela aplicação na fé dos méritos de Cristo, o bendito fruto da Virgem Maria.”

“Alegrem-se todos os homens porque o nascimento da Virgem veio anunciar-lhes a aurora do grande dia da libertação pela qual aspiram todos os povos. Alegrem-se todos os anjos porque neste dia foi-lhes dada pela primeira vez a ocasião de reverenciar a sua futura Rainha.” (Lehmann, P. JB. Na luz Perpétua, 1959 p.268)

Só no Céu houve Festa

Ainda que sendo Maria a “Virgem bela e Gloriosa” que Deus amou com predileção desde a sua eternidade, desde toda a Criação como sua obra-prima, enriquecida das graças mais sublimes e elevada à excelsa dignidade de Mãe de Deus, (Patriarca Fócio, Homilia sobre a Natividade,PG 43) visivelmente, nenhum acontecimento extraordinário acompanhou o nascimento de Maria.

Os Evangelhos nada dizem sobre sua natividade. Nenhum relato de profecia, nem aparições de anjos, nem sinais extraordinários são narrados pelos Evangelistas. Só no Céu houve Festa, pois o Filho de Deus vê sua Mãe nascer.

Maria, santa desde o primeiro instante de sua vida

Os Santos e outros abalizados autores, de diversas maneiras exprimiram essa doutrina. Em um de seus arrebatadores sermões dedicados a Nossa Senhora, São Tomás de Villanueva ensina: “Era necessário que a Mãe de Deus fosse também puríssima, sem mancha, sem pecado. E assim não apenas quando donzela, mas em menina foi santíssima, e santíssima no seio de sua mãe, e santíssima em sua concepção. Pois não convinha que o santuário de Deus, a mansão da Sabedoria, o relicário do Espírito Santo, a urna do maná celestial, tivesse em si a menor mácula. Pelo que, antes de receber aquela alma santíssima, foi completamente purificada a carne até do resíduo de toda mancha, e assim, ao ser infundida a alma, não herdou nem contraiu pela carne mancha alguma de pecado, como está escrito: “Fixou sua habitação na paz” (Sl. LXXV, 3). Quer dizer, a mansão da divina Sabedoria foi construída sem a inclinação para o pecado.

Ao assinalar os principais privilégios que acompanharam a Imaculada Conceição de Maria, escreve São João Eudes:

“A gloriosa Virgem não apenas foi preservada do pecado original em sua concepção, como foi também adornada da justiça original e confirmada em graça desde o primeiro momento de sua vida, segundo muitos eminentes teólogos, a fim de ser mais digna de conceber e dar à luz o Salvador do mundo. Privilégio que jamais foi concedido a criatura alguma humana nem angélica, pertencendo somente à Mãe do Santo dos Santos, depois de seu Filho Jesus […]

Todas as virtudes, com todos os dons e frutos do Espírito Santo, e as oito bem-aventuranças evangélicas se encontram no coração de Maria desde o momento de sua concepção, tomando inteira posse e estabelecendo n’Ela seu trono num grau altíssimo e proporcionado à eminência de sua graça”.

Santo Afonso de Ligório, por sua vez, comenta: “A nossa celeste menina, tanto por causa de seu ofício de medianeira do mundo, como em vista de sua vocação para Mãe do Redentor, recebeu, desde o primeiro instante de sua vida, graça mais abundante que a de todos os Santos reunidos. E que admirável espetáculo para o Céu e para a Terra, não seria a alma dessa bem-aventurada menina, encerrada ainda no seio de sua mãe! Era a criatura mais amável aos olhos de Deus, pois que, já cumulada de graças e méritos, podia dizer: ‘Quando era pequenina agradei ao Altíssimo’. E ao mesmo tempo era a criatura mais amante de Deus, de quantas até então haviam existido.

Houvera, pois, nascido imediatamente após a sua Imaculada Conceição, e já teria vindo ao mundo mais rica em méritos e mais santa do que toda a corte dos Santos. Imaginemos, agora, quanto mais santa nasceu a Virgem, vendo a luz do mundo só depois de nove meses, os quais passou adquirindo novos merecimentos no seio materno!”

Preciosa pérola no seio de Sant’Ana

Como fecho dos comentários ao presente louvor, estas ardorosas palavras do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira:

“Porque concebida sem pecado original, Nossa Senhora, afirmam os teólogos, foi dotada do uso da razão desde o primeiro instante de seu ser. Portanto, já no ventre materno Ela possuía altíssimos e sublimíssimos pensamentos, vivendo no seio de Sant’Ana como num verdadeiro tabernáculo.

