A Virgem Maria nos prepara para a ressurreição

Várias pessoas, muito machucadas no coração por causa do autoritarismo do pai, por causa de maus-tratos, rudeza, rejeição, não conseguem sentir o amor de Deus, não conseguem sentir o amor do Pai. E a Santíssima Virgem toca nesses corações com sua mão, curando e os tornando capazes de amar. E diz: “Eu não estou apenas consertando seu coração, mas lhe dando um coração novo. Receba-o. É com ele que eu quero que você caminhe”.

Nossa Senhora o chama pecador não por você ter cometido um ou outro pecado, mas porque existe um mal habitando em seu coração; o demônio colocou um veneno dentro de você. Este é o pecado original. O diabo, como serpente, o mordeu, espalhou em você o veneno da rebeldia, da desobediência, da oposição a Deus.

Há, portanto, em seu interior duas inclinações, e você sente isso: uma o leva a sentir-se impulsionado para o bem, para ser de Deus e viver n’Ele, e foi o próprio Deus quem a pôs em você; mas, ao mesmo tempo, você sente uma outra inclinação empurrando-o para o mal, para o pecado, colocando-o contra Deus e Suas ordens.

A Santíssima Virgem Maria o está preparando para a ressurreição: “Foi por isso que meu Filho veio. O Pai enviou Seu Filho, e meu Filho, para salvar você. Foi por isso que Jesus foi até a morte, e morte de cruz; foi por isso que derramou todo Seu Sangue para salvá-lo de uma doença incurável que se chama pecado. A única salvação para essa doença é Jesus, é a redenção, o Sangue de Cristo”.

Monsenhor Jonas Abib
(Canção Nova – http://www.cancaonova.com)

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A maturidade

A maturidade faz parte de um processo. Em um processo não podemos queimar etapas. Ele é lento, chato e demorado. Uma criança passa por um momento de amadurecimento a partir do momento em que começa a brincar. A maturidade acontece quando tomamos posse do que nós somos, para que então possamos nos dividir com os outros. Isso faz parte do processo de maturidade. Não nascemos amando, pelo contrário, queremos ter a posse dos outros. Essa é a forma de amar da criança, pois ela não consegue pensar de maneira diferente. Ela não consegue entender que o outro não é ela. Quantas pessoas já adultas pensam assim, trata-se da incapacidade de amar, da falta de maturidade. Todos os encontros de Jesus levam à implantação do Reino de Deus. Mas só pode implantá-lo quem é adulto, quem já entende que só se começa a amar a partir do momento em que não queremos mudar a quem amamos.

Geralmente quando tememos alguém ruim ao nosso lado é porque nos reconhecemos nessa pessoa. Jesus não tinha o que temer porque era puramente bom, por isso contagiava os que estavam ao Seu lado e não temia ninguém. Na maturidade de Jesus você encontra a capacidade imensa de amar o outro como ele é. Amar significa: amar o outro como ele é. Por isso quando falamos em amar os outros, podemos perceber o quanto deixamos de ser crianças. Devemos nos questionar a todo o momento com relação à nossa maturidade. A santidade começa na autenticidade. Por essa razão Jesus nos pede que sejamos como as crianças, que são verdadeiras e simples. É nisso que devemos manter da nossa infância e não na forma de querer possuir tudo.

Você tem condições de perceber a sua maturidade. É só observar se você é obediente mesmo quando não há pessoas ao seu redor. Você não precisa que ninguém o observe, pois você já viu aquilo como um valor. Pessoas imaturas sofrem dobrado, porque querem modificar os fatos; ao passo que pessoas maduras deixam que os fatos as modifiquem. A maturidade nos faz perceber que não podemos mudar os fatos. Um imaturo ganha um limão e o chupa fazendo careta. O maduro faz uma limonada com o limão que ganhou.

Muitas vezes, os nossos relacionamentos de amizade são um fracasso porque somos imaturos. Amigos não são o que imaginamos, mas o que eles são e com todos os defeitos. Amizade é processo de maturidade que nos leva ao verdadeiro encontro com as pessoas que estão ao nosso lado. Elas têm todos os defeitos, mas fazem parte da nossa vida e não as trocamos por nada deste mundo. Isso porque temos alma de cristão e aquele que tem alma de cristão não tem medo dos defeitos dos outros, porque sabe que aqueles defeitos não serão espelhos para nós, mas seremos um instrumento de Deus para que eles os superem.

