As Religiões


“Se lhe disserem que todas as religiões são boas, acredite na sinceridade de quem o diz, porque, em sua finalidade, elas o são. Todas buscam não só melhorar o homem e o ambiente ao seu redor, mas sobretudo, colocá-lo num plano acima do plano humano que o limita tanto.

Se lhe disserem, contudo, que todas as religiões são boas para você, reflita antes de concordar, porque todos os remédios são bons, mas nem todos o são para você. Todos os times de futebol, apesar das falhas técnicas, são bons para os torcedores, mas nem sempre o são para você. Sua liberdade de opção impõe um limite, ditado pelo equilíbrio que deve haver em sua pessoa.

Religião é assunto mais sério do que muita gente anda pensando. Muitos aparentam seriedade, repetindo o velho refrão: religião não se discute. Mas é pena que, com idéia tão sadia e elevada de religião também não a vivam…

Muitos não discutem filosofia, direito, medicina ou engenharia com ninguém porque não sabem nem os princípios rudimentares para discutir. Mas em matéria de religião não raciocinam assim. É impressionante ver como nossa gente, que mal terminou o primário e nunca saiu do catecismo abreviado de primeira comunhão, ou nossos ginasianos, colegiais, universitários e até mesmo homens formados, que depois da primeira comunhão nunca mais levaram a sério o assunto, apesar das aulas forçadas que alguns tiveram, opinam livre, segura e decididamente sobre Igreja, santos, imagens, celibato, missa, confissão, teologia, batismo de crianças, etc.

Alguns já entram pelo terreno da apelação dando o seu veredito antes de ouvir a explicação, da qual não julgam precisar: “religião é estúpida e incoerente”.

Em sua honestidade, você perceberá a verdade dessas informações em seus próprios amigos. A maioria deles não frequenta igreja, não vai à missa, não confessa, não comunga, nunca leu um livro sobre Cristo, nunca leu os evangelhos, nunca tomou de um catecismo, mas condena e critica religião opinando a respeito.
[…]

É lamentável esta constatação: engenheiro entende de engenharia; médico, de medicina; farmacêutico, de farmácia; comerciante de comércio; mas os cristãos de missa de sétimo dia ou de domingo, não entendem de cristianismo nem de religião. […] Por isso mesmo, religião se torna negócio de ocasião. Quando convém, pratica-se. Tira-se dela alguns princípios conveniente e o resto vai na base do quebra-galho.

Há católicos que se consideram gente de fé, mas não aceitam a virgindade de Maria, nem que Cristo é Deus, nem comunhão, nem confissão; apóiam o divórcio e negam os outros pontos de fé que caracterizam o católico sincero: fazem sua fé particular.

Você poderia buscar maior esclarecimento e contribuir para informar melhor sua gente. Se tiver medo de enfrentar chacotas e o pouco caso da turma, bem como apelidos inconvenientes, realmente é melhor nem tentar. Isso é assunto para gente generosa que vive por um ideal, contra tudo e contra todos. Veja qual sua posição antes de optar! Mas você pode ajudar a melhorar as coisas se quiser.”

(FONTE: http://www.padreleoeterno.com/2009/03/as-religioes.html)

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