“Temos uma confirmação indireta disso no que narra a Sagrada Escritura (Lc. I, 44) a respeito de São João Batista. Ele, que fora engendrado no pecado original, ao ouvir a voz de Nossa Senhora saudando Santa Isabel, estremeceu de alegria no seio de sua mãe.

“Assim, pode-se acreditar que a Bem-aventurada Virgem, com a altíssima ciência que recebera pela graça de Deus, já no seio de Sant’Ana começou a pedir a vinda do Messias e, com Ele, a derrota de todo mal no gênero humano. E desde o ventre materno se estabeleceu, com certeza, no espírito de Maria, aquele elevadíssimo intuito de vir a ser, um dia, a servidora da Mãe do Salvador.

“Na realidade, por essa forma Nossa Senhora já começava a influir nos destinos da humanidade. Sua presença na Terra era uma fonte de graças para todos aqueles que d’Ela se aproximavam na sua infância, ou mesmo quando ainda se encontrava no seio de Sant’Ana. Pois se da túnica de Nosso Senhor – conta o Evangelho (Lc. VIII, 44-47) – se irradiavam virtudes curativas para quem a tocasse, quanto mais da Mãe de Deus, Vaso de Eleição!”

“Por isso, pode-se dizer que, embora fosse Ele criancinha, já em seu natal graças imensas raiaram para a Humanidade”. (Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP; “Pequeno Ofício da Imaculado Conceição”)

(FONTE: http://www.arautos.org/especial/19039/A-Natividade-de-Maria.html)

Oração, intimidade com o céu

“Pelo Coração nos unimos a Deus”

“Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria.”

(Santa Teresa do Menino Jesus)

Nosso coração é uma casa, onde existem cômodos, janelas, porta… e abrimos a quem queremos receber bem. É também o centro da nossa vida, centro escondido, sustenta toda vida em nós. É inatingível pela razão – se o cérebro parar de funcionar o coração continua a bater e não vice e versa. Apenas o próprio Senhor o conhece e pode sondá-lo. É o lugar da decisão, lugar da verdade, onde escolhemos a vida ou a morte. Nosso coração é o lugar do encontro com Deus, lugar da aliança. É o Espírito que impulsiona esse encontro íntimo, entre Criador e criatura. (CIC § 2563)

Quem ora em nós é o coração, impulsionado pelo Espírito Santo, pela sede da presença do Criador, do Amor. Se o coração está longe de Deus, toda expressão da oração é vã, pois ela passa a ser mecânica. Quando dirigida totalmente pela razão e não pela autenticidade do sentimento e do momento no qual estamos passando, a oração foge da sua essência que é buscar sem cessar, a presença de Deus.

“Ao vê-la chorar assim, como também todos os judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito. E, sob o impulso de profunda emoção, perguntou: Onde o pusestes?. Responderam-lhe: Senhor, vinde ver. Jesus pôs-se a chorar.”(Jo 11,33-34)

Jesus expressa sua autenticidade, impulsionado de profunda emoção. Expressa todo seu amor por Lázaro e por aquelas pessoas que estavam feridas pela dor da perda de quem amavam. Ele chorou… é o impulso que o leva a dar os próximos passos para clamar a intervenção do Pai naquele momento.

“Tomado novamente de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra…” (Jo 11,38ss)

Se o nosso coração é o ponto de encontro com o próprio Senhor, é dele que deve brotar a oração. Dado este primeiro passo, tudo é conseqüência e conseguimos assim, expressar o sentimento de profundo amor ou busca diante Daquele que tudo pode realizar, por amor a nós.

Lançar os olhos para o céu, deve ser para nós uma busca da Face Sagrada do Senhor. É um simples impulso do corpo, que anseia ver aquilo que o coração já está gritando: a presença e intervenção do Amado Senhor, em quem nossa alma confia e suspira de saudades.

“Levantando Jesus os olhos para o alto, disse: Pai, rendo-te graças, porque me ouviste…”

(Jo 11,41ss)

Quando, a partir do coração, o sentimento tomou conta de todo nosso corpo, a expressão vai além de um olhar para o céu, mas quer ser ouvida, quer anunciar esse sentimento de busca de todo ser. É o momento onde reconhecemos o quanto precisamos de Deus e que toda maravilha se realiza por Ele em nossa vida.