Padre só pode ser padre a partir do momento em que é apaixonado pelos calvários da humanidade. Se você não consegue lidar com os limites dos outros é porque você não consegue lidar com os seus limites. A rejeição é um processo de se ver. Toda vez que eu quero buscar no outro o que me falta, eu o torno um objeto. Eu posso até admirar no outro o que eu não tenho em mim, mas eu não tenho o direito de fazer dele uma representação daquilo que me falta. Isso não é amor, isso é coisa de criança. O anonimato é um perigo para nós. É sempre bom que estejamos com pessoas que saibam quem somos e que decisões nós tomamos na vida. É sempre bom estarmos em um lugar que nos proteja. Amar alguém é viver o exercício constante de não querer fazer do outro o que nós gostaríamos que ele fosse. A experiência de amar e ser amado é, acima de tudo, a experiência do respeito.

Como está a nossa capacidade de amar? Uma coisa é amar por necessidade e outra é amar por valor. Amar por necessidade é querer sempre que o outro seja o que você quer. Amar por valor é amar o outro como ele é, quando ele não tem mais nada a oferecer, quando ele é um inútil e por isso você o ama tanto. Na hora que forem embora as suas utilidades, você vai saber o quanto é amado. Tudo vai ser perdido, só espero que você não se perca. Enquanto você não se perder de si mesmo você será amado, pois o que você é significa muito mais do que você faz. O convite da vida cristã é este: que você possa ser mais do que você faz!

Padre Fábio de Melo

(Canção Nova – Formação)

Beleza e importância da castidade

Gostaria de partilhar com vocês sobre a beleza e a importância da castidade. E dizer que realmente viver a castidade permite-nos percorrer um caminho seguro para o amor e para a felicidade plena.

Deus quando criou o Homem o fez à sua imagem e semelhança, por isso, quando olhamos para o ser humano deveríamos enxergar a imagem de Deus, e lembrar que o sobrenatural se apóia no natural. O Ser humano foi criado para eternidade, foi criado para amar. Criado para estar em comunhão com seu criador.

Deus nos fez livres para tornar-nos Seus filhos e não para tornar-nos escravos… infelizmente pela desobediência, o homem outorgou seu poder ao maligno, destruindo a pureza. Mas Deus, na sua infinita bondade e misericórdia vem até nós, através de Jesus Cristo (o novo Adão), nos resgatando e nos capacitando através da graça santificante recebida no batismo. Devolvendo-nos a vida eterna e a santificação do nosso corpo.

Nosso corpo é capaz de expressar através de nossos gestos, palavras, olhares… o amor de Deus. Tal importância tem nosso corpo, que nosso amado e saudoso João Paulo II escreveu durante 10 anos, 129 catequeses sobre a Teologia do Corpo (um chamado para o amor).

Nosso corpo é templo do Espírito Santo, como diz São Paulo em 1 Cor 6, 12-20. Através do nosso corpo, manifestamos Deus… O amor de Deus se revela na vida matrimonial, na vida sacerdotal, na vida consagrada… O casal é sinal de comunhão, nos lembrando do amor de Deus para com sua Igreja, Jesus o esposo e a Igreja a esposa.

Nossa solidão originária nos aponta para o Céu, e nossa comunhão originária nos aponta para o verdadeiro banquete. Por isso, o amor esponsal é livre, total, fiel e fecundo. O celibatário é sinal do próprio Cristo, sinal do esposo que se doa totalmente pela sua igreja.

Deus nos devolveu o potencial de vivermos a castidade. Que maravilha!!! Que boa notícia!!!
Podemos descrever a Castidade como um caminho seguro que nos leva a Deus… um caminho estruturado na verdade e na responsabilidade, onde flui livre rumo a felicidade.

