A amizade que “sub-trai”


As amizades com o sexo oposto – quando não trabalhadas de maneira equilibrada – podem colocar em risco outros relacionamentos. Dependendo do tipo de vínculo que se estabelece com alguém, as partilhas e confidências tendem a levar a amizade para uma esfera de maior proximidade entre as pessoas. Assim, não será difícil retribuir, tamanha atenção, com outros gestos de carinho.

A interferência de uma situação ou pessoa em nossos relacionamentos pode gerar crises dentro da vida conjugal e da família, ganhando relevância e fugindo do controle se não evitadas de maneira preventiva e madura… Pois uma amizade – quando se torna mais intensa do que os laços existentes entre o casal – gera o ciúme e rouba a atenção da pessoa comprometida. Esse tipo de relacionamento provoca transtorno, sem que, de fato, haja uma maior intimidade entre os amigos.

Como sabemos, os contatos promovidos pela Internet – por meio dos “chats” e “messengers” – são caminhos que favorecem a aproximação entre as pessoas. De um modo especial, quando os propósitos – nesses contatos – não são tão puros quanto pode parecer para um dos internautas, não será impossível que, escapando do mundo virtual, venham a viver no mundo real tudo aquilo que foi anteriormente promovido e incitado pelos encontros cibernéticos.

Se a intenção do encontro não for estritamente a de conhecer um novo amigo, essa atitude torna-se uma ameaça à estrutura familiar, como verdadeiramente o é.

Uma traição conjugal é comumente definida como um relacionamento paralelo, no qual muitas vezes se vive intimidades sexuais. Na maioria das vezes, ouve-se dizer que a causa do envolvimento num relacionamento desse tipo originou-se de uma crise conjugal, entre outras coisas.

Não são poucos os casos que encontramos de pessoas solteiras ou até mesmo casadas que se envolvem em relações paralelas. Em muitas situações, as “desculpas” se fundamentam na dificuldade de se sentir compreendido ou de encontrar alguém que também compartilhe de seus sonhos e projetos; o que acreditam não possuir dentro da vida a dois. Mas nem sempre isso é a razão principal; tal envolvimento pode acontecer, também, quando a atenção dispensada a alguém é misturada com sentimentos e carências por parte do outro ou até de ambos.

Para que ninguém viva no vácuo de um relacionamento ou tente preencher o seu vazio com aquela pessoa, que não poderá ser mais que um amigo verdadeiro, deve-se saber discernir e estabelecer as fronteiras para suas amizades.

Assim, para que outros relacionamentos externos não se tornem um perigo, os casais precisam se fazer, cada vez mais, inteiros para o outro e, dia após dia, mais cúmplices em pensamentos e atitudes. Dessa maneira, ambos devem se empenhar para desenvolver a segurança e a satisfação de viver o vínculo que extrapola a união física e que alcança a essência do seu cônjuge.

(Canção Nova;D Dado Moura – Formação)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s