Temos como prova desse grito de reconhecimento diante de Deus, a oração de Maria: “Minha alma glorifica o Senhor e meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador…” (Lc 1,46ss)

Maria, exulta em Deus… em seu grande momento de alegria, mas também em tempos de provação. E é pela provação que conseguimos mostrar o que realmente somos diante de Deus. Por menor que ela seja, os sentimentos do nosso coração, expressos nas nossas atitudes ou não, revelam quem realmente somos e assim, provamos para Deus – diante destes sentimentos e atitudes – todo amor que temos por Ele. Provamos também, até que ponto renunciamos a nossa vontade para que a Vontade de Deus aconteça, uma vez que Ele sabe (como Pai) o que é melhora a cada um de nós. E esta prova de amor dada por nós ao Pai é expressa através de nossa vida e de nossa oração autêntica. O Magnificat é a mais perfeita oração da alegria. Maria, cheia do Espírito Santo e cheia de Jesus em seu seio, exultou de alegria perante de Deus, reconhecendo-se pequena diante da grandiosidade de Deus. Seu coração estava cheio do mais puro sentimento e o Senhor se alegrou em Maria, no seu coração e na sua vida, fazendo dela sua morada, um Templo Santo, morada Do Salvador.

Que alegria é saber se colocar diante do Rei e preparar na morada do nosso coração, no nosso castelo interior uma habitação para Deus. Preparar o trono do Rei de nossas vidas e nos encontrar com esse Rei todos os dias para refletirmos diante de Sua sabedoria e para pedir aquilo que realmente nos é necessário, sem orgulho ou cobiça. Pedir somente aquilo que nos leva a amar mais. Quando pedimos algo a Deus das alturas de nosso orgulho e da nossa própria vontade, pedimos apenas o que nos convém e acabamos anulando a essência de Deus que é Amor e que só quer nosso bem. Não podemos continuar a colocar condições para amar a Deus. Ou seja, só amamos a Deus quando Ele nos dá o que queremos. Assim acabamos por nos tornar meros mercenários.

Quando nos dirigimos a Deus justificando nossos erros ou nos achando melhores ou maiores do que os outros, estamos mais nos distanciando de Deus do que criando vínculo de aliança eterna com O Amado. Seremos assim, eternos fariseus (cf.Lc 18,9-14). Ao contrário, irmãos amados e irmãs amadas, rasguemo-nos diante do Senhor, como quem somente quer receber amor e amar em plenitude, pois a oração é uma graça que só pode ser acolhida por Deus, diante de um coração humilde e pobre.

“É preciso se lembrar de Deus com mais freqüência do que se respira.”

(São Gregório Nazianzeno)

A verdade é que nunca sabemos o que realmente precisamos, sempre queremos mais e mais e mais… Sem Deus, o homem é oco e tenta ser preenchido por tantas outras coisas inúteis e vazias que fazem da nossa vida uma jornada de busca e procura de satisfação pessoal em bens materiais e apegos terrestres.

Que possamos buscar sempre a Deus e assim, viver na Sua presença, e tudo nos será dado de acordo com nossas necessidades. (cf. Mt 6,33)

Paz oracional para teu coração!

Fonte: Comunidade Beatitudes

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

A Virgem Maria confiou nos planos de Deus! E nós?

O Evangelho deste domingo narra as circunstâncias em que Jesus foi concebido por Sua Mãe, Maria. O anjo Gabriel foi o mensageiro que teve a missão de anunciar que ela receberia a maior graça que uma mulher poderia receber: ser a Mãe do Filho de Deus. É claro que isso também traria uma série de dificuldades que ela teria de superar. Mas a Virgem Maria resolveu assumir de corpo e alma o projeto de Deus para a sua vida. Esta é a grande mensagem que o Evangelho quer nos trazer neste dia: Maria confiou no plano de Deus. E nós?

Muitas polêmicas já foram criadas em torno da Santíssima Virgem Maria, mas alguns aspectos são incontestáveis, como, por exemplo: ela foi bastante corajosa ao aceitar ser a Mãe de Jesus, sem nem ao menos pedir a opinião de pessoas importantes na sua vida, como seus pais ou seu noivo, José.

Vendo a situação em que Nossa Senhora estava e da qual ela participou – como na passagem de hoje – concluímos que ela é uma mulher de atitude, decidida, que sabe o que quer. Quando percebeu a seriedade da situação, deu um “sim” que mudou para sempre a história da humanidade. E criou o seu Filho, desde antes do seu nascimento, como se cria o próprio Filho de Deus. Ela entendeu e acreditou que este foi o plano que Deus pensou para a sua vida.

Aí você poderia pensar: “Ah! Mas no caso dela foi fácil! Veio um anjo do céu e disse qual era o plano de Deus para ela. Se viesse um anjo e me dissesse o plano de Deus para minha vida, eu também seguiria!” Se você voltar ao texto do Evangelho, verá que o anjo não tinha um “crachá” que o identificasse como “Anjo Gabriel – Enviado de Deus”. Mas Maria acreditou!