Castidade é viver a vontade de Deus!!! É assumir os interesses do Reino de Deus! Muitos entendem que a castidade é não fazer sexo… mas… vejamos o que significa a palavra castidade:

Modo de ser casto! Casto é ser puro, sem mescla, é aquele que se abstém de relações sexuais ilegítimas ou imorais. Veja bem, viver a castidade é fazer sexo dentro do plano de Deus. Castidade engloba , um conjunto de virtudes… (fidelidade, honestidade, fraternidade, serenidade…)

Podemos exemplificar como uma rosa… ela é um conjunto de pétalas , por isso se torna tão bela … assim, a castidade não é só uma virtude, é um conjunto de virtudes… E essas virtudes nos ajudam a controlar nossas vontades… Nos ajudam a ter um domínio sobre nos mesmos… O verdadeiro Homem não é aquele que domina os outros, mas sim, aquele que é capaz de dominar a si mesmo.

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina muito a respeito da castidade.
Na citação 2339 diz exatamente o que acabamos de falar…
Ou o homem domina suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz…
No número 2337 diz: A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu corporal e espiritual… A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação.
Poderia citar aqui muitas frases lindas … mas deixo como tarefa para vocês pesquisar e estudar esta grande riqueza que é o Catecismo da Igreja Católica.
Bem…viver a castidade é fazer a vontade de Deus… E qual é a vontade e o sonho de Deus em relação ao sexo, por exemplo?

O sonho de Deus em relação ao sexo, é aquele realizado entre um homem e uma mulher, validamente casados… E que vivam o objetivo unitivo e procriativo inseparavelmente e que estejam totalmente abertos à vida! Salvo se existir um motivo grave, optando pelo método natural. Não sou eu que estou falando isso… O Catecismo diz a partir do número 2366, o documento da Igreja Humanae Vitae , Vaticano II… Trocando em miúdos, podemos entender o seguinte: O ato sexual expressa o amor de Deus, por isso deve ser livre, total, fiel e fecundo…

Deve ser realizado entre um homem e uma mulher, e jamais entre dois do mesmo sexo… o mesmo sexo não é fecundo, segundo a Palavra Deus abomina ( veja em Levítico 18, 22 ). Estão querendo por meio da ideologia do gênero (ideologia que diz que quem escolhe o sexo é a pessoa a hora que quiser) alterar a natureza sexual do homem e da mulher. Cuidado, porque isso não vem de Deus!!!

O homossexual é muito amado, acolhido como pessoa e filho de Deus, mas não podemos aceitar sua prática sexual, pois não vem de Deus, por isso o homossexual é convidado a se entregar totalmente a Jesus, vivendo uma vida casta, traçando um caminho de santidade com muito mérito por se sacrificar e dominar suas tendências.

O relacionamento sexual deve ser manifestado dentro de um casamento, está claro no nº 2390 do Catecismo da Igreja: O ato sexual deve ocorrer exclusivamente no casamento; fora dele, é sempre um pecado grave e exclui da comunhão sacramental.

O amor humano não tolera a “experiência”. Ele exige uma doação total e definitiva das pessoas entre si. O ato sexual deve ser totalmente aberto à vida… por isso cai por terra todos os métodos anticonceptivos, cai por terra a masturbação,sexo desordenado, sexo antinatural… Todo sexualismo, é considerado imoral. A impureza consciente e consentida é uma grave transgressão a lei de Deus…Em (1Ts 4, 3-8) diz: “Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que eviteis a impureza”.( 1 Ts 4, 3-8 )

A sexualidade deve ser assumida e compreendida como dom de Deus que nos torna seres relacionais no desejo de encontrar alguém que nos complete plenamente e nos leve ao fim derradeiro, a comunhão total com nosso Criador.

Adolescentes e jovens estão sendo muito atacados pela mídia no que diz respeito ao sexo.
Dizem que tudo é normal… incentivam a vida sexual fora do casamento, distribuem camisinhas… como se fosse resolver todos os problemas, promovem a pornografia como se fosse algo certo…
Estão na verdade envenenando os pequeninos, para que não encontrem o caminho seguro e se percam em suas próprias atitudes desordenadas.

