Vocação: Deus inspira e pede o que já nos concedeu!


 

Quando se pensa na realização profissional e afetiva, muitos jovens não têm a oportunidade de também fazerem a si mesmos as perguntas fundamentais: qual o desígnio de Deus para a minha vida? Para que vim a este mundo? Como posso ser realmente feliz e colaborar eficazmente na construção do mundo e na felicidade dos outros? Infelizmente a obsessão materialista provinda de todos os segmentos da sociedade e a pressão desproporcional dos pais para que os filhos sejam “alguém na vida”, fazem com que muitos nem se quer tenham a oportunidade de se deixarem viver uma experiência religiosa. Já os que são alcançados por outros jovens na evangelização ou por influência da amizade, podem encontrar grandes dificuldades de se firmarem, principalmente quando contrariam a vontade dos pais, geralmente por não viverem uma experiência de fé aberta à possibilidade de um filho missionário, consagrado, padre ou celibatário, ou ainda um matrimônio dentro da perspectiva da vida consagrada. Quando somos marcados por uma vocação específica na Igreja, a nossa história de vida esconde e revela esse segredo, o coração inquieto dá sinais, a alma se comunica nas nossas entranhas, os fatos, os acontecimentos e as pessoas que cruzam o nosso caminho são indicadores que de que “algo diferente” portamos dentro de nós. O fato maravilhoso e profético é que a Providência de Deus, de alguma forma, cuida de nos alcançar onde quer que estejamos ou façamos, e passe o tempo que passar. No entanto, o plano de Deus nos chegará sempre dentro do mistério da conquista e do convite que pede docilidade e uma livre e generosa resposta. A resposta pede passos na fé, ainda que o medo inicial do desconhecido seja um desafio. A verdade sublime é que “a Palavra de Deus não volta sem ter produzido o seu efeito” (cf. Is 55,10-11). Quem se deixa alcançar por ela, especialmente através da oração e da escuta, passa a conhecer o sentido verdadeiro da sua vida, Jesus Cristo. E quando Jesus Cristo nos olha amorosamente e diz: “vem e segue-me”, é muito difícil resistirmos. Santa Teresinha afirma que “Deus inspira e pede a nós aquilo que já nos concedeu”. Uma vida visitada por Deus e que passa a enxergar a sua vocação, ainda que não de forma plena, quer corresponder com todas as forças e ninguém é capaz de deter esta resposta de amor. “Em qualquer realidade, especialmente vocacional, abandonamo-nos com amor a quem nos vem ao encontro com amor” (B. Mondin). “Não temais, não fostes vós que me escolheste, mas eu vos escolhi”, afirma Jesus. Apaixonadamente gritava João Paulo II aos jovens: “Não tenham medo de seguirem a Cristo, de darem vossas vidas a Ele. Cristo não roubará a vossa liberdade, não vos tirará nada, mas somente acrescentará, satisfazendo-lhes os mais profundos desejos de felicidade”. Um projeto vocacional rezado, discernido, vivido no seu tempo certo é o que há de mais feliz nas nossas vidas, porque encontrar e responder ao desígnio de Deus para nós é missão primeira de cada jovem, de cada homem, de cada mulher. Vale a pena perguntar: “Senhor, que queres de mim? Fala que teu servo escuta!” (cf. 1Sm 3,10).

Antonio Marcos

FONTE: http://antoniomarcosaquino.blogspot.com/2010/12/vocacao-deus-inspira-e-pede-o-que-ja.html

Blog Antonio Marcos – antoniomarcosaquino.blogspot.com

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