Quantos “anjos” já passaram pela nossa vida nos dando as pistas do plano de Deus? Com certeza, já passaram muitos na minha e na sua vida. Pode ser até que você já tenha sido esse anjo para mim ao ler esta homilia e fazer o seu comentário, e eu esse anjo para você ao escrevê-la, sabia?

O nosso problema é que nós somos lentos para entender! Não acreditamos logo de primeira. Precisamos ter vários sinais para poder começar a acreditar que Deus está tentando nos mostrar o Seu plano na nossa vida. Imagine se Maria fosse assim!

Ela fez diferente. Ao aceitar o desafio do Senhor, também aceitou o perigo da sociedade em apedrejá-la sob a acusação de adultério, por estar comprometida com José. Outro risco que tinha de enfrentar era a ruptura do seu casamento – que já estava tão próximo! – quando José soubesse de sua gravidez.

Mas a Virgem Maria preferiu fazer a vontade de Deus a agradar os homens, ainda que lhe custasse tudo. Um grande exemplo para nós! Também lhe é anunciado que sua parenta Isabel havia concebido em sua velhice, e que era o sexto mês para aquela que era considerada estéril, porque nada é impossível para Deus!

Isto nos deve chamar também a atenção: Lucas conta a história do nascimento de Jesus principalmente desde a perspectiva de Maria em quem Deus cumpre as promessas feitas a Abraão.

O nascimento virginal é uma doutrina cristã fundamental, que aparece no credo dos cristãos desde muitos séculos atrás. Pelo nascimento virginal por obra do Espírito Santo, Jesus Cristo não teve pecado original e, por isso, foi capaz de oferecer um sacrifício perfeito para salvar a humanidade. Porque só os homens livres podem salvar os condenados. Só o Homem celeste pode santificar o homem da terra. Se tivesse nascido de um pai humano, teria sido um homem comum, incapaz de salvar-nos.

Maria compreendeu, na sua pureza, que o plano de Deus não é aquele que vai nos fazer “nunca mais ter problemas na vida”. Muito pelo contrário! A Santíssima Virgem teve inúmeras dores. Ela enterrou o próprio Filho! A certeza que nós temos, ao aceitar o plano de Deus, é que nós já somos vitoriosos mesmo antes de começar o Seu plano, pois já estaremos com o nome inscrito no Reino dos Céus.

Que com Maria Santíssima, a Mãe de Deus, e sobretudo com o seu “sim”, saibamos aceitar o desafio do projeto de Deus em nós. Que Cristo continue sendo “gerado” em nós para os nossos irmãos e irmãs, e com Ele percorramos a trajetória de Sua vida: Seu Nascimento, Ministério, Paixão e Ressurreição.

Padre Bantu Mendonça

(Canção Nova – http://www.cancaonova.com)

Beleza e importância da castidade

Gostaria de partilhar com vocês sobre a beleza e a importância da castidade. E dizer que realmente viver a castidade permite-nos percorrer um caminho seguro para o amor e para a felicidade plena.

Deus quando criou o Homem o fez à sua imagem e semelhança, por isso, quando olhamos para o ser humano deveríamos enxergar a imagem de Deus, e lembrar que o sobrenatural se apóia no natural. O Ser humano foi criado para eternidade, foi criado para amar. Criado para estar em comunhão com seu criador.

Deus nos fez livres para tornar-nos Seus filhos e não para tornar-nos escravos… infelizmente pela desobediência, o homem outorgou seu poder ao maligno, destruindo a pureza. Mas Deus, na sua infinita bondade e misericórdia vem até nós, através de Jesus Cristo (o novo Adão), nos resgatando e nos capacitando através da graça santificante recebida no batismo. Devolvendo-nos a vida eterna e a santificação do nosso corpo.

Nosso corpo é capaz de expressar através de nossos gestos, palavras, olhares… o amor de Deus. Tal importância tem nosso corpo, que nosso amado e saudoso João Paulo II escreveu durante 10 anos, 129 catequeses sobre a Teologia do Corpo (um chamado para o amor).

Nosso corpo é templo do Espírito Santo, como diz São Paulo em 1 Cor 6, 12-20. Através do nosso corpo, manifestamos Deus… O amor de Deus se revela na vida matrimonial, na vida sacerdotal, na vida consagrada… O casal é sinal de comunhão, nos lembrando do amor de Deus para com sua Igreja, Jesus o esposo e a Igreja a esposa.

Nossa solidão originária nos aponta para o Céu, e nossa comunhão originária nos aponta para o verdadeiro banquete. Por isso, o amor esponsal é livre, total, fiel e fecundo. O celibatário é sinal do próprio Cristo, sinal do esposo que se doa totalmente pela sua igreja.