Quantos se acostumam a ficar, e não conseguem mais amar… Quantos que nesta história de ficar… acabam pagando um preço altíssimo… doenças sexualmente transmissíveis, gravidez indesejada, e não poucas vezes o aborto. Como Deus se entristece em ver seus filhos se afundando no prazer desordenado…

Este não é o sonho de Deus…Deus quer nossa alegria, quer nossa felicidade, Ele quer a todos, ama a todos, Ele espera que todos se salvem… por isso Ele nos mostra este caminho seguro…
“Renovai sem cessar o sentimento da vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade”.(Ef 4,23-24).

Deus é perdão! Estamos vivendo um tempo de misericórdia! Se arrependa! Arrependimento quer dizer: mudança na forma de pensar… Escolha o verdadeiro caminho, lembre-se que somos criados para eternidade, nossa alma almeja o sobrenatural.

A mente renovada é o resultado de um coração rendido ao Senhor. Só Ele pode lhe dar a Paz, só Ele pode lhe preencher plenamente. Jesus veio oferecer os benefícios de seu mundo a todos os que se rendem ao seu governo. Não perca mais tempo, faça uma boa confissão, sincera e com propósito, Deus purifica e todo aquele que se arrepende!!!

O céu faz festa com um filho que nasce de novo! Não tenha medo, Ele perdoa tudo… aproveite enquanto há tempo…Ele te ama com amor incondicional, ele passa uma borracha em todos seus pecados, acredite no perdão de Deus!!!

Ele te chama para viver a castidade, não importando o que você fez: prostituição, homossexualismo, aborto… Deus não perdoou Paulo, que foi um assassino?

Ele quer você… esta pregação não chegou a você sem propósito…Ele quer você… Cristo é modelo de castidade. Todos são chamados a levar uma vida casta, cada um segundo seu estado de vida .

E como viver a castidade no mundo de hoje?
Vigiando e orando… Em Mt 26,41 Jesus nos aconselha muito bem… “Vigiem e orem para que não sejam tentados”… Vamos dominar nossos sentidos… evitando ver sites pornográficos, leituras indecentes, novelas e filmes que incentivem a imoralidade sexual… lembrando aqui que São Paulo nos exorta, de forma bem explícita, dizendo em suas cartas, para ficarmos longe das imoralidades sexuais, inclusive em Efésios, ele diz que até mesmo conversas e palavras indecentes não nos convém.

Devemos evitar os vícios, que nos causam morte física e espiritual. Por isso temos que fortalecer o espírito… para que a carne não vença!

E quais são os meios para fortalecer nosso espírito? Vida sacramental, vida de oração, ascese e mortificação, saúde, vida em família, vida em comunidade… pois, viver sozinho pode ser perigoso, podemos ser presa fácil!

Aqui … posso dar-lhes um testemunho… Na minha adolescência compreendi o valor da castidade, graças a Deus tive o privilégio de ter um exemplo de pais castos, de um Sacerdote comprometido com o Reino, de uma família e de uma comunidade fortalecida pela eucaristia.
Por isso, e pela Graça de Deus, consegui me manter casta.. mas me lembro que sempre pensei assim e penso até hoje: o que vejo, o que ouço,o que toco, o que como, o que bebo, Jesus faria junto comigo?

Isto me ajudou e me ajuda a viver a castidade, não como um peso, mas sim com leveza, pois quando amamos, não existe fardo, ao contrário se torna uma alegria.

Hoje sou casada, e pela graça divina, com um homem de Deus, que compartilha comigo o mesmo objetivo, de viver a vontade do Pai, buscando a santidade…
claro que temos muitos defeitos, limitações… mas buscamos o céu como meta, contando com a graça de Deus.
Agora, aqueles que não tiveram e não tem exemplo em casa, não tiveram e não tem orientador espiritual, o mérito de vocês será ainda bem maior, por isso agarrem com todas as forças este caminho seguro, não percam sua preciosa vida…
Jesus nos fala bem claro em Mt 16,26: “ O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder sua alma?”

O que nos motiva a viver a castidade?
Precisamos de motivação…não é mesmo?
Porque… um homem motivado vai até a lua, mas um homem desmotivado não atravessa a rua…
Por isso o que nos motiva! O que nos leva a buscar este caminho seguro?