Deus nos devolveu o potencial de vivermos a castidade. Que maravilha!!! Que boa notícia!!!
Podemos descrever a Castidade como um caminho seguro que nos leva a Deus… um caminho estruturado na verdade e na responsabilidade, onde flui livre rumo a felicidade.

Castidade é viver a vontade de Deus!!! É assumir os interesses do Reino de Deus! Muitos entendem que a castidade é não fazer sexo… mas… vejamos o que significa a palavra castidade:

Modo de ser casto! Casto é ser puro, sem mescla, é aquele que se abstém de relações sexuais ilegítimas ou imorais. Veja bem, viver a castidade é fazer sexo dentro do plano de Deus. Castidade engloba , um conjunto de virtudes… (fidelidade, honestidade, fraternidade, serenidade…)

Podemos exemplificar como uma rosa… ela é um conjunto de pétalas , por isso se torna tão bela … assim, a castidade não é só uma virtude, é um conjunto de virtudes… E essas virtudes nos ajudam a controlar nossas vontades… Nos ajudam a ter um domínio sobre nos mesmos… O verdadeiro Homem não é aquele que domina os outros, mas sim, aquele que é capaz de dominar a si mesmo.

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina muito a respeito da castidade.
Na citação 2339 diz exatamente o que acabamos de falar…
Ou o homem domina suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz…
No número 2337 diz: A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu corporal e espiritual… A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação.
Poderia citar aqui muitas frases lindas … mas deixo como tarefa para vocês pesquisar e estudar esta grande riqueza que é o Catecismo da Igreja Católica.
Bem…viver a castidade é fazer a vontade de Deus… E qual é a vontade e o sonho de Deus em relação ao sexo, por exemplo?

O sonho de Deus em relação ao sexo, é aquele realizado entre um homem e uma mulher, validamente casados… E que vivam o objetivo unitivo e procriativo inseparavelmente e que estejam totalmente abertos à vida! Salvo se existir um motivo grave, optando pelo método natural. Não sou eu que estou falando isso… O Catecismo diz a partir do número 2366, o documento da Igreja Humanae Vitae , Vaticano II… Trocando em miúdos, podemos entender o seguinte: O ato sexual expressa o amor de Deus, por isso deve ser livre, total, fiel e fecundo…

Deve ser realizado entre um homem e uma mulher, e jamais entre dois do mesmo sexo… o mesmo sexo não é fecundo, segundo a Palavra Deus abomina ( veja em Levítico 18, 22 ). Estão querendo por meio da ideologia do gênero (ideologia que diz que quem escolhe o sexo é a pessoa a hora que quiser) alterar a natureza sexual do homem e da mulher. Cuidado, porque isso não vem de Deus!!!

O homossexual é muito amado, acolhido como pessoa e filho de Deus, mas não podemos aceitar sua prática sexual, pois não vem de Deus, por isso o homossexual é convidado a se entregar totalmente a Jesus, vivendo uma vida casta, traçando um caminho de santidade com muito mérito por se sacrificar e dominar suas tendências.

O relacionamento sexual deve ser manifestado dentro de um casamento, está claro no nº 2390 do Catecismo da Igreja: O ato sexual deve ocorrer exclusivamente no casamento; fora dele, é sempre um pecado grave e exclui da comunhão sacramental.

O amor humano não tolera a “experiência”. Ele exige uma doação total e definitiva das pessoas entre si. O ato sexual deve ser totalmente aberto à vida… por isso cai por terra todos os métodos anticonceptivos, cai por terra a masturbação,sexo desordenado, sexo antinatural… Todo sexualismo, é considerado imoral. A impureza consciente e consentida é uma grave transgressão a lei de Deus…Em (1Ts 4, 3-8) diz: “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza”.( 1 Ts 4, 3-8 )

A sexualidade deve ser assumida e compreendida como dom de Deus que nos torna seres relacionais no desejo de encontrar alguém que nos complete plenamente e nos leve ao fim derradeiro, a comunhão total com nosso Criador.

Adolescentes e jovens estão sendo muito atacados pela mídia no que diz respeito ao sexo.
Dizem que tudo é normal… incentivam a vida sexual fora do casamento, distribuem camisinhas… como se fosse resolver todos os problemas, promovem a pornografia como se fosse algo certo…
Estão na verdade envenenando os pequeninos, para que não encontrem o caminho seguro e se percam em suas próprias atitudes desordenadas.

Quantos se acostumam a ficar, e não conseguem mais amar… Quantos que nesta história de ficar… acabam pagando um preço altíssimo… doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, e não poucas vezes o aborto. Como Deus se entristece em ver seus filhos se afundando no prazer desordenado…

Este não é o sonho de Deus…Deus quer nossa alegria, quer nossa felicidade, Ele quer a todos, ama a todos, Ele espera que todos se salvem… por isso Ele nos mostra este caminho seguro…
“Renovai sem cessar o sentimento da vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade”.(Ef 4,23-24).