Um amor apaixonado por Jesus Cristo que se fez carne, habitou entre nós, e está vivo!
Uma escolha pelo Reino de Deus, que é o dono de tudo! Uma luta pela eternidade, uma busca pela verdadeira felicidade, sofrendo sim algumas vezes… mas sofrendo junto com Cristo, na cruz de Cristo, abraçando o sacrifício da porta estreita, mas com a certeza da ressurreição!

Claro! Não existe vitória sem luta…
Mas foi exatamente isso que Ele nos disse: “No mundo haveis de ter aflições. Coragem ! Eu venci o mundo.” (Jô 16,33).

Alegria irmão e irmã!!!

Viver a castidade é maravilhoso! Um caminho de abertura a Deus e ao próximo numa doação de amor… sem medidas!!!

Quem vive a castidade é livre, podemos voar bem alto como águias, correr e não perder nossas forças, andar e não se cansar…
Deus nos abençoe e nos guarde sempre.
Amém!!!

por pregação de Valdirene Carrera, site:castidade.org

(Comunidade Católica Shalom – http://www.comshalom.org)

Simplesmente amar!

O Amor não admite discriminações,
não faz distinção ou acepção de pessoas.

Embora amemos de forma tão imperfeita,
somos chamados a amar e viver o amor
que nos fala São Paulo na Carta aos Coríntios (ICor 13).

O amor verdadeiro, simples, gratuito, sincero,
“amor que tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.

Dói, fere, exige, mas é amor! É amar!
Já nos diz Madre Teresa de Calcutá que
“O amor, para ser verdadeiro, tem de doer.
Não basta dar o supérfluo a quem necessita,
é preciso dar até que isso nos machuque”
.

Parece-nos não ser possível viver esse amor…
Jesus Cristo, se abaixou a nós, assumiu a nossa condição
– exceto no pecado – e amando-nos com amor único, amor ÁGAPE,
até as últimas consequências, o ÁPICE do amor,
entregou Sua própria vida por todos nós! Por cada um de nós…

Eis o desafio do amor! Decisão!
Entrega absoluta!

“Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 13)

Jesus nos convida a viver e transbordar esse amor!
Não o nosso amor, não o amor dos homens,
não o amor do mundo, mas o amor DELE em nós!

Um amor que não se limita nem se encaixa na capacidade
de compreensão humana, mas no coração daquele que
se permite amar e ser amado! Se permite verdadeiramente viver o amor!

O Amor que jamais acabará, jamais passará!
Porque o Amor é Divino e é desde sempre!
É AMOR! E fora DEle não há nada!

“Se não tivesse o amor, eu nada seria…” (ICor 13,2)

Nascemos do Amor, por amor e para o Amor.
De que vale desejar ofertar minha vida, gastar os meus dias,  
se não for para amar verdadeiramente… a todos, a cada um?!

“Eis a verdadeira vocação… simplesmente amar!”

Amar não apenas com palavras, mas com o coração,
com a nossa verdade, com a nossa vida!
Gestos concretos!

Que o Santo Espírito de Deus, o Inflamador das almas
traga a nós uma pequena fagulha do Divino Amor
que seja capaz de abrasar nossos corações
no desejo de amar e viver o amor!

Lara Vaz

Amizade, dom de Deus

Um amigo é uma escolha de Deus para nós. Uma amizade não se dá por escolhas humanas, não somos nós quem escolhemos esse ou aquele para ser nosso amigo, mas sim, Deus. O nosso papel é apenas aprovar e acolher tal escolha e, dessa forma, abrir as portas do coração.

A amizade é como um sacramento. E o que é um sacramento?

É um sinal visível do amor de Deus por nós. Um amigo é também um sinal visível do amor de Deus e do infinito amor de Deus por nós. O amigo é aquele que nos conhece tal como somos, conhece o melhor de nós, mas também o pior, nos aceita e nos ama como somos.

Numa amizade experimentamos o amor puro, o amor que não espera nada em troca, o amor que não espera ser reconhecido, o amor que apenas ama. E o amor, só é amor porque é livre. É essa face do amor que experimentamos quando temos um amigo, é o amor livre é o que se vive numa amizade. O amor paciente, o que não busca seus próprios interesses, que tudo desculpa, que tudo suporta, e por quê? Porque é livre para amar e amar como ama a si mesmo.

Olhando para minha história, percebo a generosidade de Deus nas Suas escolhas. Deus, na Sua infinita bondade, me deu amigos, que são como a chuva caindo sobre a semente, que tem o poder de fazê-la germinar; são como anjos, mensageiros, enviados de Deus, são em minha vida a ajuda adequada e sempre, no tempo oportuno.

O próprio Jesus, no Evangelho, já nos diz: “Já não vos chamo servos, mas de amigos!” O amor que o amigo Jesus manifestou a nós foi o mais sublime, o amor mais puro, o amor livre, que em tamanha liberdade amou até o fim; o amor capaz de dar a vida.

É esse amor verdade que somos chamados a viver numa amizade. Assim como na Santíssima Trindade, o amor que transborda, o amor que gera vida. O amor que alimenta uma amizade, o amor que une os amigos precisa transbordar e gerar vida.

É essa experiência que nossas amizades precisam nos levar a fazer, amar a ponto de poder dizer: “Sou capaz de dar a vida por você!”

Amar a ponto de, a partir da nossas amizades, gerarmos vida. E isso só é possível – viver a verdadeira amizade só é possível – quando acolhemos a escolha de Deus, pois a amizade brota da íntima experiência com o maior e melhor amigo: Jesus.

Quando somos capazes de perceber tais escolhas, somos capazes de levar e ser levados a Deus por um amigo. Somos capazes de amar com amor verdadeiro, somos capazes de gerar vida. E a Palavra de Deus nos assegura: “O amigo é uma proteção poderosa!” Deixo para você o convite de viver a verdadeira amizade, aquela que é capaz de gerar vida!

(Canção Nova ;D Ana Paula Meneses – Formação)

Amar até a cruz

Depois que o pecado entrou em nossa história, amar tornou-se uma “imolação a si mesmo”, uma verdadeira crucificação própria. Mas os seus frutos são doces. Não foi isso que Jesus nos ensinou? Ele veio a nós para ensinar o amor. A sua lição foi esta: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 15,12).

Ele se apresentou como “modelo” do verdadeiro amor. Não apenas ele mandou amar, mas amar “ como Eu vos amo” . E como Ele nos amou? Até à cruz!

Antes mesmo de abraçá-la, Ele disse aos discípulos: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos” ( Jo 15,120). Esta é a definição divina do amor: “dar a vida”.

Isto não quer dizer que para você amar alguém, terá que morrer na cruz por ele, ou morrer de alguma outra forma. Isto significa que você deva “dar a sua vida” pelo outro, até a morte, isto é , o seu tempo, o seu dinheiro, a sua presença, etc…, e tudo isto desinteressadamente. Se houver uma “ Segunda intenção” em nosso amor por alguém , ele deixa imediatamente de ser puro, e morre. A grandeza do amor é a sua gratuidade.

No “ hino ao amor” (1Cor 13), São Paulo ensina que o “amor não busca o seu próprio interesse. Este é o verdadeiro amor que sustenta o casamento e a família. O resto é caricatura do amor, miragens falsas e perigosas. Nada mais perigoso do que colocar o amor falsificado na base do casamento, pois ele não sustentará o lar. Todas as grandes obras realizadas neste mundo foram projetos de um amor verdadeiro.

Quando se planta amor, se colhe amor, ensinava São João da Cruz. Muitas vazes você pode Ter reclamado de que não recebeu amor, mas será que você semeou amor ali naquele lugar?

Se você amar gratuitamente, receberá tudo de volta. Se nos apegarmos ciosamente a nós mesmos e ás criaturas, acabaremos perdendo tudo. O mesmo São João da Cruz ensina a “dar tudo pelo Tudo”.

(Canção Nova ;D Felipe Aquino – Formação)

A amizade amadurecida

Uma das características da infância é a incapacidade de dividir coisas. Uma criança não pode dividir porque não se possui, porque ainda não sabe o que ela é. Você começa a identificar a maturidade a partir do momento em que uma criança consegue perceber as regras de um joguinho.

A maturidade faz parte de um processo. Em um processo não podemos queimar etapas. Ele é lento, chato e demorado.