Deus é perdão! Estamos vivendo um tempo de misericórdia! Se arrependa! Arrependimento quer dizer: mudança na forma de pensar… Escolha o verdadeiro caminho, lembre-se que somos criados para eternidade, nossa alma almeja o sobrenatural.

A mente renovada é o resultado de um coração rendido ao Senhor. Só Ele pode lhe dar a Paz, só Ele pode lhe preencher plenamente. Jesus veio oferecer os benefícios de seu mundo a todos os que se rendem ao seu governo. Não perca mais tempo, faça uma boa confissão, sincera e com propósito, Deus purifica e todo aquele que se arrepende!!!

O céu faz festa com um filho que nasce de novo! Não tenha medo, Ele perdoa tudo… aproveite enquanto há tempo…Ele te ama com amor incondicional, ele passa uma borracha em todos seus pecados, acredite no perdão de Deus!!!

Ele te chama para viver a castidade, não importando o que você fez: prostituição, homossexualismo, aborto… Deus não perdoou Paulo, que foi um assassino?

Ele quer você… esta pregação não chegou a você sem propósito…Ele quer você… Cristo é modelo de castidade. Todos são chamados a levar uma vida casta, cada um segundo seu estado de vida .

E como viver a castidade no mundo de hoje?
Vigiando e orando… Em Mt 26,41 Jesus nos aconselha muito bem… “Vigiem e orem para que não sejam tentados”… Vamos dominar nossos sentidos… evitando ver sites pornográficos, leituras indecentes, novelas e filmes que incentivem a imoralidade sexual… lembrando aqui que São Paulo nos exorta, de forma bem explícita, dizendo em suas cartas, para ficarmos longe das imoralidades sexuais, inclusive em Efésios, ele diz que até mesmo conversas e palavras indecentes não nos convém.

Devemos evitar os vícios, que nos causam morte física e espiritual. Por isso temos que fortalecer o espírito… para que a carne não vença!

E quais são os meios para fortalecer nosso espírito? Vida sacramental, vida de oração, ascese e mortificação, saúde, vida em família, vida em comunidade… pois, viver sozinho pode ser perigoso, podemos ser presa fácil!

Aqui … posso dar-lhes um testemunho… Na minha adolescência compreendi o valor da castidade, graças a Deus tive o privilégio de ter um exemplo de pais castos, de um Sacerdote comprometido com o Reino, de uma família e de uma comunidade fortalecida pela eucaristia.
Por isso, e pela Graça de Deus, consegui me manter casta.. mas me lembro que sempre pensei assim e penso até hoje: o que vejo, o que ouço,o que toco, o que como, o que bebo, Jesus faria junto comigo?

Isto me ajudou e me ajuda a viver a castidade, não como um peso, mas sim com leveza, pois quando amamos, não existe fardo, ao contrário se torna uma alegria.

Hoje sou casada, e pela graça divina, com um homem de Deus, que compartilha comigo o mesmo objetivo, de viver a vontade do Pai, buscando a santidade…
claro que temos muitos defeitos, limitações… mas buscamos o céu como meta, contando com a graça de Deus.
Agora, aqueles que não tiveram e não tem exemplo em casa, não tiveram e não tem orientador espiritual, o mérito de vocês será ainda bem maior, por isso agarrem com todas as forças este caminho seguro, não percam sua preciosa vida…
Jesus nos fala bem claro em Mt 16,26: “ O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder sua alma?”

O que nos motiva a viver a castidade?
Precisamos de motivação…não é mesmo?
Porque… um homem motivado vai até a lua, mas um homem desmotivado não atravessa a rua…
Por isso o que nos motiva! O que nos leva a buscar este caminho seguro?

Um amor apaixonado por Jesus Cristo que se fez carne, habitou entre nós, e está vivo!
Uma escolha pelo Reino de Deus, que é o dono de tudo! Uma luta pela eternidade, uma busca pela verdadeira felicidade, sofrendo sim algumas vezes… mas sofrendo junto com Cristo, na cruz de Cristo, abraçando o sacrifício da porta estreita, mas com a certeza da ressurreição!

Claro! Não existe vitória sem luta…
Mas foi exatamente isso que Ele nos disse: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem ! Eu venci o mundo.” (Jô 16,33).

Alegria irmão e irmã!!!

Viver a castidade é maravilhoso! Um caminho de abertura a Deus e ao próximo numa doação de amor… sem medidas!!!

Quem vive a castidade é livre, podemos voar bem alto como águias, correr e não perder nossas forças, andar e não se cansar…
Deus nos abençoe e nos guarde sempre.
Amém!!!

por pregação de Valdirene Carrera, site:castidade.org

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

Nossa Senhora do Rosário

Promessas a todos que rezarem o rosário…

“O Terço é a minha oração predileta. A todos, exorto, cordialmente, que o rezem”. (João Paulo II)

Nossa Senhora, em suas aparições, pede que rezemos o rosário e confiou valiosas promessas, a São Domingos e ao bem-aventurado Alan de La Roche.
Tomemos posse dessas promessas e rezemos com amor essa oração.

Primeira promessa

“A todos os que rezarem, com constância, o meu Rosário, receberão graças especiais”

Segunda promessa

“Aos que rezarem devotamente o meu Rosário, prometo minha especial proteção e as grandes graças.”

Terceira promessa

“Os devotos do meu Rosário serão dotados de uma armadura poderosa contra o inferno, pois conseguirão destruir o vício, o pecado, as heresias.”

Quarta promessa

“Aos que rezarem devotamente o meu Rosário, prometo minha especial proteção e as grandes graças.”

Quinta promessa

“Toda alma que recorre a mim, através da oração do Rosário, jamais será condenada.”

Sexta promessa

“Todo aquele que rezar devotamente o Rosário e aplicar-se na contemplação dos mistérios da redenção, não será atingido por desgraças; não será objeto da justiça divina, através de castigos e não morrerá impenitente. Se for justo, permanecerá como tal até a morte.”

Sétima promessa

“Os que realmente se devotarem à prática da oração do Rosário, não morrerão sem receber os sacramentos.”

Oitava promessa

“Todos aqueles que rezarem com fidelidade o meu Rosário, terão durante a vida e no instante da morte a plenitude das graças e serão favorecidos com os méritos dos santos.”

Nona promessa

“Os devotos do meu santo Rosário que forem para o Purgatório, eu os libertarei no mesmo dia.”

Décima promessa

“Os devotos do meu Rosário terão grande glória no Céu.”

Décima primeira promessa

“Tudo o que os meus fiéis devotos pedirem, através do meu Rosário, será concedido.”

Décima segunda promessa

“Aos missionários do meu santo Rosário prometo o meu auxílio em todas as suas necessidades.”

Décima terceira promessa

“Para todos os devotos do meu Rosário, eu consegui de meu Filho, a intercessão de toda a corte celeste, na vida e na morte.”

Décima quarta promessa

“Todos os que rezam o meu Rosário são meus filhos e irmãos de Jesus, meu unigênito.”

Décima quinta promessa

“A devoção ao meu Rosário é grande sinal de predestinação*.”

*predestinados à salvação

Oração a Nossa Senhora do Rosário

Nossa Senhora do Rosário, intercedei em favor de todos os filhos de Deus para que, pela oração do Santo Rosário, meditando os santos mistérios do nascimento, da vida, morte e ressurreição de Jesus, com a recitação das Ave-Marias, possamos como discípulos de teu Filho, proclamar a Boa Nova do Reino do Pai; vencer todos os males e todos os pecados, e chegar um dia, pela paixão e cruz de Cristo, à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Por que não adoro Maria

Padre José Fernandes de Oliveira, SCJ

Vou dizer por que não adoro Maria, a mãe de Jesus; porque ela não é deusa! E…ponto final! Mas vou dizer por que a amo, respeito, louvo e venero. É porque não é todo dia que uma mulher dá à luz um filho como Jesus… Jesus é incomum e sua mãe também é.

E vou dizer por que, além de falar com Jesus, eu também falo com Maria; é que eu creio que Maria não está dormindo o sono da espera pelo último dia da humanidade; ela está no céu, santificada e elevada pelo seu Filho. Falo a cristãos porque ateus não admitem nem Deus nem estes dogmas. Budistas, judeus e muçulmanos também não. Eles têm outros dogmas de fé.

Como creio que o sangue de Jesus tem poder e que Jesus Cristo salva o céu está repleto de santos alguns dos quais nós, católicos, retratamos e lembramos em imagens para não esquecer deles. Como não há humanos perfeitos tiveram seus limites, mas assim mesmo eram crentes e pregadores melhores do que nós.

Se Jesus salva a quem o segue, então é claro que a mãe dele está no céu porque Maria foi quem melhor o seguiu. Raciocinem comigo. Se Jesus ainda não levou nem a mãe dele para o céu, então Mateus exagerou; todo o poder não foi dado a ele… Se até agora ninguém entrou no céu, então a estação de baldeação onde ficam as almas à espera do último dia do planeta deve estar superlotado.