Uma criança passa por um momento de amadurecimento a partir do momento em que começa a brincar. A maturidade acontece quando tomamos posse do que nós somos, para aí então podermos nos dividir com os outros. Isso faz parte desse processo de amadurecimento.

Não nascemos amando, pelo contrário, queremos ter a posse dos outros. Essa é a forma de amar da criança, pois ela não consegue pensar de maneira diferente. Ela não consegue entender que o outro não é ela. Quantas pessoas, já adultas, ainda pensam assim, trata-se da incapacidade de amar devido à falta de maturidade.

Todos os encontros de Jesus Cristo levam à implantação do Reino de Deus. Mas só pode implantá-lo quem é adulto e já entende que só se começa a amar a partir do momento em que eu não quero mudar quem eu amo.

Geralmente quando tememos alguém ruim ao nosso lado é porque nos reconhecemos naquela pessoa. Jesus não tinha o que temer porque era puramente bom, por isso contagiava os que estavam ao lado d’Ele.

Na maturidade de Jesus você encontra a capacidade imensa de amar o outro como ele é. Amar significa amar o outro como ele é. Por isso quando falamos em amar os outros podemos perceber o quanto deixamos de ser crianças. Devemos nos questionar a todo o momento com relação à nossa maturidade.

A santidade começa na autenticidade, por essa razão Cristo nos pede que sejamos como as crianças, que são verdadeiras e simples. É nisso que devemos manter da nossa infância e não a forma de possuir as coisas para nós mesmos.

Você tem condições para perceber a sua maturidade. É só observar se você é obediente mesmo quando não há pessoas ao seu redor. Você não precisa que ninguém o observe, pois você já viu aquilo como um valor.

Pessoas imaturas sofrem dobrado. Pessoas imaturas querem modificar os fatos; ao passo que pessoas maduras deixam que os fatos as modifiquem. A maturidade nos faz perceber que não podemos mudar os fatos. Um imaturo ganha um limão e o chupa fazendo careta. O maduro faz uma limonada com o limão que ganhou.

Muitas vezes, os nossos relacionamentos de amizade são uns fracassos porque somos imaturos. Amigos não são o que imaginamos, mas o que eles são e com todos os defeitos. Amizade é processo de maturidade que nos leva ao verdadeiro encontro com as pessoas que estão ao nosso lado. Elas têm todos os defeitos, mas fazem parte da nossa vida e não as trocamos por nada deste mundo. Isso porque temos alma de cristão e aquele que tem alma de cristão não tem medo dos defeitos dos outros, porque sabemos que esses defeitos não serão espelhos para nós; mas seremos instrumentos de Deus para que os superem.

Padre só pode ser padre a partir do momento em que é apaixonado pelos calvários da humanidade. Se você não consegue lidar com os limites dos outros, é porque você não consegue lidar com os seus limites. A rejeição é um processo de ver-se.

Toda vez que eu quero buscar no outro o que me falta, eu o torno um objeto. Eu posso até admirar no outro o que eu não tenho em mim, mas eu não tenho o direito de fazer dele uma representação daquilo que me falta. Isso não é amor, isso é coisa de criança!

O anonimato é um perigo para nós. É sempre bom que estejamos com pessoas que saibam quem somos nós e que decisões nós tomamos na vida. É sempre bom estarmos em um lugar que nos proteja.

Amar alguém é viver o exercício constante de não querer fazer do outro o que nós gostaríamos que ele fosse. A experiência de amar e ser amado é, acima de tudo, a experiência do respeito.

Como está a nossa capacidade de amar? Uma coisa é amar por necessidade e outra é amar por valor. Amar por necessidade é querer sempre que o outro seja o que você quer. Amar por valor é amar o outro como ele é quando ele não tem mais nada a oferecer, quando ele é um inútil e, por isso, você o ama tanto. Na hora em que forem embora as suas utilidades você saberá o quanto é amado.

Tudo vai ser perdido, só espero que você não se perca. Enquanto você não se perder de si mesmo você será amado, pois o que você é significa muito mais do que você faz.

O convite da vida cristã é este: que você possa ser mais do que você faz!

(Canção Nova ;D Padre Fábio de Melo – Formação)