Intercessão

É por crer que o céu está repleto de humanos que Jesus salvou que peço intercessão dos salvos no céu e aceito também a dos que se proclamam salvos já nesta vida porque aceitaram Jesus. Se eles estão salvos a mãe de Jesus esta super-hiper-salva… É a razão pela qual peço a Maria que, lá no céu, ore por mim e comigo. Se padre e pastor podem interceder a Jesus por mim então a mãe de Jesus pode mais. Ela é mais de Jesus que todos nós juntos. Se aceito os intercessores da terra, que diante das câmeras, de manhã e de noite, em emocionados programas de rádio e televisão, dizem de boca cheia que vão orar e oram pelos seus fiéis, então eu posso acreditar nos santos do céu que Jesus já salvou. Entre os salvos escolhi Maria a mãe de Jesus para orar comigo e por mim e pelos que me pedem orações. Eu creio que ela está viva no céu. De Jesus ela foi quem mais entendeu neste mundo, e imagino que continue a ser no céu a que mais sintoniza com Ele.

Como creio que Jesus não era um simples homem e que ele de fato era o Filho eterno que se encarnou não tenho como explicar isso a um judeu, um muçulmano ou um ateu. Mas para cristãos parece-me lógico explicar por que razão não adoro Maria e por que razão eu escolhi a intercessão desta humana acima de qualquer outro cristão.

Não acho que Deus espera pelo toque da última trombeta para levar seus filhos para perto dele. Não esperaremos 10 ou 100 mil anos para entrar no céu. Jesus já disse que iria preparar-nos um lugar e que viria e levaria com ele os que ele resgatou. E penso que Maria foi o primeiro grande fruto da santidade de Jesus: santificou primeiro a mãe dele.

Se eu disser que Jesus foi um simples profeta e que ele não é o Cristo, nem tem poder algum, e que tudo foi empulhação dos primeiros cristãos, então terei que descartar Maria e situá-la no mesmo nível de qualquer mulher mãe. Mas, se eu aceitar que ele é do céu e que houve um tremendo momento da humanidade no qual Deus se manifestou assumindo a natureza humana, então, seja eu católico ortodoxo, ou evangélico, ou pentecostal, terei que louvar e enaltecer a mãe dele. Nunca houve mulher mais privilegiada do que ela. Pagou, com o filho o alto preço da redenção, porque mesmo sendo humana esteve lá de Belém até à cruz assumindo tudo com ele, da mesma forma que hoje nós nos associamos às dores dos outros em nome dele.

Vou dizer outra vez por que não adoro Maria. Eu só adoro a Deus e Maria não foi, não é, nem nunca será deusa. Mas vou dizer outra vez porque a coloco acima de todos os papas, bispos, padres e pastores do mundo. É que nenhum de nós conhece Jesus como Maria conheceu e conhece. A mãe dele foi o primeiro fruto de sua ação no mundo.

Se você me vir falando com Maria, não com a imagem dela, é claro, porque sei a diferença, pode apostar que é porque acredito no poder de Jesus Cristo e na sua promessa e porque também acredito em intercessão. Tenho um trato com o céu. Eu falo direto com o Pai, usando o nome do Filho que aqui se chamou Jesus, ou falo com Jesus que está no seio da Trindade, ou falo com os santos que ele salvou. E entre eles prefiro Maria a quem todos os dias peço que ore comigo e por mim agora e na hora de nossa morte.

Se você é cristão então não terá dificuldade de entender esse assunto de orar uns pelos outros. Se não for e achar essa doutrina estapafúrdia, continue achando. Ateus e outras religiões também têm seus credos estranhos ou estapafúrdios. Em nome do nazismo e do comunismo ou da ditadura do proletariado ou de uma raça, não defenderam no século passado Marx, Lenin, Stalin, Che Guevara e Fidel e, os da direita, Hitler, apesar das mortes que causaram? Cada qual aceita seus dogmas e faz suas faz a suas escolhas. Não mataram em nome de Jesus e de Maomé? Eu proclamo que os que deram a vida e não mataram estão no céu… Meus dogmas aceitos são muito mais suaves.

Escolhi crer que Deus existe e esteve entre nós e ainda se manifesta. Respeito quem não crê em Deus ou crê, mas não crê como eu. Espero o mesmo respeito. Não sou tão tolo quanto pareço, nem os que duvidam são tão espertos e humanitários quanto parecem. Vivemos de apalpar o tempo e a eternidade, sem saber o que fazer com ambos. Então, cada um defina sua vida a partir o que acha que entendeu. E ponto final!

(FONTE: Site Padre Zezinho,SCJ)